{"id":345676,"date":"2013-04-12T17:10:56","date_gmt":"2013-04-12T15:10:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/caminhos-para-a-unidade-a-arte-de-amar\/"},"modified":"2024-06-06T12:20:52","modified_gmt":"2024-06-06T10:20:52","slug":"caminhos-para-a-unidade-a-arte-de-amar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/caminhos-para-a-unidade-a-arte-de-amar\/","title":{"rendered":"Caminhos para a unidade: a arte de amar"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_83342\" style=\"width: 289px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/63914425\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-83342\" class=\"wp-image-83342  \" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/20130413-a.jpg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"198\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-83342\" class=\"wp-caption-text\">Video em l\u00edngua italiana: &#8220;A arte do amor crist\u00e3o&#8221;&#8221; &#8211; Chiara Lubich em Taipei, janeiro de 1997<\/p><\/div>\n<p><strong>\u00abO amor crist\u00e3o \u00e9 uma arte. <\/strong>\u00c9 preciso conhecer esta arte de amar. De fato, ela possui algumas qualidades e algumas exig\u00eancias. Gostaria de prop\u00f4-la aos senhores, se desejarem viv\u00ea-la, para o bem de muitos e tamb\u00e9m para o vosso pr\u00f3prio bem. O verdadeiro amor, que queremos difundir no mundo, possui essas qualidades.<\/p>\n<p><strong>Antes de tudo o amor verdadeiro exige que se ame Jesus na pessoa amada<\/strong>. \u00c9 preciso n\u00e3o esquecer isso: Jesus est\u00e1 presente em cada pessoa que encontramos. Na grandiosa cena do ju\u00edzo final, ele n\u00e3o disse que considera feito a si o que se faz aos outros, de bem e de mal? O seu julgamento n\u00e3o se repete como: \u201ca mim o fizeste, a mim o fizeste, a mim o fizeste\u201d? O primeiro ponto, portanto, que \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o esquecer para levar adiante, no mundo, a revolu\u00e7\u00e3o do amor, \u00e9 que o que fazemos aos outros deve ser feito como se faria a Jesus, porque ele est\u00e1 escondido atr\u00e1s de qualquer irm\u00e3o nosso. Amar Jesus em cada pessoa. Foi com esta convic\u00e7\u00e3o que o Movimento nasceu; e com essa convic\u00e7\u00e3o espalhou-se no mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>O amor verdadeiro possui ainda outra qualidade: ama a todos<\/strong>. N\u00e3o admite acep\u00e7\u00e3o de pessoas. Para o amor verdadeiro n\u00e3o existe o simp\u00e1tico e o antip\u00e1tico, o bonito e o feio, o grande e o pequeno, o compatriota e o estrangeiro. Todos devem ser amados.<\/p>\n<p>Recordo a reviravolta no in\u00edcio do Ideal, quando descobrimos que o amor evang\u00e9lico nos fazia amar a todos. N\u00f3s tamb\u00e9m t\u00ednhamos as nossas simpatias ou antipatias, v\u00edamos que algu\u00e9m era feio e pass\u00e1vamos longe, outro era bonito e nos aproxim\u00e1vamos, o estrangeiro n\u00e3o se considerava, mas o da nossa p\u00e1tria sim. E ent\u00e3o aconteceu uma revolu\u00e7\u00e3o: \u00e9 preciso amar a todos. E amar a todos \u00e9 a \u201cgin\u00e1stica espiritual\u201d exigida de todos n\u00f3s, crist\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>O amor verdadeiro \u2013 outra qualidade \u2013 toma a iniciativa. <\/strong>Significa que n\u00e3o espera ser amado para depois amar, mas ama primeiro. Assim como fez o Eterno Pai, que mandou Jesus para morrer por n\u00f3s quando ainda \u00e9ramos pecadores. Ele tomou a iniciativa de nos amar. O verdadeiro amor crist\u00e3o ama primeiro. Experimentem fazer assim e ver\u00e3o a revolu\u00e7\u00e3o que se desencadeia ao vosso redor vivendo um amor como esse. Portanto, aten\u00e7\u00e3o: amar sempre a todos, vendo Jesus neles, ser os primeiros a amar.<\/p>\n<p><strong>E ainda: o amor verdadeiro ama o outro como a si mesmo, <\/strong>exatamente como se fosse eu. E isso deve ser tomado ao p\u00e9 da letra, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um modo de dizer. O outro sou eu, eu sou o outro, porque devo am\u00e1-lo como a mim mesmo, isto \u00e9, fazer a ele o bem que faria a mim.<\/p>\n<p><strong>O amor verdadeiro sabe fazer-se um com os outros.<\/strong> Por exemplo: se algu\u00e9m sofre, sabe sofrer com ele; se alegra-se sabe alegrar-se com ele. Se algu\u00e9m vai a uma festa de casamento e fica com o rosto fechado, por exemplo, erra, porque \u00e9 preciso alegrar-se com quem se alegra. Ou vai visitar um doente e fica rindo ou pensando em outras coisas&#8230; n\u00e3o, \u00e9 preciso sofrer com o outro, viver o que ele est\u00e1 vivendo. Fazer-se um com o outro significa viver o que o outro vive. N\u00e3o \u00e9 um amor sentimental, mas feito de fatos concretos.<\/p>\n<p><strong>E ainda: o verdadeiro amor crist\u00e3o ama tamb\u00e9m o inimigo.<\/strong> \u201cPerdoa setenta vezes&#8230;\u201d, ama o inimigo, faz o bem e reza por ele. Amar o inimigo \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o t\u00edpica do cristianismo. \u00c9 algo tipicamente crist\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E mais ainda, Jesus quer que o amor verdadeiro, que ele trouxe sobre a terra, torne-se rec\u00edproco.<\/strong> Que uns amem aos outros de modo que se chegue \u00e0 unidade, aquela unidade da qual Jesus falou em seu testamento. \u00c9 justamente o mandamento novo: \u201cAmai-vos uns aos outros como eu vos amei\u201d. Porque ele quer que imitemos a Sant\u00edssima Trindade, a maneira como se amam as pessoas da Trindade.<\/p>\n<p>E ainda, e esta \u00e9 a \u00faltima qualidade: <strong>Jesus nos faz entender o que \u00e9 o amor com a cruz<\/strong>, com a sua cruz. Muitas vezes, quase sempre, o amor traz sofrimento, porque \u00e9 preciso fazer-se um com o outro, renegar a si mesmo e pensar nos outros. Mas depois d\u00e1 uma alegria imensa ao seu cora\u00e7\u00e3o!\u00bb<\/p>\n<p><em>Taipei (Taiwan), 26 de janeiro de 1997<\/em><\/p>\n<p><em>Trechos de um discurso de Chiara Lubich \u00e0 comunidade eclesial de Taiwan.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um congresso interdisciplinar na Universidade Fu Jen, de Taiwan, prop\u00f5e a reflex\u00e3o sobre o pensamento de Chiara Lubich. Publicamos o seu discurso proferido dia 27 de janeiro de 1997, justamente em Taiwan, sobre as caracter\u00edsticas do amor crist\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345676","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345676\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}