{"id":345860,"date":"2013-06-16T04:00:45","date_gmt":"2013-06-16T02:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/reencontrar-no-proximo-um-irmao\/"},"modified":"2024-06-06T12:21:27","modified_gmt":"2024-06-06T10:21:27","slug":"reencontrar-no-proximo-um-irmao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/reencontrar-no-proximo-um-irmao\/","title":{"rendered":"Reencontrar no pr\u00f3ximo um irm\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ao deixar-se despojar da f\u00e9 em Deus o homem caiu no maior dos enganos<\/strong>. Quando n\u00e3o foi privado da f\u00e9 em Deus por vezes a perdeu igualmente, por se ter esquecido dela. Agora o homem paga o pre\u00e7o desses longos esquecimentos, no fundo esqueceu-se do seu pr\u00f3prio ser homem. Est\u00e1 numa casa que n\u00e3o reconhece mais como sua, que, de fato, tornou-se para ele uma pris\u00e3o. Est\u00e1 com homens em quem n\u00e3o v\u00ea mais os irm\u00e3os, o v\u00ednculo que os liga \u00e9 formado pelo segredo de desfrutar um do outro. Vai a uma escola, l\u00ea jornais, observa produtos da ci\u00eancia, por isso a verdade para ele \u00e9 deformada, terminando por n\u00e3o conhecer mais o objeto e por duvidar do sujeito; \u00e9 tratado e se trata como um fantasma.<\/p>\n<p><strong>Esse esquecimento recapitula-se no esquecimento de Deus.<\/strong> Se reconhecemos Deus tornamo-nos livres para com os homens na terra. Estes homens ent\u00e3o tornam-se irm\u00e3os\u00a0 e o \u00fanico sentimento que devemos a eles \u00e9 o amor. Reencontrando o homem voltamos a ver a sua dignidade. Nos seus limites vemos a sua grandeza, enquanto constatamos neles a mis\u00e9ria. O homem pode cair, mas continua a ser estirpe de Deus. A mis\u00e9ria lhe pertence, a grandeza lhe \u00e9 dada por Algu\u00e9m maior, que quer que cres\u00e7a na prova\u00e7\u00e3o, que utilize a desgra\u00e7a para exercitar as grandes virtudes &#8211; justi\u00e7a, caridade, piedade; que valorize a morte pela vida, a pobreza econ\u00f4mica pela riqueza espiritual, ao ponto que o seu patrim\u00f4nio seja inteiramente patrim\u00f4nio do esp\u00edrito, e a sua dignidade n\u00e3o dependa do estado econ\u00f4mico, mas da for\u00e7a do car\u00e1ter, da resigna\u00e7\u00e3o heroica, da vit\u00f3ria que o bem conquista sobre o mal, para n\u00f3s e em n\u00f3s. Ent\u00e3o somos produtores de vida. Esta \u00e9 a prova\u00e7\u00e3o que c\u00e9u e terra assistem e cuja extin\u00e7\u00e3o abre uma eternidade.<\/p>\n<p><strong>Se passarmos entre as mis\u00e9rias empobrecendo-nos tamb\u00e9m na alma,<\/strong> se reagirmos ao negativo brutalizando-nos, se desmoronarmos prostrando-nos no desespero e desgastando-nos, desperdi\u00e7amos estupidamente a nossa fadiga, sujamos sem dignidade as nossas l\u00e1grimas, desnutrimos a alma. O amor heroico transforma o sofrimento em alegria, as nossas penas tornam-se instrumento para exerc\u00edcios espirituais: as desgra\u00e7as oferecem a cada um uma exig\u00eancia de santidade, isto \u00e9, de humanidade perfeita, sendo aperfei\u00e7oada pela gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Retirado de: Igino Giordani, <em>A revolta moral,<\/em> Capriotti Editore, Roma 1945<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iginogiordani.info\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.iginogiordani.info<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste texto Igino Giordani oferece-nos algumas pistas de reflex\u00e3o sobre como conquistar uma nova liberdade para relacionar-se com todos como verdadeiros irm\u00e3os, ao colocar Deus em primeiro lugar.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345860"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345860\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}