{"id":346202,"date":"2013-10-28T04:13:28","date_gmt":"2013-10-28T03:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/novembro-2013\/"},"modified":"2024-06-06T12:22:31","modified_gmt":"2024-06-06T10:22:31","slug":"novembro-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/novembro-2013\/","title":{"rendered":"Novembro 2013"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>\u00c9 entrar no cora\u00e7\u00e3o daqueles que encontramos para entender sua mentalidade, sua cultura, suas tradi\u00e7\u00f5es e, de certo modo, faz\u00ea-las nossas; para entender realmente aquilo de que eles precisam e saber colher os valores que Deus espalhou no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa. Numa palavra: viver por quem est\u00e1 ao nosso lado.<\/p>\n<p><em>\u201cSede compassivos&#8230;\u201d<\/em>: a compaix\u00e3o. Acolher o outro tal como ele \u00e9, n\u00e3o como gostar\u00edamos que fosse: com um temperamento diferente, com as mesmas ideias pol\u00edticas nossas, com as nossas convic\u00e7\u00f5es religiosas e sem os tais defeitos ou modos de fazer que tanto nos incomodam. N\u00e3o. \u00c9 preciso dilatar o cora\u00e7\u00e3o e torn\u00e1-lo capaz de acolher a todos na sua diversidade, nos seus limites e mis\u00e9rias.<\/p>\n<p><em>\u201c&#8230; perdoando-vos mutuamente&#8230;\u201d<\/em>: o perd\u00e3o. Ver o outro sempre novo. Mesmo nas conviv\u00eancias mais agrad\u00e1veis e serenas, na fam\u00edlia, na escola, no trabalho, nunca faltam momentos de atrito, de diverg\u00eancias, de conflitos. \u00c0s vezes se deixa de falar um com o outro, ou a evitar-se, isso quando n\u00e3o se estabelece no cora\u00e7\u00e3o um verdadeiro \u00f3dio contra os que t\u00eam um ponto de vista diferente do nosso. A conquista mais forte e exigente \u00e9 procurar ver cada dia o irm\u00e3o e a irm\u00e3 como se fossem novos, nov\u00edssimos, esquecendo completamente as ofensas recebidas e cobrindo tudo com o amor, com uma anistia total do nosso cora\u00e7\u00e3o, imitando dessa forma Deus, que perdoa e esquece.<\/p>\n<p>E enfim, alcan\u00e7amos a paz verdadeira e a unidade quando vivemos a bondade, a compaix\u00e3o e o perd\u00e3o n\u00e3o apenas como pessoas isoladamente, mas em conjunto, na reciprocidade.<\/p>\n<p>E assim como acontece numa fogueira, onde as brasas s\u00e3o sufocadas pela cinza se n\u00e3o forem remexidas de vez em quando, da mesma forma as nossas rela\u00e7\u00f5es com todos os outros s\u00e3o sufocadas pela cinza da indiferen\u00e7a, da apatia, do ego\u00edsmo, se n\u00e3o houver o esfor\u00e7o de reaviv\u00e1-las de tempo em tempo, o esfor\u00e7o de reavivar o amor m\u00fatuo.<\/p>\n<p><strong>\u201c<em>Sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo.<\/em>\u201d <\/strong><\/p>\n<p>Essas atitudes precisam ser traduzidas em fatos, em a\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Jesus demonstrou o que \u00e9 o amor quando curou os doentes, quando saciou a fome das multid\u00f5es, quando ressuscitou os mortos, quando lavou os p\u00e9s dos disc\u00edpulos. Fatos, fatos: amar \u00e9 isso.<\/p>\n<p>Lembro-me de uma m\u00e3e de fam\u00edlia africana: viu a pr\u00f3pria filha Ros\u00e2ngela perder um dos olhos, como v\u00edtima da agressividade de um garoto que a feriu com um peda\u00e7o de pau, e ainda continuava ca\u00e7oando dela. Nem o pai nem a m\u00e3e do menino tinham pedido desculpas pelo acontecido. O sil\u00eancio, a falta de relacionamento com essa fam\u00edlia a deixavam amargurada. \u201cFique tranquila\u201d, dizia Ros\u00e2ngela, que j\u00e1 tinha perdoado, \u201cainda tive sorte: pelo menos posso ver com o outro olho!\u201d<\/p>\n<p>\u201cUm dia, de manh\u00e3,\u201d conta a m\u00e3e de Ros\u00e2ngela, \u201ca m\u00e3e daquele garoto mandou me chamar porque estava passando mal. A minha primeira rea\u00e7\u00e3o foi: \u2018Olha s\u00f3! Ela tem tantos outros vizinhos, e agora vem pedir ajuda a mim, depois de tudo o que o filho dela fez conosco!\u2019<\/p>\n<p>Mas na hora me lembrei que o amor n\u00e3o tem barreiras. Corri at\u00e9 a sua casa. Ela abriu a porta e desmaiou nos meus bra\u00e7os. Levei-a para o hospital e fiquei l\u00e1 at\u00e9 que os m\u00e9dicos a atendessem. Depois de uma semana, quando ela teve alta, veio at\u00e9 em casa para me agradecer. Eu a acolhi de todo o cora\u00e7\u00e3o. Consegui perdo\u00e1-la. Agora o relacionamento se recomp\u00f4s. Ou melhor, come\u00e7ou totalmente novo\u201d.<\/p>\n<p>Podemos preencher tamb\u00e9m o nosso dia com servi\u00e7os concretos, humildes e inteligentes, express\u00f5es do nosso amor. Veremos crescer ao nosso redor a fraternidade e a paz.<\/p>\n<p align=\"right\">Chiara Lubich<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div><strong>\u00a0 <\/strong><em>Este coment\u00e1rio \u00e0 Palavra de Vida foi publicado originalmente em agosto de 2006.<\/em><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo.\u201d (Ef 4,32)<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-346202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346202\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}