{"id":346556,"date":"2014-03-09T04:00:52","date_gmt":"2014-03-09T03:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/chiara-lubich-e-as-religioes-religioes-tradicionais\/"},"modified":"2024-06-06T12:23:39","modified_gmt":"2024-06-06T10:23:39","slug":"chiara-lubich-e-as-religioes-religioes-tradicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/chiara-lubich-e-as-religioes-religioes-tradicionais\/","title":{"rendered":"Chiara Lubich e as religi\u00f5es: religi\u00f5es tradicionais"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-102101\" style=\"margin-right: 10px;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/rel-trad-10.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"305\" \/>Nel 1966, alcuni medici e infermiere dei Focolari entrano in contatto con il<\/strong>Em 1966 alguns m\u00e9dicos e enfermeiras dos Focolares entram em contato com o <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/africa\/camerun\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">povo Bangwa, de Fontem<\/a>, uma localidade no interior da floresta ocidental dos Camar\u00f5es. O objetivo \u00e9 comunit\u00e1rio: ajudar uma popula\u00e7\u00e3o atingida pela mal\u00e1ria e outras doen\u00e7as tropicais, com um \u00edndice de 90% de mortalidade infantil. <strong>Com a ajuda de muitas pessoas, e junto com os Bangwa<\/strong>, constr\u00f3i-se um hospital, uma escola, uma igreja, muitas casas&#8230;<strong> tem in\u00edcio a primeira <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/all-opera\/cittadelle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mari\u00e1polis permanente<\/a> dos <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Focolares <\/a>na \u00c1frica.<\/strong>  <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chiara Lubich<\/a> <strong>visita Fontem em junho de 1966<\/strong>. Muitos anos depois, em abril de 1998, recordar\u00e1 aquela viagem, falando a 8000 membros do Movimento, reunidos em <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/america-sud\/argentina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Buenos Aires<\/a>:<strong> <\/strong>\u201cEu estava em Fontem e ainda n\u00e3o havia a Mari\u00e1polis permanente, que hoje em dia \u00e9 bastante grande, n\u00e3o sei quantas s\u00e3o as casas&#8230; Ainda n\u00e3o existia nada. Havia a floresta onde morava uma tribo. Recordo que esses africanos, numa clareira, prepararam uma festa para mim (&#8230;). Naturalmente, era uma festa t\u00edpica deles. As v\u00e1rias esposas do Fon, do rei, dan\u00e7avam para mim, etc. Naquele vale, junto a todas aquelas pessoas que festejavam a minha presen\u00e7a, porque eu tinha mandado para l\u00e1 os primeiros focolarinos m\u00e9dicos, <strong>eu tive a impress\u00e3o de que Deus abra\u00e7ava a todos, embora essa tribo n\u00e3o fosse crist\u00e3<\/strong>, pois a grande maioria era animista. Eu pensei: \u201cAqui Deus abra\u00e7a a todos! \u00c9 como na Cova da Iria, em <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/europa\/portogallo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portugal<\/a>, onde viram o sol descer e envolver todos. Tamb\u00e9m aqui Deus abra\u00e7a a todos\u201d.  <strong>Voltando daquela primeira viagem, <\/strong>Chiara respondeu assim aos jovens focolarinos da escola de forma\u00e7\u00e3o, em <a href=\"http:\/\/www.loppiano.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Loppiano <\/a>(It\u00e1lia): N\u00f3s, ocidentais, somos muito retr\u00f3grados e se n\u00e3o nos despojarmos da mentalidade ocidental n\u00e3o conseguiremos viver em sintonia com os tempos de hoje, porque a nossa mentalidade representa uma parte, um ter\u00e7o, um quarto da mentalidade do mundo. <strong>Na \u00c1frica, por exemplo, existe uma cultura \u00fanica, espl\u00eandida, profunda!<\/strong> Dever\u00edamos ir ao encontro das culturas. N\u00e3o somos completos se n\u00e3o \u201csomos humanidade\u201d. Somos humanidade quando contemos dentro de n\u00f3s todas as culturas.\u201d  <strong>Por ocasi\u00e3o de outra viagem \u00e0 \u00c1frica, em 1992, referindo-se \u00e0 incultura\u00e7\u00e3o, Chiara afirma: <\/strong>Antes de tudo a arma potente \u00e9 o <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/amore-al-fratello\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u2018fazer-se um\u2019<\/a>, que significa? Significa aproximar-se do outro completamente vazios de n\u00f3s mesmos, para entrar na sua cultura, entend\u00ea-lo e deixar que ele se exprima, at\u00e9 que voc\u00ea o ter\u00e1 compreendido interiormente; no momento em que o tiver compreendido \u00e9 que poder\u00e1 abrir com ele o di\u00e1logo e transmitir tamb\u00e9m a mensagem evang\u00e9lica por meio das riquezas que ele j\u00e1 possui. O &#8216;fazer-se um&#8217; que a incultura\u00e7\u00e3o requer \u00e9 entrar na alma, na cultura, na mentalidade, na tradi\u00e7\u00e3o, nos costumes, compreend\u00ea-los e fazer emergir delas as sementes do Verbo  <strong>Outro momento que assinala uma etapa importante na proje\u00e7\u00e3o do Movimento<\/strong> rumo ao di\u00e1logo com outros credos, \u00e9 quando <strong>Chiara recebe, em 1977, o <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2011\/09\/03\/i-focolari-in-gran-bretagna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pr\u00eamio Templeton<\/a><\/strong>, para progresso da religi\u00e3o. \u201cEla recorda isso, sempre em 1998, em Buenos Aires: \u201cEst\u00e1vamos em Londres, na Guidhall&#8230;e me pediram para falar nesta grande sala; estavam presentes pessoas de todos os credos&#8230;E ali [experimentei] o mesmo fen\u00f4meno, a impress\u00e3o de que Deus abra\u00e7ava todos&#8230;\u201d  No ano 2000 Chiara visita Fontem pela \u00faltima vez. O povo Bangwa, atrav\u00e9s do Fon, a entroniza como \u201cMafua Ndem\u201d (Rainha em nome de Deus). \u00c9 a primeira vez que uma mulher estrangeira e \u201cbranca\u201d torna-se parte daquele povo. Em 2008, ano do seu falecimento, foi celebrado para ela um funeral pr\u00f3prio de rainha. Durante a escola de religi\u00f5es tradicionais, organizada pelo primeiro focolarino bangwa, que precedeu o funeral, os focolarinos foram introduzidos na \u201cfloresta sagrada\u201d (lefem), um forte sinal de perten\u00e7a a esse povo. Ainda naqueles dias, Maria Voce (atual presidente dos Focolares) foi reconhecida como \u201csucessora no trono\u201d.  Na \u00c1frica tiveram in\u00edcio as \u201cescolas de incultura\u00e7\u00e3o\u201d, para aprofundar o conhecimento das v\u00e1rias culturas.  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-articolo_1 wp-image-102097\" style=\"border: 0px none;margin: 5px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/rel-trad-2-250x169.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"169\" \/> <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-articolo_1 wp-image-102095\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/rel-tra-53-250x170.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"170\" \/>Na Am\u00e9rica Latina, as <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2012\/01\/22\/peru-in-piccolo-il-mondo-intero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mari\u00e1polis com o povo Aymara (Bol\u00edvia e Peru)<\/a>, e no <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/america-sud\/ecuador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Equador<\/a>, com o <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2013\/06\/11\/ecuador-vivere-una-mariapoli\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">povo afro de Esmeralda<\/a>; a interessante experi\u00eancia da \u201cEscola Aurora\u201d, no norte da Argentina, com uma a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es culturais e religiosas das popula\u00e7\u00f5es dos Andes, nos vales \u201ccalchaqu\u00edes\u201d. E ainda, em outros pontos do planeta, como na <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/oceania\/nuova-zelanda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nova Zel\u00e2ndia<\/a>, com os <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2013\/02\/04\/aotearoa-cioe-nuova-zelanda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">abor\u00edgenes maori<\/a>.  Uma espiritualidade, em resumo, que mira n\u00e3o apenas \u00e0 unidade dos crist\u00e3os, mas, por meio do di\u00e1logo, \u00e0 unidade de toda a fam\u00edlia humana.  No dia <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/?m=20140320&amp;cat=10\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">20 de mar\u00e7o de 2014<\/a>, na Universidade Urbaniana de Roma, acontecer\u00e1 o evento \u201cChiara e as religi\u00f5es: juntos rumo \u00e0 unidade da fam\u00edlia humana\u201d. Deseja-se evidenciar, a seis anos de seu falecimento, o empenho pelo di\u00e1logo inter-religioso. A manifesta\u00e7\u00e3o coincide com o 50\u00ba anivers\u00e1rio da declara\u00e7\u00e3o conciliar \u201c<a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_decl_19651028_nostra-aetate_po.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nostra Aetate<\/a>\u201d, sobre a Igreja e as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro encontro do Movimento dos Focolares com um grupo cultural ligado \u00e0s religi\u00f5es tradicionais aconteceu quando um grupo de focolarinos m\u00e9dicos chegou \u00e0 Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es, nos anos 1960.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909,910],"tags":[],"class_list":["post-346556","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4","category-senza-categoria-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346556"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346556\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}