{"id":346574,"date":"2014-03-14T04:36:45","date_gmt":"2014-03-14T03:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/chiara-lubich\/"},"modified":"2024-06-06T12:23:43","modified_gmt":"2024-06-06T10:23:43","slug":"chiara-lubich","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/chiara-lubich\/","title":{"rendered":"Chiara Lubich"},"content":{"rendered":"<p><p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-96747\" style=\"margin-right: 10px;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ChiaraLubich_01b.jpg\" alt=\"\" width=\"170\" height=\"251\" \/>No dia 7 de dezembro de 1943<\/strong>, <strong>Silvia Lubich<\/strong>, jovem professora, jamais teria imaginado que, alguns dec\u00eanios mais tarde, \u00a0tantas personalidades do mundo civil e religioso \u2013 dentre as quais quatro Papas &#8211; teriam pronunciado palavras muito comprometedoras sobre a sua pessoa e sobre a sua fam\u00edlia espiritual. N\u00e3o tinha nenhuma ideia do que teria visto e vivido em seus 88 anos de vida. N\u00e3o podia calcular os milh\u00f5es de pessoas que a seguiriam. N\u00e3o imaginava que com o seu ideal chegaria a 182 na\u00e7\u00f5es. <strong>Teria podido pensar<\/strong> que iria inaugurar uma nova era de comunh\u00e3o na Igreja e que teria aberto canais de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/in-dialogo\/chiese-cristiane\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">di\u00e1logo ecum\u00eanico<\/a> nunca antes percorridos?<\/p>\n<p><strong>E muito menos podia imaginar<\/strong> que na sua fam\u00edlia teria acolhido <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/in-dialogo\/grandi-religioni\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fieis de outras religi\u00f5es<\/a>,<a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/in-dialogo\/persone-di-convinzioni-non-religiose\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> pessoas sem uma refer\u00eancia religiosa<\/a>. Ali\u00e1s, n\u00e3o tinha nem mesmo a ideia que teria fundado um movimento.<\/p>\n<p><strong>Naquele dia 7 de dezembro de 1943<\/strong> \u201cSilvia\u201d tinha apenas os sentimentos de uma jovem e bela <strong>mulher enamorada pelo seu Deus<\/strong>, com o qual firmava um pacto de n\u00fapcias, timbrado com tr\u00eas cravos vermelhos.\u00a0 Isso lhe bastava. Poderia imaginar a coroa de gente de todas as idades, posi\u00e7\u00f5es sociais e pontos da terra, que a teria acompanhado em suas viagens, chamando-a simplesmente \u201cChiara\u201d (\u201cClara\u201d, nome tomado da admirada santa de Assis)?<\/p>\n<p>Poderia supor, na sua pequena Trento,\u00a0 que suas intui\u00e7\u00f5es m\u00edsticas teriam descerrado uma cultura da unidade, adequada \u00e0 sociedade multi\u00e9tnica, multicultural e multirreligiosa? <strong>Chiara Lubich precedeu os tempos.<\/strong><\/p>\n<p>Mulher, leiga, ela prop\u00f4s <strong>na Igreja<\/strong> temas e aberturas que mais tarde seriam retomadas pelo Conc\u00edlio Vaticano II. Quando ningu\u00e9m falava de aproxima\u00e7\u00e3o entre civiliza\u00e7\u00f5es, ela soube indicar, na sociedade internacionalizada, o caminho da fraternidade universal. Respeitou a vida e buscou o sentido do sofrimento. Tra\u00e7ou um caminho de santidade, religiosa e civil, pratic\u00e1vel por qualquer pessoa, n\u00e3o reservada a poucos eleitos.<\/p>\n<p><strong>Em 1977, no Congresso Eucar\u00edstico de Pescara, na It\u00e1lia, ela disse<\/strong>: \u00abA caneta n\u00e3o sabe o que dever\u00e1 escrever, o pincel n\u00e3o sabe o que dever\u00e1 pintar e o cinzel n\u00e3o sabe o que dever\u00e1 esculpir. Quando Deus toma em suas m\u00e3os uma criatura, para fazer surgir uma obra Sua na Igreja, a pessoa escolhida n\u00e3o sabe o que dever\u00e1 fazer. \u00c9 um instrumento. Creio que este \u00e9 o meu caso\u00bb. <strong>E continuou:<\/strong> \u00abFecundidade e difus\u00e3o desproporcionais a qualquer for\u00e7a ou capacidade humana, cruzes, cruzes, mas tamb\u00e9m frutos, frutos, frutos abundantes. E os instrumentos de Deus tem, em geral, uma caracter\u00edstica: a pequenez, a fragilidade\u2026 Enquanto o instrumento move-se nas m\u00e3os de Deus, Ele o forma, com muitos e muitos expedientes, dolorosos e jucundos. E assim o torna cada vez mais apto ao trabalho que deve realizar. At\u00e9 que, tendo conquistado um profundo conhecimento de si, e uma certa intui\u00e7\u00e3o de Deus, pode dizer com compet\u00eancia: eu sou nada, Deus \u00e9 tudo. Quando <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/gli-inizi\/\">a aventura iniciou, em Trento, <\/a>eu n\u00e3o tinha um programa, n\u00e3o sabia nada. A ideia do Movimento estava em Deus, o projeto no C\u00e9u\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Chiara Lubich est\u00e1 na origem do <\/strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/storia\/\">Movimento dos Focolares<\/a>. Nasceu em 22 de janeiro de 1920, em Trento, morreu em 14 de mar\u00e7o de 2008, em Rocca di Papa, circundada pelo seu povo. Nos dias seguintes, milhares de pessoas, de simples oper\u00e1rios a personalidade do mundo pol\u00edtico e religioso, chegaram a Rocca di Papa para homenage\u00e1-la.\u00a0 O funeral realizou-se na Bas\u00edlica de S\u00e3o Paulo Fora dos Muros, em Roma, que n\u00e3o pode conter a grande multid\u00e3o (40 mil pessoas). <strong>Enviado por Bento XVI<\/strong> \u2013 que em <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2008\/03\/19\/quotdonna-di-intrepida-fede-mite-messaggera-di-speranza-e-di-pacequot\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sua mensagem<\/a>, definiu Chiara, entre outras coisas, \u201cmulher de f\u00e9 intr\u00e9pida, mansa mensageira de esperan\u00e7a e de paz\u201d \u2013 o Secret\u00e1rio de Estado, <strong>Tarcisio Bertone<\/strong>, presidiu a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, concelebrada com outros nove cardeais, mais de 40 bispos e centenas de sacerdotes.<\/p>\n<p>Ressoam as palavras pronunciadas um dia por Chiara: \u00abGostaria que a Obra de Maria, no final dos tempos, quando estiver \u00e0 espera de comparecer diante de Jesus Abandonado-Ressuscitado, em bloco, pudesse repetir-lhe: \u201cNo teu dia, meu Deus, caminharei em tua dire\u00e7\u00e3o\u2026 com o meu sonho mais desvairado: levar para ti o mundo em meus bra\u00e7os\u201d. <strong>Pai que todos sejam um!<\/strong>\u00bb.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPai, que todos sejam um\u201d (22 de janeiro de 1920 \u2013 14 de mar\u00e7o de 2008)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-346574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346574\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}