{"id":346676,"date":"2014-04-25T03:00:35","date_gmt":"2014-04-25T01:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/contracorrente-a-fidelidade-dos-separados\/"},"modified":"2024-06-06T12:24:04","modified_gmt":"2024-06-06T10:24:04","slug":"contracorrente-a-fidelidade-dos-separados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/contracorrente-a-fidelidade-dos-separados\/","title":{"rendered":"Contracorrente: a fidelidade dos separados"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-104471\" style=\"margin-right: 10px;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/20140425-03-250x187.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"187\" \/>Eu me casei com Giorgio depois de tr\u00eas anos de namoro<\/strong>, per\u00edodo no qual, a cada dia, a nossa uni\u00e3o se fortalecia sempre mais. E, fundamentados nesta rela\u00e7\u00e3o, decidimos construir a nossa fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Depois de alguns anos nasceu uma menina maravilhosa<\/strong>, embora apresentasse um simples problema card\u00edaco. Eu estava muito feliz e percebi que o nascimento da nossa filha nos uniu ainda mais. Mas, depois de somente um ano, quando est\u00e1vamos no hospital para um exame de rotina, improvisamente a nossa filha faleceu. Vivemos um momento terr\u00edvel. Lembro-me que naquele instante tudo se tornou treva ao meu redor e fiquei furiosa com Deus, que me privou da criatura que eu amava tanto! Foi o meu marido que me sustentou e, sem ele, eu n\u00e3o teria conseguido suportar tamanho sofrimento.<\/p>\n<p>Depois de um ano, est\u00e1vamos de novo felizes: nascera Sofia! E, depois de pouco tempo, adotamos um menino. Por\u00e9m, com o passar dos anos eu percebia que <strong>Giorgio n\u00e3o se sentia tranquilo<\/strong>, dedicava-se pouco aos filhos e, mesmo se os amava muito, deixava a mim as decis\u00f5es para a vida deles. A certa altura ele decidiu abandonar o emprego e dedicar-se a um novo empreendimento. Come\u00e7amos assim a frequentar outras pessoas que, na maioria, eram solteiras e gostavam de viajar pelo mundo, de voltar para casa tarde da noite&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-104469\" style=\"border: 0px;margin: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/20140425-01-250x166.jpg\" alt=\"(C) Caris Mendes CSC\" width=\"250\" height=\"166\" \/>No come\u00e7o, por amor, eu procurei acompanhar meu marido, seguindo este estilo de vida, mas, com o tempo eu compreendi que n\u00e3o havia nada que me unisse \u00e0quelas pessoas, e assim, aos poucos, <strong>a nossa vida matrimonial tomou rumos diferentes<\/strong>. Eu sabia que o ele me amava e amava os nossos filhos e, ainda assim, ele sentia-se agitado, como se buscasse alguma coisa. Eu compreendi que talvez n\u00f3s precis\u00e1ssemos de ajuda para a vida conjugal, mas, ele n\u00e3o aceitou, afirmando que n\u00e3o havia problemas. Nesse \u00ednterim ele n\u00e3o tinha mais sucesso no trabalho, tamb\u00e9m porque convivia com pessoas sem escr\u00fapulos.<\/p>\n<p><strong>Um dia ele decidiu abandonar a fam\u00edlia<\/strong> porque \u201cn\u00e3o via mais sentido em assumir a paternidade\u201d e, ainda que nos amasse, sentia a exig\u00eancia de reencontrar-se. Eu n\u00e3o consegui acreditar que depois de tantos anos tudo terminasse daquela forma.<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguia mais raciocinar e me senti desesperada. <strong>O meu maior sofrimento era a sensa\u00e7\u00e3o de fracasso <\/strong>e me sentia culpada. Foi um per\u00edodo de muitas dificuldades: durante o dia eu procurava ser forte diante dos meus filhos, que tinham onze e quatorze anos, mas, \u00e0 noite, explodia um grande sofrimento e questionamentos muito dif\u00edceis: e agora, o que fazer? Conseguirei educar os meus filhos em um momento assim t\u00e3o delicado para a vida deles? Eu fiz de tudo para que eles sentissem a minha presen\u00e7a em tudo e, tamb\u00e9m que o pai os amava, mesmo se raramente receb\u00edamos noticias dele.<\/p>\n<p><strong>Deixei de frequentar os amigos<\/strong> porque estavam sempre acompanhados pelo c\u00f4njuge e eu n\u00e3o. A \u00fanica coisa que me ajudou a seguir adiante foi o amor aos meus filhos, a nossa rela\u00e7\u00e3o cresceu e tornou-se muito profunda. Os meus familiares tamb\u00e9m me deram muito apoio, mas, passado certo tempo, alguns deles come\u00e7aram a sugerir que eu deveria reconstruir a minha vida enquanto era ainda jovem. <strong>Mas, eu mantinha a convic\u00e7\u00e3o de que o matrim\u00f4nio permanece um sacramento<\/strong>, mesmo sem o meu marido ao lado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-104470\" style=\"border: 0px;margin: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/20140425-02-250x166.jpg\" alt=\"(C) Caris Mendes CSC\" width=\"250\" height=\"166\" \/>Depois de certo tempo eu fui convidada a participar de um encontro para separados, organizado pelo Movimento dos Focolares. Naquela ocasi\u00e3o, estando entre muitas pessoas que tinham em comum o mesmo sofrimento, eu me senti amada, bem recebida assim como eu sou. E a nossa amizade, fortalecida em um percurso de f\u00e9 feito juntos, me ajudou a superar a sensa\u00e7\u00e3o de desmoronamento total. Eu experimentei que o amor \u00e9 mais potente que o sofrimento, compreendi que ainda sou sinal do sacramento e, quando recebo a Eucaristia, sinto que Jesus me sugere: \u201cEu jamais lhe abandonarei!\u201d. \u00a0E isto me d\u00e1 for\u00e7as, todos os dias, para permanecer fiel ao \u201csim para sempre\u201d, pronunciado no dia do nosso matrim\u00f4nio, ainda que, civilmente, n\u00f3s estejamos separados. Eu sei que n\u00e3o estou s\u00f3, porque Deus est\u00e1 comigo e me ajuda a compreender a minha vida como Ele a compreende: com todo o seu amor e a sua miseric\u00f3rdia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um programa de forma\u00e7\u00e3o para c\u00f4njuges separados, proposto pelo Movimento Fam\u00edlias Novas, dos Focolares, est\u00e1 ajudando, h\u00e1 muitos anos, muitas pessoas. A seguir, um testemunho oferecido no congresso realizado em Castelgandolfo, de 4 a 6 de abril de 2014.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-346676","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346676\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}