{"id":363461,"date":"2024-09-20T05:00:00","date_gmt":"2024-09-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=363461"},"modified":"2024-09-20T17:29:01","modified_gmt":"2024-09-20T15:29:01","slug":"tenho-um-so-esposo-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/tenho-um-so-esposo-na-terra\/","title":{"rendered":"\u201cTenho um s\u00f3 Esposo na terra\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>J\u00e1 se passaram 75 anos do dia em que Chiara Lubich escreveu \u201cTenho um s\u00f3 Esposo na terra\u201d, proposto novamente aqui. \u00c9 um escrito destinado a ser, desde o in\u00edcio, um verdadeiro Manifesto program\u00e1tico para Chiara e para aqueles que a seguiriam aderindo \u00e0 Espiritualidade da Unidade. <\/p>\n\n<p>O manuscrito aut\u00f3grafo, conservado no <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/quem-somos\/arquivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo Chiara Lubich<\/a> (AGMF) e escrito em uma \u00fanica folha, frente e verso, registra a data da reda\u00e7\u00e3o: 20.9.1949. Publicado pela primeira vez em 1957 de forma incompleta e com algumas varia\u00e7\u00f5es na edi\u00e7\u00e3o italiana da revista \u201cCidade Nova\u201d, foi depois reapresentado em outras publica\u00e7\u00f5es de escritos de Chiara, at\u00e9 ser finalmente retomado, de forma integral e correspondente ao manuscrito original, no livro <em>O Grito<\/em> (Roma: Citt\u00e0 Nuova, 2000. S\u00e3o Paulo: Cidade Nova, 2000), que Chiara Lubich quis escrever pessoalmente \u201ccomo um canto de amor\u201d dedicado precisamente a Jesus Abandonado. <\/p>\n\n<p>O trecho nasceu como uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio, escrito de \u00edmpeto. Pela particular intensidade l\u00edrica que o permeia, poderia ser definido como um \u201chino sagrado\u201d. Essa defini\u00e7\u00e3o parece apropriada se levarmos em conta que o termo \u201chino\u201d se origina do grego <em>hymnos<\/em>. A palavra, embora com etimologia discut\u00edvel, tem uma estreita rela\u00e7\u00e3o com o antigo <em>Hym\u0113n<\/em>, o deus grego do matrim\u00f4nio, em cuja honra os antigos cantavam. Por outro lado, nessa reda\u00e7\u00e3o, a dimens\u00e3o esponsal est\u00e1 presente mais do que nunca, inclusive porque \u2013 e precisamente porque \u2013 nos encontramos em um contexto altamente m\u00edstico. \u00c9 realmente um \u201ccanto\u201d de amor a Jesus Abandonado.     <\/p>\n\n<p>O contexto da reda\u00e7\u00e3o nos remete ao per\u00edodo do ver\u00e3o italiano de 1949, quando Chiara, com as suas primeiras companheiras e os dois primeiros focolarinos, estava nas montanhas \u2013 no vale de Primiero, no Trentino-Alto \u00c1dige \u2013 para um per\u00edodo de f\u00e9rias. Por alguns dias, tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/iginogiordani.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Igino Giordani <\/a>(Foco), que havia tido a oportunidade de conhecer Chiara no Parlamento pouco antes, em setembro de 1948, uniu-se ao grupo. Ele tinha ficado fascinado pelo carisma dela. <\/p>\n\n<p>Foi um ver\u00e3o definido pela pr\u00f3pria Chiara como \u201cluminoso\u201d, pois \u2013 percorrendo as suas etapas \u2013 ela n\u00e3o hesitou em afirmar que, precisamente naquele per\u00edodo, compreendeu melhor \u201cmuitas verdades da f\u00e9 e, em particular, quem era Jesus Abandonado, que recapitulou tudo em si, para os homens e para a Cria\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cA experi\u00eancia foi t\u00e3o forte \u2013 observa \u2013 que nos fez pensar que a vida seria sempre assim: luz e C\u00e9u\u201d (<em>O Grito<\/em>, p. 57). Mas chegou o momento \u2013 solicitada pelo pr\u00f3prio Foco \u2013 de \u201cdescer das montanhas\u201d para ir ao encontro da humanidade sofredora e abra\u00e7ar Jesus Abandonado em cada express\u00e3o de dor, em cada \u201cabandono\u201d. Como Ele. Somente por amor.    <\/p>\n\n<p>Nessa ocasi\u00e3o, ela escreveu: \u201cTenho um s\u00f3 Esposo na terra: Jesus Abandonado\u201d. <\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Maria Caterina Atzori<\/em><\/p>\n\n<div style=\"height:34px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"1024\" data-id=\"363371\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/HoUnSoloSposo-autografo-1-650x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-363371\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"651\" height=\"1024\" data-id=\"363366\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/HoUnSoloSposo-autografo-2-651x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-363366\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:37px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-right\">20-9-49<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho um s\u00f3 Esposo na terra: Jesus Abandonado. N\u00e3o tenho outro Deus al\u00e9m Dele. Nele est\u00e1 todo o Para\u00edso com a Trindade e toda a terra com a Humanidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o <em>seu <\/em>\u00e9 meu e nada mais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sua <\/em>\u00e9 a Dor universal e, portanto, minha.<\/p>\n\n\n\n<p>Irei pelo mundo \u00e0 sua procura em cada instante da minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me faz sofrer \u00e9 <em>meu<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Minha<\/em>, a dor que me perpassa no presente. <em>Minha<\/em>, a dor de quem est\u00e1 ao meu lado (ela \u00e9 o meu Jesus). <em>Meu<\/em>, tudo aquilo que n\u00e3o \u00e9 paz, g\u00e1udio, belo, am\u00e1vel, sereno\u2026 Numa palavra: aquilo que n\u00e3o \u00e9 Para\u00edso. Pois eu tamb\u00e9m tenho <em>o meu Para\u00edso<\/em>, mas Ele est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do meu Esposo. Outros Para\u00edsos n\u00e3o conhe\u00e7o. Assim ser\u00e1 pelos anos que me restam: sedenta de dores, de ang\u00fastias, de desesperos, de melancolias, de desapegos, de ex\u00edlio, de abandonos, de dilacera\u00e7\u00f5es, de\u2026 tudo aquilo que \u00e9 Ele, e Ele \u00e9 o Pecado, o Inferno.   <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <em>enxugarei <\/em>a \u00e1gua da tribula\u00e7\u00e3o em muitos cora\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximos e &#8211; pela comunh\u00e3o com meu Esposo onipotente &#8211; distantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Passarei como Fogo que devora tudo o que h\u00e1 de ruir e <em>deixa em p\u00e9<\/em> s\u00f3 a Verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 preciso ser <em>como <\/em>Ele, ser Ele no momento presente da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Chiara Lubich<\/em><br\/><em>O Grito<\/em> (Cidade Nova, S\u00e3o Paulo, 2000, p. 58)<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/chiaralubich.org\/ultime-notizie\/news\/ho-un-solo-sposo-sulla-terra-20-settembre-1949-20-settembre-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/chiaralubich.org\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>20 de setembro de 1949 \u2013 20 de setembro de 2024<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":363363,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2950,2913],"tags":[3300,3347,3198],"class_list":["post-363461","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chiara-lubich-4","category-spiritualita-3","tag-chiara-lubich-pt-pt","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=363461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363461\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/363363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=363461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=363461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=363461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}