{"id":371730,"date":"2025-03-01T00:05:00","date_gmt":"2025-02-28T23:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/olharmo-nos-sem-julgamentos\/"},"modified":"2025-03-01T11:16:52","modified_gmt":"2025-03-01T10:16:52","slug":"olharmo-nos-sem-julgamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/olharmo-nos-sem-julgamentos\/","title":{"rendered":"Olharmo-nos sem julgamentos"},"content":{"rendered":"\n<p>Parece evidente que fomos feitos para estabelecer relacionamentos. Na verdade, toda a nossa vida \u00e9 feita de relacionamentos que se entrela\u00e7am. Mas \u00e0s vezes corremos o risco de destru\u00ed-los com julgamentos severos ou superficiais.   <\/p>\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria encontramos muitas imagens que tamb\u00e9m fazem parte da linguagem comum. Na tradi\u00e7\u00e3o antiga encontramos uma express\u00e3o muito conhecida que diz: \u201cPor que reparas no cisco no olho do teu irm\u00e3o, e a trave no teu pr\u00f3prio olho n\u00e3o percebes?\u201d<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>; igualmente proverbial \u00e9 a imagem dos dois alforjes: um diante dos olhos, com os defeitos dos outros, que vemos facilmente, e o outro atr\u00e1s, com os nossos defeitos, que temos dificuldade de reconhecer <a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2] <\/a>ou, como diz um prov\u00e9rbio chin\u00eas, &#8220;o homem \u00e9 cego para os seus pr\u00f3prios defeitos, mas tem olhos de \u00e1guia para os dos outros&#8221;.  <\/p>\n\n<p>Isso n\u00e3o significa aceitar o que acontece, de modo indiscriminado. N\u00e3o podemos fechar os olhos \u00e0 injusti\u00e7a, \u00e0 viol\u00eancia ou \u00e0 opress\u00e3o. Devemos nos comprometer com a mudan\u00e7a, come\u00e7ando por olhar primeiro para n\u00f3s mesmos, ouvindo sinceramente a nossa consci\u00eancia para descobrir o que precisamos melhorar. Somente assim poderemos nos perguntar como ajudar os outros concretamente, tamb\u00e9m com conselhos e corre\u00e7\u00f5es.   <\/p>\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio um \u201coutro ponto de vista\u201d que ofere\u00e7a uma perspectiva diferente da minha, enriquecendo minha \u2018verdade\u2019 e me ajudando a evitar a autorreferencialidade e aqueles erros de avalia\u00e7\u00e3o que, afinal, fazem parte da nossa natureza humana. <\/p>\n\n<p>Existe uma palavra que pode parecer antiga, mas que se enriquece de significados sempre novos: <em>miseric\u00f3rdia<\/em>, que deve ser vivida primeiro em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s mesmos e depois aos outros. De fato, somente se formos capazes de aceitar e perdoar as nossas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es seremos capazes de aceitar as fraquezas e os erros dos outros. Ou melhor, quando percebemos que inconscientemente nos sentimos superiores e levados a julgar, torna-se essencial estar disposto a dar \u201co primeiro passo\u201d em dire\u00e7\u00e3o ao outro para n\u00e3o prejudicar o relacionamento.  <\/p>\n\n<p>Chiara Lubich conta a um grupo de mu\u00e7ulmanos a sua experi\u00eancia na pequena casa de Trento, na qual iniciou a sua aventura com algumas amigas. Nem sempre era f\u00e1cil e n\u00e3o faltavam incompreens\u00f5es:  <em>\u201cNem sempre era f\u00e1cil [&#8230;] viver o radicalismo do amor. [&#8230;] Tamb\u00e9m entre n\u00f3s, em <br\/>nosso relacionamento, podia-se \u2018depositar um pouco de poeira\u2019, e a unidade podia esmorecer. Isso acontecia, por exemplo, quando perceb\u00edamos defeitos, imperfei\u00e7\u00f5es nos outros, e os julg\u00e1vamos. Ent\u00e3o, a corrente do amor m\u00fatuo esfriava. Para reagir a essa situa\u00e7\u00e3o, pensamos um dia estabelecer um pacto entre n\u00f3s, e o chamamos de \u2018pacto de miseric\u00f3rdia\u2019. Decidimos ver, cada manh\u00e3, o pr\u00f3ximo que encontr\u00e1vamos \u2013 em casa, na escola, no trabalho etc. \u2013, como novo, sem nos lembrar de maneira <br\/>alguma dos seus defeitos, mas cobrindo tudo com o amor.[\u2026]\u201d<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>. <\/em> Um verdadeiro \u201cm\u00e9todo\u201d que vale a pena colocar em pr\u00e1tica nos grupos de trabalho, na <br\/>fam\u00edlia, em reuni\u00f5es de todo tipo. <\/p>\n\n<p><em>\u00a9 Fotos: Cottonbro studio<\/em> &#8211; <em>Pexels<\/em><\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p><strong><em>A IDEIA DO M\u00caS,<\/em><\/strong><em> iniciada no Uruguai, \u00e9 preparada pelo &#8220;Centro do Di\u00e1logo com pessoas de convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas&#8221; do Movimento dos Focolares. \u00c9 uma iniciativa que nasceu no Uruguai em 2014 para compartilhar com os amigos que n\u00e3o creem em Deus os valores da Palavra de Vida, uma frase da Escritura que os membros do Movimento se comprometem a colocar em pr\u00e1tica. Atualmente, A IDEIA DO M\u00caS \u00e9 traduzida em doze idiomas e distribu\u00edda em mais de 25 pa\u00edses, adaptada em alguns deles segundo as exig\u00eancias culturais.<\/em> <a href=\"https:\/\/dialogue4unity.focolare.org\/pt\/\">dialogue4unity.focolare.org<\/a><a href=\"https:\/\/dialogue4unity.focolare.org\/pt\/\"><\/a><\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> (Lc 6,41)<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[<\/a><em><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">2]<\/a> Esopo (\u03bc\u1fe6\u03b8\u03bf\u03b9) , Fedro (Fabulae)<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> LUBICH,Chiara, O amor ao pr\u00f3ximo, Conversa\u00e7\u00e3o com os amigos mu\u00e7ulmanos, Castel Gandolfo, 1\u00b0\/11\/2002. Cf. LUBICH, Chiara, O amor m\u00fatuo, S\u00e3o Paulo: Cidade Nova, 2021, p. 102-103.  <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideia do m\u00eas &#8211; Mar\u00e7o 2025<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":371676,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3435,3288],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-371730","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ideia-do-mes","category-testimonianze-di-vita-pt-pt","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/371730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=371730"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/371730\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/371676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=371730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=371730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=371730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}