{"id":383485,"date":"2025-07-01T00:20:00","date_gmt":"2025-06-30T22:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=383485"},"modified":"2025-06-28T10:07:25","modified_gmt":"2025-06-28T08:07:25","slug":"um-olhar-que-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/um-olhar-que-cura\/","title":{"rendered":"Um olhar que cura"},"content":{"rendered":"\n<p>Todos os dias observamos tanto sofrimento ao nosso redor, e podemos nos sentir<br\/>incapazes, se n\u00e3o nos abrirem um vislumbre de humanidade.<br\/>\u00c0s vezes, por\u00e9m, a resposta viaja pelo WhatsApp, como aconteceu com uma pequena<br\/>comunidade na It\u00e1lia que quer viver a unidade: <em>\u201c&#8230; no hospital onde trabalho, h\u00e1 um jovem,<br\/>um estrangeiro, que est\u00e1 completamente sozinho e est\u00e1 morrendo. Talvez algu\u00e9m possa passar<br\/>alguns minutos com ele, para dar um pouco de dignidade a esta situa\u00e7\u00e3o?\u201d<\/em> \u00c9 um choque: as<br\/>respostas surgem rapidamente. A mensagem de algu\u00e9m que esteve presente nas \u00faltimas<br\/>horas diz: <em>\u201cEstando ali ao seu lado, vimos imediatamente que a assist\u00eancia foi pontual,<br\/>atenciosa e amorosa e que, portanto, n\u00e3o t\u00ednhamos nada de concreto a fazer a n\u00e3o ser ficar<br\/>ali. Ele, agora em coma, tamb\u00e9m n\u00e3o poderia se beneficiar da nossa presen\u00e7a\u201d<\/em>.<br\/>Algo in\u00fatil? Naquelas poucas horas, uma pequena comunidade, dentro e fora do<br\/>hospital, acompanhou e deu sentido a isso. Quem sabe se uma m\u00e3e poder\u00e1 chorar por ele<br\/>no seu pa\u00eds. Certamente a sua \u201cpassagem\u201d n\u00e3o foi em v\u00e3o para aqueles que puderam amar<br\/>aquele jovem, n\u00e3o mais desconhecido.<br\/>A compaix\u00e3o \u00e9 um sentimento que vem de dentro, do profundo do cora\u00e7\u00e3o humano.<br\/>Ela nos d\u00e1 a possibilidade de interromper o ritmo do nosso dia, cheio de tantos<br\/>compromissos fren\u00e9ticos, e tomar a iniciativa de nos aproximarmos do outro, oferecendo<br\/>um olhar atencioso, sem medo de \u201ctocar\u201d nas feridas.<br\/>Chiara Lubich explica isso com uma simplicidade incisiva:       <em> <em>\u00ab<\/em>Imaginemos estar na sua situa\u00e7\u00e3o e tratemo-lo como gostar\u00edamos de ser tratados em seu lugar.<br\/>[&#8230;] Ele est\u00e1 com fome? Estou com fome eu \u2013 pensemos. E demos a ele de comer. Sofre injusti\u00e7a?<br\/>Sou eu que a sofro! [\u2026] E lhe digamos palavras de conforto, e dividamos com ele suas ang\u00fastias, e<br\/>n\u00e3o nos demos sossego enquanto ele n\u00e3o se sentir iluminado e aliviado. [&#8230;] Veremos, lentamente,<br\/>o mundo mudar ao nosso redori<em>\u00bb<\/em>       <\/em>1.<br\/>A sabedoria africana tamb\u00e9m confirma isso com um prov\u00e9rbio marfinense: <em>\u201cQuem<br\/>acolhe um estrangeiro hospeda um mensageiro\u201d.<\/em><br\/>Esta Ideia nos oferece a chave para realizar o humanismo mais aut\u00eantico: ela nos<br\/>torna conscientes da humanidade que temos em comum, na qual se reflete a dignidade de<br\/>cada homem e mulher; ela nos ensina a superar com coragem os esquemas da<br\/>\u201cproximidade\u201d f\u00edsica e cultural.<br\/>A partir dessa perspectiva, \u00e9 poss\u00edvel expandir os limites do \u201cn\u00f3s\u201d at\u00e9 o horizonte do<br\/>\u201ctodos\u201d e descobrir os pr\u00f3prios fundamentos da vida em sociedade. E \u00e9 importante<br\/>cuidarmos de n\u00f3s mesmos, com a ajuda dos amigos com quem caminhamos juntos, quando<br\/>sentimos que estamos sucumbindo ao sofrimento que nos cerca. Lembrando que \u2013 como diz<br\/>o psiquiatra e psicoterapeuta Roberto Almada \u2013 <em>\u201cse os bons abandonarem a batalha por<br\/>cansa\u00e7o, a humanidade que temos em comum correr\u00e1 o maior dos riscos: o empobrecimento dos<br\/>valores\u201d<\/em>2.   <\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br\/>1. Chiara Lubich, <em>A arte de amar<\/em>, Citt\u00e0 Nuova, p. 60<br\/>2. R. Almada, <em>O Cansa\u00e7o dos Bons<\/em>, Editora Cidade Nova<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Foto: \u00a9 Alexandra_Koch en Pixabay<\/em><\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p>A IDEIA DO M\u00caS, \u00e9 preparada pelo \u201cCentro do Di\u00e1logo com pessoas de convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas\u201d do Movimento dos Focolares. \u00c9 uma iniciativa que nasceu no Uruguai em 2014 para compartilhar com os amigos que n\u00e3o creem em Deus os valores da Palavra de Vida, uma frase da Escritura que os membros do Movimento se comprometem a colocar em pr\u00e1tica.  Atualmente, A IDEIA DO M\u00caS \u00e9 traduzida em doze idiomas e distribu\u00edda em mais de 25 pa\u00edses, adaptada em alguns deles segundo as exig\u00eancias culturais. <a href=\"http:\/\/www.dialogue4unity.focolare.org\">dialogue4unity.focolare.org<\/a><\/p>\n\n<div style=\"height:146px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideia do M\u00eas &#8211; Julho 2025<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":383469,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3435],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-383485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ideia-do-mes","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=383485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383485\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/383469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=383485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=383485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=383485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}