{"id":388860,"date":"2025-10-13T12:00:00","date_gmt":"2025-10-13T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=388860"},"modified":"2025-10-16T11:36:35","modified_gmt":"2025-10-16T09:36:35","slug":"dilexi-te-o-amor-aos-pobres-fundamento-da-revelacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/dilexi-te-o-amor-aos-pobres-fundamento-da-revelacao\/","title":{"rendered":"Dilexi te: o amor aos pobres, fundamento da Revela\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\n  <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/it\/apost_exhortations\/documents\/20251004-dilexi-te.html\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/it\/apost_exhortations\/documents\/20251004-dilexi-te.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dilexi te<\/a>\n<\/em>, \u201ceu te amei\u201d (Ap 3:9) \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o de amor que o Senhor faz a uma comunidade crist\u00e3 que, diferentemente de outras, n\u00e3o tinha nenhum recurso, era particularmente desprezada e exposta \u00e0 viol\u00eancia e \u00e9, ao mesmo tempo, a cita\u00e7\u00e3o que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 primeira Exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica do papa Le\u00e3o XIV, assinada no dia 04 de outubro, festa do Santo de Assis. O documento retoma o tema aprofundado pelo papa Francisco na Enc\u00edclica <em>Dilexit nos<\/em>, sobre o amor divino e humano do Cora\u00e7\u00e3o de Cristo, e \u00e9 um projeto que o pont\u00edfice atual tomou como seu, compartilhando com o predecessor o desejo de fazer com que compreendam e conhe\u00e7am o v\u00ednculo entre aquela que \u00e9 a nossa f\u00e9 e o servi\u00e7o aos vulner\u00e1veis; o la\u00e7o indissol\u00favel entre o amor de Cristo e o seu chamado a estarmos perto dos pobres. <\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"388810\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20251009_102906000_iOS-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-388810\" srcset=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20251009_102906000_iOS-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20251009_102906000_iOS-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"388805\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20251009_114921000_iOS-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-388805\" srcset=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20251009_114921000_iOS-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/20251009_114921000_iOS-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n<div style=\"height:11px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Na confer\u00eancia de imprensa de apresenta\u00e7\u00e3o da \u00abDilexi te\u00bb intervieram (da esquerda): Fr. Fr\u00e9d\u00e9ric-Marie Le M\u00e9haut\u00e9, Provincial dos Frades Menores da Fran\u00e7a\/B\u00e9lgica, doutor em teologia; Em.mo Card. Konrad Krajewski, Prefeito do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o da Caridade; Em.mo Card. Michael Czerny S.J., Prefeito do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral; p.s. Cl\u00e9mence, Pequena Irm\u00e3 de Jesus da Fraternidade das Tr\u00eas Fontes de Roma (It\u00e1lia).   <\/em><\/p>\n\n<p>S\u00e3o 121 os pontos nos quais o \u201cfazer experi\u00eancias\u201d de pobreza vai bem al\u00e9m da filantropia. \u201cN\u00e3o estamos no horizonte da benefic\u00eancia\u201d, afirma o papa agostiniano, \u201cmas no da Revela\u00e7\u00e3o: o contato com quem n\u00e3o tem poder nem grandeza \u00e9 um modo fundamental de encontro com o Senhor da hist\u00f3ria. Nos pobres, Ele ainda tem algo a dizer-nos\u201d (5). <\/p>\n\n<p>Le\u00e3o XIV convida a refletir sobre as v\u00e1rias faces da pobreza: a de \u201cquem n\u00e3o tem meios de sustento materiais\u201d, de \u201cquem \u00e9 marginalizado socialmente\u201d; a pobreza \u201cmoral\u201d, \u201cespiritual\u201d, \u201ccultural\u201d; a pobreza \u201cde quem n\u00e3o tem direitos, n\u00e3o tem espa\u00e7o, n\u00e3o tem liberdade\u201d (9). Mas nenhum pobre, continua, existe \u201cpor acaso ou por um cego e amargo destino\u201d (14). \u201cOs pobres s\u00e3o uma garantia evang\u00e9lica de uma Igreja fiel ao cora\u00e7\u00e3o de Deus\u201d (103).  <\/p>\n\n<p>\u201cLogo dizemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para a Igreja e para os papas falar de pobreza. Porque, em primeiro lugar, o modo e a ess\u00eancia da pobreza da Igreja n\u00e3o s\u00e3o aqueles da ONU nem dos Estados. A palavra pobreza\u201d, nos explica o professor Luigino [TY1] Bruni, economista e historiador do pensamento econ\u00f4mico, Professor de Economia Pol\u00edtica na Lumsa (Roma) e diretor cient\u00edfico de <g id=\"gid_0\">Economy of Francesco<\/g>, \u201ctem no cristianismo um espectro muito amplo, que vai al\u00e9m da pobreza m\u00e1, porque n\u00e3o foi escolhida e suportada, at\u00e9 a pobreza evang\u00e9lica, a aqueles pobres que Jesus chamou de \u2018bem-aventurados. A Igreja deveria se mover dentro deste espectro amplo porque, se deixa de fora uma das duas formas de pobreza, sai do Evangelho\u201d.    <\/p>\n\n<p>O documento denuncia de forma particular a falta de equidade, definindo-a como raiz dos males sociais (94), assim como o agir de sistemas pol\u00edtico-econ\u00f4micos injustos. A dignidade de todas as pessoas deve ser respeitada agora, n\u00e3o amanh\u00e3 (92) e, n\u00e3o por acaso, durante a coletiva de imprensa de apresenta\u00e7\u00e3o, que ocorreu no Vaticano no dia 09 de outubro de 2025, o cardeal Michael Czerny S.J., prefeito do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral, com refer\u00eancias espec\u00edficas ao texto, refletiu muito sobre aquelas que s\u00e3o definidas como \u2018estruturas do pecado\u2019: \u201co ego\u00edsmo e a indiferen\u00e7a se consolidam nos sistemas econ\u00f4micos e culturais. A economia que mata (3) mede o valor humano em termos de produtividade, consumo e lucro. Essa \u2018mentalidade dominante\u2019 torna aceit\u00e1vel o descarte dos fracos e improdutivos, e merece, portanto, a etiqueta de \u2018pecado social\u2019\u201d.  <\/p>\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>\u201cEste \u00e9 um tema antigo da doutrina social da Igreja\u201d, acrescenta a tal prop\u00f3sito o professor Bruni, \u201ce, ainda antes, dos Padres e de muitos carismas sociais, sem falar dos franciscanos. Nessas passagens, se sente a m\u00e3o do papa Francisco e o esp\u00edrito de S\u00e3o Francisco (64), mas tamb\u00e9m de carismas mais recentes \u2013 foi o padre Oreste Benzi que falou por primeiro das \u2018estruturas do pecado\u2019 \u2013, at\u00e9 a Economia de Comunh\u00e3o e a Economy of Francesco. Tamb\u00e9m \u00e9 importante a refer\u00eancia \u2013 ainda em plena continuidade com o papa Francisco \u2013 \u00e0 meritocracia, definida como uma <em>\u2018falsa vis\u00e3o\u2019 <\/em>(14). A meritocracia \u00e9 uma falsa vis\u00e3o, porque atribui primeiro muitas pobrezas ao dem\u00e9rito dos pobres, e os pobres desmerecidos s\u00e3o definidos tamb\u00e9m como <em>culpados<\/em>. A ideologia meritocr\u00e1tica \u00e9 uma das principais \u2018estruturas de pecado\u2019 (90) que geram exclus\u00f5es e tentam legitim\u00e1-la eticamente. As estruturas de pecado s\u00e3o materiais (institui\u00e7\u00f5es, leis&#8230;) e imateriais como as ideias e as ideologias\u201d.     <\/p>\n<\/div>\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"634\" height=\"445\" data-id=\"388822\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/luigino-bruni-assisi-economy-of-francesco_2847762-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-388822\" srcset=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/luigino-bruni-assisi-economy-of-francesco_2847762-1.jpg 634w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/luigino-bruni-assisi-economy-of-francesco_2847762-1-480x337.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 634px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Prof. Luigino Bruni<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"970\" height=\"1024\" data-id=\"388848\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/02Dilexi-970x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-388848\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"676\" data-id=\"388843\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/01Dilexi-1024x676.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-388843\" srcset=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/01Dilexi-1024x676.jpg 1024w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/01Dilexi-980x647.jpg 980w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/01Dilexi-480x317.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p>O documento volta naturalmente um olhar ao tema das migra\u00e7\u00f5es \u2013 Robert Prevost toma para si os famosos \u201cquatro verbos\u201d do papa Francisco: acolher, proteger, promover e integrar \u2013 sem esquecer as mulheres entre as primeiras v\u00edtimas de viol\u00eancia e exclus\u00e3o; destaca a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento humano integral, o testemunho e a liga\u00e7\u00e3o com a \u201cpobreza\u201d de tantos santos, beatos e ordens religiosas e prop\u00f5e um retorno \u00e0 esmola como caminho para poder realmente \u201ctocar a carne sofredora dos pobres\u201d (119).<\/p>\n\n<p>Em <em>Dilexi te<\/em>, o papa Le\u00e3o nos \u201cexorta\u201d a mudar de rota, pensar nos pobres n\u00e3o como um problema da sociedade nem, muito menos, unicamente como \u201cobjeto da nossa compaix\u00e3o\u201d (79), mas como atores reais a quem podemos dar voz e \u201cmestres do Evangelho\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio que \u201ctodos nos deixemos evangelizar pelos pobres. Isso\u201d, escreve o papa, \u201c\u00e9 uma quest\u00e3o familiar. S\u00e3o nossa fam\u00edlia\u201d. Portanto \u201co relacionamento com eles n\u00e3o pode ser reduzido a uma atividade ou a um of\u00edcio da Igreja\u201d (104).  <\/p>\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>\u201cLevar a s\u00e9rio a pobreza evang\u00e9lica significa\u201d, acrescenta Luigino Bruni, \u201cmudar o ponto de vista, fazer <em>Metanoia<\/em>, diziam os primeiros crist\u00e3os. E hoje, tentar responder a algumas perguntas radicais: como chamar de \u2018bem-aventurados\u2019 os pobres quando os vemos como v\u00edtimas da mis\u00e9ria, abusados pelos mais fortes, morrendo em meio ao mar, procurando comida no lixo? Que bem-aventuran\u00e7as conhecem? Por essa raz\u00e3o, muitas vezes os primeiros e mais severos cr\u00edticos dessa primeira bem-aventuran\u00e7a foram e s\u00e3o justamente aqueles que passam a vida ao lado dos pobres, sentados junto deles, para liber\u00e1-los de sua mis\u00e9ria. Os maiores amigos dos pobres acabam, paradoxalmente, tornando-se os maiores inimigos da primeira bem-aventuran\u00e7a. E n\u00f3s devemos entend\u00ea-los e agradec\u00ea-los por esse escandalizar-se. E, depois, tentar impulsionar o discurso para terrenos novos e audaciosos, sempre paradoxais. E quantos \u2018ricos epul\u00f5es\u2019 encontraram na bem-aventuran\u00e7a dos pobres um \u00e1libi para deixar L\u00e1zaro (Lucas 16:19,31) bem-aventurado na sua condi\u00e7\u00e3o de prova\u00e7\u00e3o e mis\u00e9ria e, talvez, autodefinindo-se \u201cpobres de esp\u00edrito\u201d porque davam as migalhas aos pobres?! Deve haver algo estupendo naquele \u2018bem-aventurados os pobres\u2019. N\u00e3o entendemos mais, por\u00e9m procuramos ao menos n\u00e3o diminuir sua profecia paradoxal e misteriosa. Papa Le\u00e3o procurou nos indicar algumas dimens\u00f5es dessa beleza paradoxal da pobreza, sobretudo nos longos par\u00e1grafos dedicados \u00e0 funda\u00e7\u00e3o b\u00edblica e evang\u00e9lica, mas ainda h\u00e1 muito para se descobrir e dizer. Espero que os futuros documentos pont\u00edfices incluam tamb\u00e9m o magist\u00e9rio leigo sobre a pobreza, que h\u00e1 pelo menos 50 anos nos \u00e9 doado por personagens como A. Sen, M. Yunus ou Ester Duflo, ganhadores do Pr\u00eamio Nobel de Economia. Esses estudiosos, com muitos outros, nos ensinaram que a pobreza n\u00e3o \u00e9 a falta de dinheiro ou de receita (fluxo), mas a falta de capitais (stock) \u2013 sanit\u00e1rios, educativos, sociais, familiares, capacita\u00e7\u00f5es&#8230; \u2013 que depois se manifesta em uma car\u00eancia de receita; mas \u00e9 s\u00f3 trabalhando com capitais hoje que amanh\u00e3 poderemos fazer os pobres sa\u00edrem das armadilhas da pobreza. Como nos explicou Sen, a pobreza \u00e9 se encontrar na impossibilidade objetiva de \u2018poder desenvolver a vida que gostar\u00edamos de viver\u2019, e \u00e9, portanto, uma falta de liberdade. Os carismas sempre intu\u00edram isso, e nas miss\u00f5es e, ainda antes, na Europa e em qualquer lugar encheram o mundo de escolas e hospitais, para melhorar os \u2018capitais\u2019 dos pobres. Tamb\u00e9m a esmola, da qual o papa Le\u00e3o fala no final (76), vai orientada em \u2018conta capital\u2019, e n\u00e3o dispersa em ajudas monet\u00e1rias que acabam muitas vezes aumentando a pobreza que gostar\u00edamos de reduzir. A <em>Dilexi te<\/em> \u00e9 um ponto de partida, para um caminho ainda longo dos crist\u00e3os no terreno ainda em parte desconhecido da pobreza \u2013 daquela dif\u00edcil de reduzir e daquela bela do evangelho a ser aumentada.\u201d               <\/p>\n<\/div>\n\n<div style=\"height:11px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Maria Grazia Berretta<\/em><\/p>\n\n<div style=\"height:131px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi publicada a primeira Exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica do papa Le\u00e3o XIV. \u00c9 um trabalho come\u00e7ado por Bergoglio que coloca no centro o amor e o servi\u00e7o aos pobres. \u00c9 uma heran\u00e7a preciosa, imagem da continuidade e unidade do Magist\u00e9rio da Igreja. Seguem algumas reflex\u00f5es do professor Luigino Bruni.   <\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":388803,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2951,3176],"tags":[4109,3347,3922,4110,4108,3198],"class_list":["post-388860","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chiesa-3","category-social","tag-dilexi-te-pt-pt","tag-notifiche-pt-pt","tag-papa-leone-xiv-pt-pt","tag-poveri-pt-pt","tag-poverta-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/388860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=388860"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/388860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":389043,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/388860\/revisions\/389043"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/388803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=388860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=388860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=388860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}