{"id":392641,"date":"2025-12-01T05:02:00","date_gmt":"2025-12-01T04:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=392641"},"modified":"2025-12-04T14:25:39","modified_gmt":"2025-12-04T13:25:39","slug":"uma-esperanca-que-nao-tem-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/uma-esperanca-que-nao-tem-fronteiras\/","title":{"rendered":"Uma esperan\u00e7a que n\u00e3o tem fronteiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Diante dos desafios globais, dos cen\u00e1rios tr\u00e1gicos que afetam o planeta e das not\u00edcias que nos chegam, tudo parece conspirar para nos tirar o f\u00f4lego e escurecer o horizonte. A esperan\u00e7a se mostra aparentementeum bem fr\u00e1gil, quase uma miragem. Nesse cen\u00e1rio,\u00e9 natural nos perguntarmos: ainda podemos \u201cter esperan\u00e7a\u201d em um futuro melhor para a humanidade, ou estamos condenados \u00e0 resigna\u00e7\u00e3o?  <\/p>\n\n<p>Nessa circunst\u00e2ncia, o pensamento do fil\u00f3sofo alem\u00e3o Ernst Bloch (1885-1977) poderia nos ajudar: \u201ca esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o passiva, mas um \u2018sonho para o futuro\u2019, um princ\u00edpio ativo que antecipa o que ainda n\u00e3o se concretizou. Est\u00e1 ligada \u00e0 ideia de que o futuro \u00e9 aberto e male\u00e1vel, n\u00e3o predeterminado\u201d <a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<sub><\/sub><\/p>\n\n<p>Cada um de n\u00f3s \u201cainda pode ter esperan\u00e7a\u201d, como se sonhasse de olhos abertos. Se olharmos com aten\u00e7\u00e3o, talvez vejamos o alvorecer de um novo despertar que j\u00e1 est\u00e1 aqui. Isso se manifesta na paix\u00e3o educativa de uma professora, na honestidade de um empres\u00e1rio, na integridade de uma administradora, na fidelidade de um casal, no abra\u00e7o de uma crian\u00e7a, na ternura de um enfermeiro, na paci\u00eancia de uma av\u00f3, na coragem de homens e mulheres que se op\u00f5em pacificamente \u00e0 viol\u00eancia, no esp\u00edrito acolhedor de uma comunidade.  <\/p>\n\n<p>Mais ainda nos fala de esperan\u00e7a, o testemunho de crian\u00e7as em zonas de guerra, onde encontram ambientes protegidos para salvaguardar o futuro. Isso fica evidente nos desenhos feitos pelos meninos e meninas que participam dos programas de apoio psicossocial de\u201cSavetheChildren\u201d. Entre l\u00e1pis e giz de cera, surgem esperan\u00e7as de se tornarem m\u00e9dicos, escritores ou estilistas&#8230; Esses lugares seguros onde se encontram oferecem um contexto para brincar, se expressar e imaginar um futuro para al\u00e9m do conflito. Os trabalhos foram divulgados por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Sa\u00fade Mental, 10 de outubro de 2025, e testemunham a resili\u00eancia das crian\u00e7as diante da guerra<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.    <\/p>\n\n<p>E, por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, encontramos a esperan\u00e7a em milh\u00f5es de pessoas do mundo: crian\u00e7as, jovens, adultos e idosos que, atingidos por doen\u00e7as graves, enfrentam com for\u00e7a, tenacidade e resili\u00eancia o desafio de superar esse obst\u00e1culo que a \u201cvida\u201d lhes imp\u00f4s: que coragem e que testemunho de amor \u00e0 vida essas pessoas nos oferecem.<\/p>\n\n<p>Esses pequenos sinais do dia a dia nos lembram que a esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o, mas uma for\u00e7a real, fruto de um amor que irradia e \u00e9 capaz de transformar a sociedade passo ap\u00f3s passo. <\/p>\n\n<p>Todos anseiam por esperan\u00e7a, tanto aqueles que est\u00e3o perto de n\u00f3s quanto aqueles que est\u00e3o distantes (fisicamente, existencialmente ou culturalmente). Esta ideia nos convida a n\u00e3o ficarmos parados, mas a darmos um passo \u00e0 frente para levar a esperan\u00e7a a todos aqueles que precisam dela e perderam o sentido da vida. Aproximemo-nos de todos com um gesto de dedica\u00e7\u00e3o ede proximidade, oferecendo nosso amor com gentileza e generosidade. Muitos est\u00e3o esperando por isso, e somos chamados a estender a m\u00e3o a todos eles. <br\/>Como escreveu o poeta congol\u00eas Henri Boukoulou: \u201c[\u2026] oh, divina esperan\u00e7a! Eis que no solu\u00e7o desesperado do vento se tra\u00e7am as primeiras frases do mais belo poema de amor. E amanh\u00e3, \u00e9 a esperan\u00e7a!\u201d<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.    <\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p>Fotos: \u00a9 da Freepik.com<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a>Ernst Bloch (1885-1977), Das Prinzip Hoffnung (1954-1959)-\u201cIl principio speranza\u201d (ed. italiana)<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a>https:\/\/www.cittanuova.it\/multimedia\/i-sogni-dei-bambini-di-gaza-tra-guerra-e-colori<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a>Cf. AA.VV. Poeti Africani Anti-Apartheid, I vol., Edizioni dell\u2019Arco, Milano, 2003.  <\/em><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\">A IDEIA DO M\u00caS, \u00e9 preparada pelo \u201cCentro do Di\u00e1logo com pessoas de convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas\u201d do Movimento dos Focolares. \u00c9 uma iniciativa que nasceu no Uruguai em 2014 para compartilhar com os amigos que n\u00e3o creem em Deus os valores da Palavra de Vida, uma frase da Escritura que os membros do Movimento se comprometem a colocar em pr\u00e1tica. Atualmente, A IDEIA DO M\u00caS \u00e9 traduzida em doze idiomas e distribu\u00edda em mais de 25 pa\u00edses, adaptada em alguns deles segundo as exig\u00eancias culturais. www. dialogue4unity.focolare.org<\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideia do M\u00eas &#8211; Dezembro de 2025 <\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":392640,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3435],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-392641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ideia-do-mes","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=392641"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":392834,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392641\/revisions\/392834"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/392640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=392641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=392641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=392641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}