{"id":396776,"date":"2026-04-01T05:00:00","date_gmt":"2026-04-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=396776"},"modified":"2026-03-05T10:36:54","modified_gmt":"2026-03-05T09:36:54","slug":"fica-conosco-pois-ja-e-tarde-lc-2429","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/fica-conosco-pois-ja-e-tarde-lc-2429\/","title":{"rendered":"\u201cFica conosco, pois j\u00e1 \u00e9 tarde.\u201d (Lc 24,29)"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n<p>O caminho que vai em dire\u00e7\u00e3o ao povoado de Ema\u00fas nos conta uma trajet\u00f3ria feita por dois disc\u00edpulos de Jesus. Desapontados em rela\u00e7\u00e3o aos sonhos, aos projetos, aos momentos marcantes dos dias vividos ao lado do Mestre, eles voltavam para casa a fim de retomar a vida que haviam deixado para tr\u00e1s, antes do encontro com Ele. Apenas tr\u00eas dias haviam se passado desde a sua crucifica\u00e7\u00e3o. Entre seus seguidores reinavam a decep\u00e7\u00e3o, o medo, as d\u00favidas.   <\/p>\n\n<p> Eles estavam se afastando de Jerusal\u00e9m, do sonho n\u00e3o realizado, distanciando-se de Cristo e de sua mensagem, \u201ctristes\u201d porque, de alguma forma, j\u00e1 haviam tomado a decis\u00e3o de abandonar o projeto pelo qual haviam seguido o Mestre. <\/p>\n\n<p>\u00c9 a hist\u00f3ria de todos n\u00f3s, quando nos sentimos desnorteados, em situa\u00e7\u00f5es que nos obrigam a fazer uma escolha diante das muitas encruzilhadas, e acreditamos com frequ\u00eancia que a \u00fanica resposta ao nosso mal-estar \u00e9 optar por voltar atr\u00e1s, desistir, resignar-nos.<\/p>\n\n<p>\u201cQuem de n\u00f3s n\u00e3o tem familiaridade com a hospedaria de Ema\u00fas? Quem j\u00e1 n\u00e3o percorreu esse caminho numa noite em que tudo parecia perdido? Cristo havia morrido em n\u00f3s&#8230; N\u00e3o existia mais Jesus algum na terra.\u201d <a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. <\/p>\n\n<p>\u201cFica conosco, pois j\u00e1 \u00e9 tarde.\u201d<\/p>\n\n<p>Enquanto caminhavam, um forasteiro juntou-se aos dois, aparentando estar alheio aos acontecimentos recentes. Come\u00e7ou fazendo perguntas incisivas, que despertavam toda a amargura e o mal-estar deles. Primeiro, Ele os escutou e depois come\u00e7ou a explicar as Escrituras: um verdadeiro di\u00e1logo, um encontro que deixou marcas, tanto que, embora n\u00e3o tendo ainda reconhecido Jesus, pediram insistentemente que ficasse com eles, porque j\u00e1 estava anoitecendo <a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.   <\/p>\n\n<p>Este pedido \u00e9, talvez, um dos mais belos que encontramos nos Evangelhos. \u00c9 a primeira ora\u00e7\u00e3o que os disc\u00edpulos dirigem ao Ressuscitado. \u00c9 um convite comovente, que todos podemos dirigir a Ele: que permane\u00e7a conosco e entre n\u00f3s.  <\/p>\n\n<p>Os olhos dos dois disc\u00edpulos se abriram quando Ele partiu o p\u00e3o, e a alegria de finalmente o terem reconhecido os instigou a retornarem a Jerusal\u00e9m para anunciar aos seus amigos que essa ressurrei\u00e7\u00e3o tinha acontecido.<\/p>\n\n<p>\u201cFica conosco, pois j\u00e1 \u00e9 tarde.\u201d<\/p>\n\n<p>\u201cTalvez nada melhor do que estas palavras para explicar a experi\u00eancia de viver com Jesus em nosso meio, feita por n\u00f3s, focolarinas, desde o in\u00edcio\u201d, escreve Chiara Lubich.<\/p>\n\n<p>\u201cJesus \u00e9 sempre Jesus e quando est\u00e1 presente \u2013 ainda que s\u00f3 espiritualmente \u2013 explica as Escrituras e faz arder no peito a sua caridade: a vida. Faz-nos dizer com infinita saudade, depois de t\u00ea-lo conhecido: \u2018Fica conosco, Senhor, pois anoitece\u2019; sem Ti \u00e9 noite escura (&#8230;).\u201d <a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>  <\/p>\n\n<p>A noite \u00e9 s\u00edmbolo das trevas, do desconhecido, da falta daquela luz que n\u00e3o conseguimos encontrar porque n\u00e3o acreditamos na Sua presen\u00e7a que nos acompanha continuamente, sempre. <\/p>\n\n<p>A noite \u00e9 tudo isso que envolve o nosso planeta, ferido e violentado por lutas fratricidas, por guerras organizadas constantemente para satisfazer a sede de poder e de dinheiro.<\/p>\n\n<p>A noite \u00e9 o que vivem milh\u00f5es de pessoas que j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais voz para clamar contra as injusti\u00e7as e opress\u00f5es.<\/p>\n\n<p>E n\u00f3s? Como podemos perceber a presen\u00e7a de Jesus, presen\u00e7a que nem sempre se manifesta de acordo com as nossas expectativas? Como podemos entender que Ele caminha conosco e tenta nos ajudar a reconhecer os sinais da sua presen\u00e7a? E, sobretudo, como podemos criar as condi\u00e7\u00f5es para que Ele se manifeste a n\u00f3s e permane\u00e7a conosco?   <\/p>\n\n<p>S\u00e3o perguntas para as quais talvez nem sempre tenhamos uma resposta, mas que nos incentivam a n\u00e3o desistir da busca por Jesus, a concentrar o olhar nesse companheiro de viagem que muitas vezes n\u00e3o enxergamos, a reconhecer Aquele que pode manifestar sua presen\u00e7a se vivermos o amor m\u00fatuo entre n\u00f3s. <\/p>\n\n<p>O caminho para Ema\u00fas \u00e9 s\u00edmbolo de todos os nossos caminhos; \u00e9 o caminho do encontro com o Senhor, \u00e9 o caminho que renova a alegria nos cora\u00e7\u00f5es, trazendo-nos de volta \u00e0 comunidade para testemunharmos juntos que Cristo ressuscitou.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Org.: Patrizia Mazzola com a comiss\u00e3o da Palavra de Vida<\/p>\n\n<p>Fotos: <em>\u00a9<\/em>Pexels-Tom Fisk<\/p>\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Fran\u00e7ois Mauriac, <em>Vita di Ges\u00f9<\/em>, Mondadori, Milano, 1950, p. 156.<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. <em>Lc<\/em> 24, 17-29.<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Chiara Lubich, <em>Scritti Spirituali\/3<\/em>, Citt\u00e0 Nuova, Roma 1979, p. 67.<sub> <\/sub> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavra de Vida \u2013 Abril de 2026<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":396775,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3602],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-396776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-parola-di-vita-pt-pt","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=396776"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":396777,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396776\/revisions\/396777"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/396775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=396776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=396776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=396776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}