{"id":403556,"date":"2026-06-04T05:00:00","date_gmt":"2026-06-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=403556"},"modified":"2026-06-03T17:10:46","modified_gmt":"2026-06-03T15:10:46","slug":"alba-sgariglia-a-experiencia-mistica-do-paraiso-de-1949","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/alba-sgariglia-a-experiencia-mistica-do-paraiso-de-1949\/","title":{"rendered":"Alba Sgariglia: a experi\u00eancia m\u00edstica do Para\u00edso de 1949"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alba Sgariglia tem gradua\u00e7\u00e3o em filosofia e licenciatura em teologia. Desde 1975, ano anterior ao seu ingresso no focolare, trabalhou no Centro de Estudos do Movimento dos Focolares, ao lado da fundadora, Chiara Lubich. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em que consistia o seu trabalho no Centro de Estudos?<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu ia \u00e0 biblioteca de Floren\u00e7a para tirar fotoc\u00f3pias de trechos dos Padres Gregos, que depois traduz\u00edamos em casa para procurar, entre as muitas p\u00e1ginas, aquelas breves frases que pudessem servir a Chiara Lubich como confirma\u00e7\u00e3o de suas inspira\u00e7\u00f5es. Naquela \u00e9poca, eu trabalhava com Marisa Cerini, que me dizia: para n\u00f3s, construir o <em>ut omnes<\/em> significa entrar no pensamento dos Padres gregos e tentar compreender, a partir dali qual era a luz do carisma que Chiara recebeu. Nos anos seguintes, tamb\u00e9m lecionei religi\u00e3o em escolas de ensino m\u00e9dio em Roma. Depois, fiz parte do governo da Obra para acompanhar o aspecto cultural e, posteriormente, da <em>Escola Abba<\/em>, que Chiara fundou em 1991 para estudar as anota\u00e7\u00f5es que tinha feito do per\u00edodo chamado <em>Para\u00edso de 1949<\/em>. Finalmente, em 2014, Maria Voce Emmaus, na \u00e9poca presidente do Movimento dos Focolares, confiou-me o Centro Chiara Lubich, criado para salvaguardar, estudar e promover a figura de Chiara.    <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que representa este texto rec\u00e9m-publicado?<\/strong><\/p>\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a21105268778&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6a21105268778\" class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized bordo-bianco-foto has-custom-css wp-lightbox-container\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1368\" height=\"2048\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on--pointerdown=\"actions.preloadImage\" data-wp-on--pointerenter=\"actions.preloadImageWithDelay\" data-wp-on--pointerleave=\"actions.cancelPreload\" data-wp-on-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/DSC07258-scaled-1-1368x2048.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-403529\" style=\"aspect-ratio:0.6679729112768225;width:385px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/DSC07258-scaled-1-1368x2048.jpg 1368w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/DSC07258-scaled-1-1280x1916.jpg 1280w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/DSC07258-scaled-1-980x1467.jpg 980w, https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/DSC07258-scaled-1-480x719.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1368px, 100vw\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\tdata-wp-bind--aria-label=\"state.thisImage.triggerButtonAriaLabel\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.thisImage.buttonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.thisImage.buttonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><\/figure>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <em>Para\u00edso de 1949<\/em> \u00e9 um texto publicado postumamente. Foi escrito, organizado e redigido por Chiara Lubich enquanto ela viveu. Ela desejava descrever a experi\u00eancia m\u00edstica que viveu nos anos de 1949 a 1951, complementando-o com notas para facilitar a compreens\u00e3o, a fim de entregar ao grupo de estudiosos da Escola Abba um texto acess\u00edvel, que pudesse ser \u00fatil para a pesquisa. O texto cont\u00e9m uma experi\u00eancia m\u00edstica. Chiara sempre afirmou que n\u00e3o podia guardar essa experi\u00eancia s\u00f3 para si. Incentivada por muitas pessoas, ela percebeu que poderia ser um texto compreendido e utilizado tamb\u00e9m por outros integrantes do Movimento.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela mesma, por exemplo, nos primeiros anos da d\u00e9cada de 2000, explicou aos jovens do Movimento o cerne dessa sua experi\u00eancia. Por fim, percebeu, aos poucos, que a experi\u00eancia relatada no texto poderia ser compartilhada tamb\u00e9m com pessoas de outras religi\u00f5es: ao longo dos anos, realizamos simp\u00f3sios com hindus, budistas e mu\u00e7ulmanos, aos quais ela apresentou alguns trechos do Para\u00edso de 1949. Vivenciamos a experi\u00eancia de di\u00e1logo sobre o texto tamb\u00e9m com pessoas sem um referencial religioso, que ofereceram reflex\u00f5es muito mais profundas do que n\u00f3s mesmos poder\u00edamos imaginar, ressaltando que se trata de um texto de grande valor. Muitos fundadores de carismas receberam a oportunidade de compreender a obra que estavam gerando, por meio das chamadas \u201cvis\u00f5es intelectuais\u201d, nas quais compreenderam com a raz\u00e3o aquilo que Deus lhes permitia vislumbrar.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por se tratar de uma linguagem m\u00edstica, a compreens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil para as pessoas comuns?<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A linguagem m\u00edstica \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio particular; n\u00e3o \u00e9 poesia, nem teatro, nem literatura, nem teologia. \u00c0s vezes podem surgir dificuldades no plano teol\u00f3gico, porque o m\u00edstico busca palavras que n\u00e3o consegue encontrar, tenta expressar o inexprim\u00edvel: um exerc\u00edcio dif\u00edcil, tanto que Chiara, muitas vezes, enquanto rel\u00edamos esses trechos, nos perguntava: \u00abMas como consegui escrever essas frases? O que significam? Por que escrevi isso?\u00bb. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso confirma que, nessas situa\u00e7\u00f5es, os fundadores tentam expressar aquilo que \u201cveem\u201d, usando as categorias culturais e os conceitos que possuem, \u00e0s vezes inadequados. Por exemplo, no <em>Para\u00edso de 1949<\/em> encontram-se refer\u00eancias \u00e0 <em>Divina Com\u00e9dia<\/em> porque Chiara a conhecia, ou aos fil\u00f3sofos, como Kant, que ela havia estudado. O contexto externo tamb\u00e9m pode influenciar: Chiara e as suas primeiras companheiras iniciaram essa experi\u00eancia nas montanhas do Trentino, em Tonadico: \u00e9 uma natureza que fala por si mesma com a sua beleza. Isso tamb\u00e9m ajudou Chiara a expressar coisas que ela percebia pela primeira vez na sua vida.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ao longo destes 18 anos desde a morte de Chiara, voc\u00eas publicaram livros que podem tornar compreens\u00edvel o contexto da aventura do Para\u00edso de 1949\u2026<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Continuamos a aprofundar o texto por meio de diversas \u00e1reas disciplinares, seguindo o m\u00e9todo que Chiara nos deixou, ou seja, examinar as coisas com \u201cJesus no nosso meio\u201d. Creio que neste volume \u00e9 poss\u00edvel identificar tr\u00eas significados caracter\u00edsticos: o primeiro \u00e9 um significado <em>did\u00e1tico<\/em>, porque ensina como viver o Carisma da Unidade, oferece uma chave de leitura vital; o segundo significado pode ser definido como <em>art\u00edstico-liter\u00e1rio<\/em>, porque o texto apresenta muitos g\u00eaneros liter\u00e1rios: di\u00e1rio, cartas, escritos, anota\u00e7\u00f5es; finalmente, o aspecto <em>doutrin\u00e1rio<\/em>, porque o texto tem, sem d\u00favida, um <em>foco teol\u00f3gico<\/em>. Trata-se, de fato, de uma experi\u00eancia m\u00edstica que ajuda a compreender, por um lado, as realidades do C\u00e9u: Deus, a Trindade, o Verbo, Maria, a Cria\u00e7\u00e3o, o inferno, o para\u00edso; por outro lado, a encarna\u00e7\u00e3o do carisma em uma obra que seria fundada nos anos seguintes, ou seja, ap\u00f3s os anos de 1949 a 1951. Sempre que se leem esses textos m\u00edsticos, compreendem-se coisas novas. \u00c9 o que acontece tamb\u00e9m comigo: todas as vezes que leio essas p\u00e1ginas, compreendo coisas novas, tanto no plano intelectual quanto no espiritual.    <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ao ler o texto, em certas passagens Chiara pode parecer um pouco presun\u00e7osa?<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso entender por que Chiara diz aquelas coisas daquela maneira. Digamos que \u00e9 como se Deus, para expressar conceitos que n\u00e3o podem ser expressos por meio de uma criatura humana, se identificasse com essa criatura, olhando as coisas atrav\u00e9s dos olhos dela. Por isso, Chiara acaba escrevendo: hoje eu sou a paternidade universal. Mas ela mesma se pergunta: o que isso significa? Naquele momento, se verifica uma identifica\u00e7\u00e3o dela com tal realidade, para poder express\u00e1-la. Nas notas de rodap\u00e9, ela mesma comenta e explica essa sua surpresa, e a alegria de ver que outros fundadores tinham vivido mais ou menos a mesma coisa.     <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Que sugest\u00e3o voc\u00ea daria para iniciar a leitura?<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu diria: peguem o livro e o leiam quando e como quiserem, em qualquer momento. Troquem ideias com outras pessoas, ou com um especialista, sobre algum trecho que n\u00e3o esteja claro ou seja mais complexo. Mas sugiro que n\u00e3o se deixem condicionar, porque este texto fala diretamente com a pessoa. Vamos abri-lo ao acaso e ler a p\u00e1gina que cair. Compreenderemos o que nos \u00e9 \u00fatil naquele momento, porque o texto, apesar de algumas dificuldades, toca profundamente. \u00c9 <em>uma experi\u00eancia m\u00edstica, \u201cparticip\u00e1vel\u201d<\/em>, de certa forma. Essa \u00e9 a novidade, como Chiara nos explicou. Ela sempre fez de tudo para que todos participassem de sua experi\u00eancia e esse volume nos oferece essa oportunidade.       <\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Giulio Meazzini<br\/><em>Entrevista publicada originalmente em <a href=\"https:\/\/www.cittanuova.it\/lesperienza-mistica-del-paradiso-49\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Citt\u00e0 Nuova<\/a><br\/>Foto: \u00a9 Francesco Frascella<\/em><\/p>\n\n<div style=\"height:156px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa entrevista \u00e0 Citt\u00e0 Nuova, Alba Sgariglia fala sobre o texto no qual Chiara Lubich relata a experi\u00eancia vivida a partir de 16 de julho de 1949. As ra\u00edzes do Carisma da Unidade. <\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":403555,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_robots_follow":"","_seopress_robots_imageindex":"","_seopress_robots_snippet":"","_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_robots_breadcrumbs":"","_seopress_robots_freeze_modified_date":"","_seopress_robots_custom_modified_date":"","_seopress_robots_canonical":"","_seopress_social_fb_title":"","_seopress_social_fb_desc":"","_seopress_social_fb_img":"","_seopress_social_fb_img_attachment_id":0,"_seopress_social_fb_img_width":0,"_seopress_social_fb_img_height":0,"_seopress_social_twitter_title":"","_seopress_social_twitter_desc":"","_seopress_social_twitter_img":"","_seopress_social_twitter_img_attachment_id":0,"_seopress_social_twitter_img_width":0,"_seopress_social_twitter_img_height":0,"_seopress_redirections_value":"","_seopress_redirections_enabled":"","_seopress_redirections_enabled_regex":"","_seopress_redirections_logged_status":"","_seopress_redirections_param":"","_seopress_redirections_type":0,"_seopress_analysis_target_kw":"","_seopress_news_disabled":"","_seopress_video_disabled":"","_seopress_video":[],"_seopress_pro_schemas_manual":[],"_seopress_pro_rich_snippets_disable_all":"","_seopress_pro_rich_snippets_disable":[],"_seopress_pro_schemas":[],"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2957,2962,2913],"tags":[4417,3300,3347,4387,3198],"class_list":["post-403556","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-centro-internazionale-3","category-cultura-3","category-spiritualita-3","tag-alba-sgariglia","tag-chiara-lubich-pt-pt","tag-notifiche-pt-pt","tag-paradiso-49","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=403556"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403556\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":403558,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403556\/revisions\/403558"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/403555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=403556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=403556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=403556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}