{"id":405696,"date":"2026-08-01T05:01:00","date_gmt":"2026-08-01T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=405696"},"modified":"2026-07-30T10:37:53","modified_gmt":"2026-07-30T08:37:53","slug":"deixar-se-surpreender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/deixar-se-surpreender\/","title":{"rendered":"Deixar-se surpreender"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grande cientista Louis Pasteur dizia: \u00ab<em>Admirar-se com tudo \u00e9 o primeiro passo da raz\u00e3o rumo \u00e0 descoberta<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso tamb\u00e9m nos \u00e9 lembrado por Luigi Ballerini, escritor infantojuvenil e m\u00e9dico psicoterapeuta, no seu artigo que inspirou essa ideia: <a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>: <em>\u201cNo fundo, admirar-se nada mais \u00e9 do que uma forma de confian\u00e7a [\u2026] \u00c9 a ideia de que ainda existe um mundo a ser descoberto, compreendido, encontrado. Isso explica por que a perda da admira\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave: sem ela, a vida se torna mon\u00f3tona e reduzida \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de um olhar cansado que n\u00e3o v\u00ea mais nada. [\u2026] A perda da capacidade de nos maravilharmos n\u00e3o nos torna mais realistas e eficientes; apenas perdemos a possibilidade de ainda nos deixarmos provocar pelo real, de reconhecer que n\u00f3s mesmos podemos continuar a mudar e a melhorar por meio daquilo que encontramos\u201d.   <\/em> <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maravilha nos lembra que nem tudo depende de n\u00f3s. \u00c9 um convite para acolh\u00ea-la com o cora\u00e7\u00e3o aberto para reconhecer o que a vida quer nos dizer e sermos gratos por isso. A maravilha remete ao fasc\u00ednio, \u00e0quela extraordin\u00e1ria capacidade das crian\u00e7as de se abrirem para a vida e para os relacionamentos. Tais dimens\u00f5es s\u00e3o constitutivas do ser humano e, h\u00e1 mil\u00eanios, s\u00e3o uma chave para a aventura do pensamento, ensinando-nos a sair de n\u00f3s mesmos para nos aproximarmos das pessoas que talvez estejam esperando por n\u00f3s, que vivem as mesmas dificuldades cotidianas e as mesmas esperan\u00e7as.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, os desafios que v\u00eam das redes sociais e da Intelig\u00eancia Artificial parecem extinguir essa capacidade: j\u00e1 vimos de tudo? E, acima de tudo: estamos nos acostumando com tudo? Muitas vezes os pequenos gestos \u00e9 que s\u00e3o capazes de reacender o encanto.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Surpreender-se significa manter viva a capacidade de maravilhar-se, de aprender com o novo e de reconhecer o valor das pessoas e das situa\u00e7\u00f5es que encontramos, sem nos resignarmos \u00e0 indiferen\u00e7a diante da dor e do sofrimento. Significa termos a coragem de olhar para a realidade com aten\u00e7\u00e3o e abertura, colocando-nos no lugar dos outros, oferecendo escuta e apoio sem julgar e cuidando daqueles que est\u00e3o passando por momentos importantes ou complexos.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o muitas as hist\u00f3rias cotidianas de dificuldade, de doen\u00e7a, de vidas que parecem perdidas ou sem sentido; no entanto, h\u00e1 sempre a possibilidade de que o final ainda n\u00e3o esteja escrito. Muitas vezes, nas fam\u00edlias, nos locais de cura, \u00e9 poss\u00edvel observar com admira\u00e7\u00e3o os sinais da revolu\u00e7\u00e3o mais poderosa: a de um amor maior, capaz de ir al\u00e9m do que se poderia esperar. Deixemo-nos surpreender com vulnerabilidade e humildade pelo que nos \u00e9 oferecido e fa\u00e7amos com que isso n\u00e3o fique confinado \u00e0 intimidade do cora\u00e7\u00e3o, mas se manifeste nos relacionamentos, na vida compartilhada, no tecido das gera\u00e7\u00f5es que vir\u00e3o.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong><em>A IDEIA DO M\u00caS<\/em><\/strong>, <em>\u00e9 preparada pelo \u201cCentro do Di\u00e1logo com pessoas de convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas\u201d do Movimento dos Focolares.<\/em> <em>\u00c9 uma iniciativa que nasceu no Uruguai em 2014 para compartilhar com os amigos que n\u00e3o creem em Deus os valores da Palavra de Vida, uma frase da Escritura que os membros do Movimento se comprometem a colocar em pr\u00e1tica. Atualmente, A IDEIA DO M\u00caS \u00e9 traduzida em doze idiomas e distribu\u00edda em mais de 25 pa\u00edses, adaptada em alguns deles segundo as exig\u00eancias culturais. <\/em> <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/em-dialogo-com-pessoas-de-conviccoes-nao-religiosas\/\">www. dialogue4unity.focolare.org<\/a><\/p>\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">https:\/\/www.avvenire.it\/idee<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">e<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">commenti\/lasciarsi<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">stupire<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">dalla<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">meraviglia<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">quello<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">che<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">i<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">ragazzi<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">ci<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">&#8211;<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">ricordano_109483<\/a><a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/idee-e-commenti\/lasciarsi-stupire-dalla-meraviglia-quello-che-i-ragazzi-ci-ricordano_109483\">)<\/a><\/p>\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto \u00a9 Srinivas-Bandari-Unsplash<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideia do M\u00eas &#8211; Agosto 2026 <\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":405695,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_robots_follow":"","_seopress_robots_imageindex":"","_seopress_robots_snippet":"","_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_robots_breadcrumbs":"","_seopress_robots_freeze_modified_date":"","_seopress_robots_custom_modified_date":"","_seopress_robots_canonical":"","_seopress_social_fb_title":"","_seopress_social_fb_desc":"","_seopress_social_fb_img":"","_seopress_social_fb_img_attachment_id":0,"_seopress_social_fb_img_width":0,"_seopress_social_fb_img_height":0,"_seopress_social_twitter_title":"","_seopress_social_twitter_desc":"","_seopress_social_twitter_img":"","_seopress_social_twitter_img_attachment_id":0,"_seopress_social_twitter_img_width":0,"_seopress_social_twitter_img_height":0,"_seopress_redirections_value":"","_seopress_redirections_enabled":"","_seopress_redirections_enabled_regex":"","_seopress_redirections_logged_status":"","_seopress_redirections_param":"","_seopress_redirections_type":0,"_seopress_analysis_target_kw":"","_seopress_news_disabled":"","_seopress_video_disabled":"","_seopress_video":[],"_seopress_pro_schemas_manual":[],"_seopress_pro_rich_snippets_disable_all":"","_seopress_pro_rich_snippets_disable":[],"_seopress_pro_schemas":[],"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3435],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-405696","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ideia-do-mes","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405696","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=405696"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405696\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":405697,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405696\/revisions\/405697"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/405695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=405696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=405696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=405696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}