{"id":407547,"date":"2026-10-01T05:00:00","date_gmt":"2026-10-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=407547"},"modified":"2026-09-24T11:57:57","modified_gmt":"2026-09-24T09:57:57","slug":"nao-maltrates-o-migrante-nem-o-oprimas-pois-vos-fostes-migrantes-na-terra-do-egito-ex-2220","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/nao-maltrates-o-migrante-nem-o-oprimas-pois-vos-fostes-migrantes-na-terra-do-egito-ex-2220\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o maltrates o migrante nem o oprimas, pois v\u00f3s fostes migrantes na terra do Egito.\u201d(Ex 22,20)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Palavra de Vida deste m\u00eas \u00e9 extra\u00edda do Livro do \u00caxodo, que narra as condi\u00e7\u00f5es cada vez mais desesperadoras dos israelitas no Egito. Oprimidos e escravizados, eles clamam aos c\u00e9us pedindo ajuda. Esse clamor chega ao cora\u00e7\u00e3o de Deus, que decide intervir, escolhendo Mois\u00e9s como seu enviado. Ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o, ocorre a cerim\u00f4nia que sela a Alian\u00e7a entre Deus e Israel. O documento que reflete essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 o chamado \u201cC\u00f3digo da Alian\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, que foi aceito por todo o povo<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Os Dez Mandamentos s\u00e3o a parte mais conhecida desse documento. A eles somam-se outras prescri\u00e7\u00f5es e leis de diversas naturezas, todas relacionadas ao extraordin\u00e1rio evento da liberta\u00e7\u00e3o. A frase deste m\u00eas prov\u00e9m desse patrim\u00f4nio de normas de vida e de conduta.      <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o maltrates o migrante nem o oprimas, pois v\u00f3s fostes migrantes na terra do Egito.\u201d<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estrangeiro faz parte das categorias preferidas e protegidas por Deus, porque ele est\u00e1 entre as pessoas mais vulner\u00e1veis, juntamente com o pobre, o \u00f3rf\u00e3o e a vi\u00fava. A motiva\u00e7\u00e3o para essa norma apela, antes de tudo, \u00e0 mem\u00f3ria daquilo que foi vivenciado durante a escravid\u00e3o no Egito. A poderosa interven\u00e7\u00e3o de Deus no \u00caxodo \u00e9 constantemente relembrada no Antigo Testamento. Trata-se de um evento que o povo deve sempre ter em mente como algo que continua se repetindo, de diferentes maneiras, em cada gera\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que exprime a significativa frase de Or\u00edgenes no seu coment\u00e1rio sobre o livro do \u00caxodo: \u201cQuem oprime o estrangeiro mostra que ainda n\u00e3o saiu do Egito.\u201d<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.    <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este mandamento demanda inclusive a empatia: colocar-se no lugar dos outros ajuda a compreend\u00ea-los e a entender suas necessidades. Quem j\u00e1 passou por uma experi\u00eancia dolorosa certamente ter\u00e1 mais facilidade para se solidarizar com a dor do outro. Mas a experi\u00eancia relatada no Antigo Testamento n\u00e3o \u00e9 exclusivamente humana. O primeiro a dar o exemplo do que significa se solidarizar com a situa\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 o pr\u00f3prio Deus.    <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o maltrates o migrante nem o oprimas, pois v\u00f3s fostes migrantes na terra do Egito.\u201d<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como podemos colocar em pr\u00e1tica essa Palavra de Vida? Certamente ser\u00e1 \u00fatil nos fazermos algumas perguntas: J\u00e1 passei alguma vez pela experi\u00eancia de ser estrangeiro? J\u00e1 me senti indesejado, n\u00e3o acolhido, incompreendido, fora de lugar? O que aprendi nessas ocasi\u00f5es? Quem \u00e9 o estrangeiro para mim? Quem \u00e9 o estrangeiro para Deus? Como posso acolh\u00ea-lo sem reservas, exatamente como o Senhor faz conosco? O que posso fazer, concretamente?        <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chiara Lubich escreve: \u201cCom um Deus que n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de pessoas, como n\u00e3o buscar a fraternidade universal? Sendo filhos do mesmo Pai, podemos nos descobrir como irm\u00e3os e irm\u00e3s de cada homem e de cada mulher que encontramos. Portanto, se somos todos irm\u00e3os e irm\u00e3s, devemos amar a todos, come\u00e7ando por aquele que est\u00e1 ao nosso lado, sem jamais desistir. Ent\u00e3o, o nosso amor n\u00e3o ser\u00e1 um amor plat\u00f4nico, abstrato, mas um amor concreto, feito de servi\u00e7o. Um amor capaz de ir ao encontro do outro, de iniciar um di\u00e1logo; de identificar-se com o seu desconforto, assumir os seus pesos, as suas preocupa\u00e7\u00f5es at\u00e9 que o outro se sinta entendido e acolhido na sua diversidade e livre para exprimir toda a riqueza que traz em si.\u201d <a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi essa a experi\u00eancia de Maryam, uma jovem paquistanesa. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNuma lanchonete, observei que o dono negou uma x\u00edcara de ch\u00e1 a uma pobre idosa. Eu tinha no bolso s\u00f3 algumas r\u00fapias (a moeda do Paquist\u00e3o), mas senti que precisava ajud\u00e1-la. Ent\u00e3o falei com o dono da lanchonete, dizendo que eu iria pagar. Primeiro ele me olhou indeciso. Pensou um pouco, depois sorriu e disse: \u2018N\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 justo. Se voc\u00ea, sendo cliente, est\u00e1 disposta a gastar o que tem para ajud\u00e1-la, quanto mais eu, que sou dono, deveria ser generoso! Para mim, \u00e9 mais f\u00e1cil oferecer a ela, de gra\u00e7a, uma x\u00edcara de ch\u00e1 do que cobrar de voc\u00ea.\u2019 Vivi assim uma experi\u00eancia marcante: procurei demonstrar amor, primeiro \u00e0quela senhora e depois ao dono da lanchonete, e ent\u00e3o vi como um simples gesto de bondade pode abrir o cora\u00e7\u00e3o de outra pessoa.\u201d<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Org.: Augusto Parody Reyes com a comiss\u00e3o da Palavra de Vida<\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><em>Es<\/em> 20-23<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a>Cf. <em>Es<\/em> 24. <\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a>Origene, <em>Homiliae in Exodum<\/em> V,5.<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a>C. Lubich, Parola di Vita di maggio 2006<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto \u00a9 Anil Kumar &#8211; Pexels<\/p>\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavra de Vida \u2013 Outubro de 2026<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":407546,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_robots_follow":"","_seopress_robots_imageindex":"","_seopress_robots_snippet":"","_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_robots_breadcrumbs":"","_seopress_robots_freeze_modified_date":"","_seopress_robots_custom_modified_date":"","_seopress_robots_canonical":"","_seopress_social_fb_title":"","_seopress_social_fb_desc":"","_seopress_social_fb_img":"","_seopress_social_fb_img_attachment_id":0,"_seopress_social_fb_img_width":0,"_seopress_social_fb_img_height":0,"_seopress_social_twitter_title":"","_seopress_social_twitter_desc":"","_seopress_social_twitter_img":"","_seopress_social_twitter_img_attachment_id":0,"_seopress_social_twitter_img_width":0,"_seopress_social_twitter_img_height":0,"_seopress_redirections_value":"","_seopress_redirections_enabled":"","_seopress_redirections_enabled_regex":"","_seopress_redirections_logged_status":"","_seopress_redirections_param":"","_seopress_redirections_type":0,"_seopress_analysis_target_kw":"","_seopress_news_disabled":"","_seopress_video_disabled":"","_seopress_video":[],"_seopress_pro_schemas_manual":[],"_seopress_pro_rich_snippets_disable_all":"","_seopress_pro_rich_snippets_disable":[],"_seopress_pro_schemas":[],"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3602],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-407547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-parola-di-vita-pt-pt","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/407547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=407547"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/407547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":407548,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/407547\/revisions\/407548"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/407546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=407547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=407547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=407547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}