{"id":408760,"date":"2026-11-01T05:05:00","date_gmt":"2026-11-01T04:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/?p=408760"},"modified":"2026-10-30T16:22:35","modified_gmt":"2026-10-30T15:22:35","slug":"coragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/coragem\/","title":{"rendered":"Coragem"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sejamos francos: no contexto hist\u00f3rico em que vivemos, e sendo inundados de not\u00edcias cada dia mais alarmantes, falar de coragem parece \u201cfora de lugar\u201d. Realmente, tudo nos leva a desanimar. Sentimo-nos encurralados entre duas frentes: uma, a falta de seguran\u00e7a diante de situa\u00e7\u00f5es que nos oprimem; a outra, a expectativa de sucesso que nos condiciona.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ter coragem n\u00e3o significa n\u00e3o sentir medo, dor ou impot\u00eancia. \u00c0s vezes, significa simplesmente n\u00e3o se deixar dominar e encontrar for\u00e7as para ir para a frente. E, muitas vezes, essa for\u00e7a nasce exatamente quando n\u00e3o enfrentamos sozinhos o que nos acontece.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chiara Lubich escreve: \u00abSe existe uma realidade misteriosa na nossa vida, essa \u00e9 o sofrimento. [\u2026] At\u00e9 algu\u00e9m que est\u00e1 pr\u00f3ximo a n\u00f3s, e nos quer bem, frequentemente \u00e9 incapaz de nos ajudar a super\u00e1-la; mesmo assim, \u00e0s vezes nos basta que algu\u00e9m se disponha a [compartilhar] a dor conosco, embora em sil\u00eancio\u00bb <a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palavra-chave \u00e9 precisamente esta: \u201ccompartilhar\u201d. Pois \u00e9 preciso coragem tamb\u00e9m para sair de n\u00f3s mesmos, aproximar-nos dos outros e n\u00e3o permanecer indiferentes diante do que eles vivem. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo nos momentos mais sombrios, procuremos encontrar for\u00e7as para vencer o mal com o bem. N\u00e3o nos fechemos em n\u00f3s mesmos, mas permane\u00e7amos abertos aos outros, cuidando deles com pequenos gestos concretos, tanto nas a\u00e7\u00f5es cotidianas quanto no compromisso social para construir o bem comum.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, a coragem de uma pessoa s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as a outras que, na hora da necessidade, optam por n\u00e3o virar as costas. Isso fica evidente na hist\u00f3ria contada por Mario Calabresi sobre seu encontro com Al\u00ec, um alfaiate muito estimado que trabalha em uma pequena loja em uma cidade do norte da It\u00e1lia. <em>\u00abUma vida que surpreende quem quer que deseje afastar-se das simplifica\u00e7\u00f5es de nosso tempo. Pensem em quantos r\u00f3tulos poderiam ser aplicados a Al\u00ec, reduzindoo a um n\u00famero, a um entre tantos: \u2018refugiado\u2019, \u2018imigrante clandestino\u2019, \u2018imigrante ilegal que chegou em um barco\u2019, \u2018requerente de asilo\u2019\u2026<br\/>Porque Al\u00ec j\u00e1 foi todas essas coisas (\u2026). Al\u00ec conseguiu conquistar uma vida serena e normal, aquela com que seus pais sonhavam, porque encontrou pessoas que, nos momentos mais dif\u00edceis, estenderam a m\u00e3o e n\u00e3o o deixaram afundar. Isso aconteceu quando, na floresta na fronteira com a Bulg\u00e1ria, uma voz lhe disse para mudar de dire\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ser atingido pelos guardas de fronteira; aconteceu quando o amigo Ahmad o puxou para o conv\u00e9s do barco que os levava para a It\u00e1lia, para evitar que ele sufocasse\u201d. <\/em>E continuou quando o prefeito de uma pequena cidade do sul da It\u00e1lia o acolheu na casa de uma tia idosa, que tinha falecido recentemente, e quando dois professores aposentados de um vilarejo no extremo oposto da It\u00e1lia, no Norte, abriram as portas de sua casa para que ele n\u00e3o dormisse na esta\u00e7\u00e3o ou no parque. E quando um grupo de amigos foi seu fiador na imobili\u00e1ria respons\u00e1vel pelo aluguel da loja\u201d <a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>. Calabresi concluye: \u00ab<em>Su historia me dice que los dem\u00e1s pueden marcar la diferencia. Esos \u201cdem\u00e1s\u201d somos nosotros<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez a coragem seja tamb\u00e9m isso: ir para a frente gra\u00e7as \u00e0 m\u00e3o que algu\u00e9m nos estende e, quando chegar a nossa vez, ter a coragem de estend\u00ea-la aos outros.<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">A IDEIA DO M\u00caS \u00e9 preparada pelo \u201cCentro do Di\u00e1logo com pessoas de convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas\u201d do Movimento dos Focolares. \u00c9 uma iniciativa que nasceu no Uruguai em 2014 com o intuito de compartilhar com os amigos que n\u00e3o creem em Deus os valores da Palavra de Vida, uma frase da Escritura que os membros do Movimento se comprometem a colocar em pr\u00e1tica. Atualmente, A IDEIA DO M\u00caS \u00e9 traduzida em doze idiomas e distribu\u00edda em mais de 25 pa\u00edses, adaptada segundo as exig\u00eancias culturais dialogue4unity.focolare.org<\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a><br\/>LUBICH, Chiara. Um grito de amor. Palavra de Vida, mar\u00e7o de 2005.<\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Mario Calabresi, <em>Ricucire la vita<\/em><a href=\"https:\/\/mariocalabresi.com\/ricucire-la-vita-2\">:<\/a> <a href=\"https:\/\/mariocalabresi.com\/ricucire-la-vita-2\">https:\/\/mariocalabresi.com\/ricucire-la-vita-2<\/a><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Foto \u00a9 Gustavo Fring &#8211; Pexels<a href=\"https:\/\/mariocalabresi.com\/ricucire-la-vita-2\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideia do M\u00eas &#8211; Novembro de 2026<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":408762,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3435],"tags":[3347,3198],"class_list":["post-408760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ideia-do-mes","tag-notifiche-pt-pt","tag-ppg-pt-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=408760"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":408763,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408760\/revisions\/408763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/408762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=408760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=408760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=408760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}