Haiti além dos refletores

Era o dia 12 de janeiro passado quando um violento terremoto assolou o Haiti, provocando quase meio milhão de mortes. Nas páginas de “AMU Notizie” (disponível em língua italiana) os holofotes se mantém acesos, lá onde já se apagaram, e descreve-se como prossegue a obra de reconstrução neste país, talvez o mais pobre do hemisfério norte.

A ação da AMU, assim como de outras ONGs, é preciosa, porque não intervém no momento da emergência, mas sucessivamente, quando a atenção da opinião pública enfraquece, com o risco de invalidar os sucessos iniciais.
Através da associação local Action contre La Pauvretè du Nord Est (PACNE – Ação contra a Pobreza do Nordeste), a AMU, com os Movimentos Famílias Novas e Jovens por um Mundo Unido, sustenta o projeto para a construção de um centro de acolhida para os desabrigados. Os trabalhos já se encontram bem avançados e estão sendo instalados serviços, como a da água corrente.

A seleção dos beneficiários do projeto está aos cuidados de um comitê que inclui os responsáveis da PACNE e representantes da comunidade local, como o prefeito e o pároco. A prioridade será dada às pessoas mais necessitadas entre as que perderam tudo e fugiram para Mont Organisé, localidade onde o centro está sendo construído. Quando essas pessoas puderem retornar à cidade ou ter uma moradia mais definitiva, a estrutura poderá ser utilizada para hospedar idosos, doentes ou pessoas abandonadas. Tudo será administrado com a máxima transparência, por uma comissão eleita para este fim. As necessidades e as dificuldades do Haiti, é evidente, são enormes, e serão necessários anos até que as infra-estruturas e o sistema econômico possam dar uma resposta completa às necessidades do povo. Justamente por isso a AMU continuará a avaliar novas propostas de projetos, sobre os quais daremos notícia.

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