Croácia: na escola de Humanidade Nova

“Farol” é o nome profético da Mariápolis permanente croata, centro de formação para pessoas de várias nações, igrejas, religiões e homens de boa vontade.

Assim foi concebida por Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares quando, nos anos 1980, alguns hectares de terra com casas desocupadas foram colocados à disposição do Movimento em Križevci, a 60 km de Zagabria. A Mariápolis Farol hoje é reconhecida como lugar privilegiado de encontro de pessoas provenientes de toda a Península Balcânica, sobretudo após a ação voltada a favorecer a reconciliação entre as várias etnias durante a guerra da década de 1990. Foi nessa Mariápolis Permanente que, no mês de abril, foi realizada uma escola de formação organizada pelo Movimento Humanidade Nova, e dirigida a participantes de 12 nações da Europa oriental. Alguns desses países estavam em guerra entre si até há pouco tempo, outros, ao invés, são caracterizados por enormes problemas econômicos e uma difícil transição rumo à democracia.

Situações delicadas, nem sempre fáceis de serem conciliadas, e é justamente por isso que, do dia 15 ao dia 17 de abril, os participantes do encontro focalizaram-se no conhecimento dos valores que animam o empenho de Humanidade Nova, expressão social dos Focolares.

O objetivo era fornecer elementos concretos para a aplicação destes valores nos diferentes desafios que os profissionais devem enfrentar em vários âmbitos sociais: dos médicos aos educadores, aos políticos, aos economistas, aos magistrados,  cada um com uma tarefa específica, mas todos juntos testemunhos de fraternidade. É essa a realidade mais verdadeira que emergiu do profundo diálogo entre os participantes e membros da secretaria central de Humanidade Nova, vindos de Roma e de outras regiões da Itália.

Delia, de Spalato escreve: “Penso que esta escola foi para cada um de nós uma ocasião nova para se sentir protagonista em viver pela fraternidade no próprio ambiente, arregaçando as mangas para melhorar a realidade em que se vive. Porque nada é pequeno daquilo que é feito por amor”.

Sanja Jurić também afirma: “Voltando para casa contei a todos o que vivi: aos familiares, às colegas de trabalho, e comecei a viver com mais intensidade procurando fazer bem toda minha parte ali onde me encontrava”.

Estes são alguns ecos à mensagem que Maria Voce, presidente do Movimento, enviou no primeiro dia: «Desejo que possam penetrar na forte e iluminadora presença de Jesus entre vós, em sua maneira de pensar e de agir para trabalhar em favor do “bem comum”, sabendo que, como Chiara nos disse muitas vezes: “O mundo é de quem mais o ama e melhor sabe dar prova disso”».

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