Educação e fraternidade: a Mesa italiana, o Encontro internacional


A emergência educativa é um dos desafios mais urgentes da nossa época: é necessário renovar os percursos formativos para adaptá-los à vida das pessoas que se relacionam na era da globalização.

Um grupo de educadores italianos, professores, dirigentes, animadores de grupos juvenis, psicólogos e pedagogos, compõe a “Mesa Nacional da Educação”, que desde 2010 reúne-se em Grottaferrata (Roma), na sede do Movimento Humanidade Nova, que é o promotor da iniciativa, juntamente com AMUEDU e Movimento Juvenil pela Unidade.

Começamos por uma das últimas novidades dos trabalhos da Mesa: entrou na agenda de 2013 um “Meeting Internacional do Mundo da Educação”, que acontecerá em Castelgandolfo (Roma), de 6 a 8 de setembro de 2013. O Meeting reunirá pessoas do mundo inteiro, que ocupam-se nos vários aspectos da educação: família, escola, catequese, animadores de grupos, estudiosos, jovens. O objetivo é construir, em nível internacional, uma base de trabalho através do confronto, da escuta, do intercâmbio de ideias e percursos educativos, das boas práxis e dos projetos a serem lançados nos diversos países.

Na Itália, por exemplo, a Mesa coloca em rede iniciativas educacionais, didáticas e metodológicas de várias partes do país, como a educação à paz e à cidadania, que demonstram como somente uma autêntica relação interpessoal de doação recíproca pode ser o princípio de cada grande evento educativo, capaz de favorecer a plena realização da personalidade de cada um e de todos.

Um testemunho é dado pelos estudantes de um liceu científico na província de Catânia, onde há vários anos se atuam percursos pedagógicos de educação ao bem comum, para valorizar não apenas o patrimônio cultural das disciplinas, mas a unidade do saber humano e os valores universais, a fim de ajudar os alunos a interiorizarem as mensagens e transformá-las em estilo de vida. Com o envolvimento de professores de várias matérias, são propostos encontros com associações comprometidas com o desenvolvimento, a cooperação e o voluntariado.

Desse modo os jovens tornam-se protagonistas de ações de solidariedade e partilha, como o “sustento à distância” de crianças que vivem em situações difíceis, mas também dentro da própria classe, compartilhando materiais, talentos e competências.

Cecília Landucci ensina línguas em uma escola de ensino médio na província de Roma e é coordenadora da comissão “Educação e cultura” do Movimento Humanidade Nova: «A Mesa é uma rede concreta entre nós, educadores; conhecer as várias experiências promove a colaboração, faz sair do isolamento, favorecendo a difusão daquilo que já se faz no campo da educação, enquanto vida e pensamento cultural à luz do carisma da unidade. O objetivo é a elaboração de um projeto para a escola italiana que possa contribuir na sua redefinição».

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