Roma, 20 de março de 1983: “Rumo a uma Nova Humanidade”

Beatíssimo Padre,

(…) Os voluntários e as voluntárias são a alma do Movimento Humanidade Nova. A sua vocação é doar-se totalmente a Deus, sem especiais consagrações.

Mergulhados no mundo (lugar privilegiado da irradiação deles), vivem o Evangelho, seguindo o exemplo das primeiras comunidades cristãs, com as quais pretendem competir neste século, sendo (entre eles) um só coração e uma só alma, que têm por conseqüência a comunhão de bens espirituais e materiais.

No nosso mundo congelado pelo materialismo e pelo consumismo, empobrecido e desvirtuado pelo hedonismo, pela violência e por todos os males existentes, os voluntários procuram levar o fogo, a luz e a força, a riqueza do Ressuscitado. Eles se esforçam, portanto, para que a sua presença resplandeça neles: abraçando as cruzes de cada dia e empenhando-se em gerar, pela mais profunda unidade entre eles, a sua presença nas famílias, nos hospitais, nas escolas, nos parlamentos, nas oficinas, por toda a parte, a fim de que os diferentes mundos possam ser iluminados, guiados e animados por Ele no caminho da renovação.

Chiara Lubich

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