Argentina: 60 jovens latino-americanos na “Escola de Verão”

A realização da primeira “Escola de Verão”, na Mariápolis permanente argentina, a Mariápolis Lia, é sem dúvida uma etapa muito importante para tudo o que se relaciona à formação acadêmica dos jovens latino-americanos.

Não é a primeira vez que acontecem cursos intensivos de estudos em nível universitário nessa Mariápolis, já foram realizados vários seminários e cursos específicos no campo da política, economia e arte.

A EdV, no entanto, é o primeiro projeto de formação organizado em parceria com o Instituto Universitário Sophia (IUS). Situado em Loppiano, próximo à Incisa Valdarno (Florença, Itália), o IUS é a instituição acadêmica internacional que credencia oficialmente a Escola de Verão. Entre os seus objetivos o Instituto define-se como um itinerário de vida, de estudo e pesquisa, que permite a aquisição e o aprofundamento constante de uma cultura cristã, inspirada nos fundamentos da vida e da obra de Chiara Lubich, que fundou o IUS em 2007. O ideal da fraternidade universal, que ela propôs e desenvolveu, manifesta-se na experiência e na expressão de uma cultura capaz de iluminar e interagir com as múltiplas dimensões do conhecimento humano, nas suas diversas disciplinas, na busca coletiva do bem comum.

O tema abordado nesta primeira edição da Escola de Verão será “Fundamentos epistemológicos para uma cultura da unidade na perspectiva teológica, científica e política”. Além de abalizados professores latino-americanos, salienta-se a presença do Reitor do IUS, Dr. Piero Coda, professor de Teologia Sistemática, que ministrará uma aula sobre “O Deus Trinitário e o desenvolvimento histórico da fé cristã”. Estará presente ainda o Dr. Sergio Rondinara, professor de epistemologia e cosmologia, que apresentará aulas sobre “A relação entre o homem e o cosmo, racionalidade científica e relação entre as ciências naturais e a fé, e a ecologia”. A Dr. Daniela Ropelato, professora de ciências políticas, ministrará aulas sobre “Formas contemporâneas de democracia, novos atores sociais e políticos, e a fraternidade como categoria da política”.

A EdeV propõe a formação universitária de jovens por meio de uma experiência intensiva de estudo e convivência, que seja complementar às respectivas carreiras e opções disciplinares, formando uma comunidade acadêmica; uma experiência comunitária, com um diálogo que possa continuar no tempo através do intercâmbio de experiências, de modo a favorecer o crescimento pessoal e comunitário de seus participantes.

É inegável o entusiasmo suscitado por essa primeira edição da EdV, que terá início no próximo dia 28 de dezembro. Candidataram-se mais de 100 jovens universitários provenientes do México, Cuba, El Salvador, Guatemala, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Paraguai e Argentina, dentre esses foram selecionados 61, que frequentarão os cursos.

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