Portugal. Agarrar o mundo

Na Mariápolis Arco Íris, na abertura da Semana Mundo Unido, jovens provenientes de todo o país foram recebidos pela banda da cidade e por cerca de vinte grupos que animaram a tarde com atividades variadas: judô, música – com canções compostas para a ocasião -, dança, sem deixar de lado uma nota de internacionalidade, com os tocadores de gamelão, um instrumento típico da Indonésia, e 90 bailarinos de Cabo Verde.

O evento teve a cobertura da mídia – dois canais de televisão, rádio, jornais – e envolveu também as autoridades civis. Estavam presentes o presidente e o vice-presidente da região, o prefeito da cidade e numerosos sacerdotes que acompanharam os jovens de suas paróquias. Entre estes o responsável da Pastoral da Juventude da diocese de Lisboa.

Mas o Movimento dos Focolares não foi o único a dar a própria contribuição, mais de 20, entre grupos e associações, deram sua própria parte na Expo da fraternidade, uma pequena mostra “ao vivo”, do Projeto Mundo Unido, no qual os participantes eram chamados a compartilhar suas experiência sobre o tema. Um parlamentar, um músico, um ator, um cientista e um prefeito, colocaram à disposição suas competências.

O programa do dia tinha cinco partes, nas quais, através de testemunhos, música e coreografias, foi explorado o tema da fraternidade: «O que é?», «Por quê?», «Como?», «Sempre?» e «Em rede», e mostrou-se como esta nova cultura estende-se a todos os setores, da arte à economia. Especialmente significativa foi a entrevista com o economista Luigino Bruni.

Os workshops convidaram os jovens a comprometerem-se de maneira mais ativa na sociedade, para construir um mundo solidário, como demonstram as impressões de alguns deles: «Mudar o mundo depende de nós: é a maior certeza que levo comigo. Obrigado por nos terem dado a experiência de vocês, porque se temos a chave para enfrentar as dificuldades então o mundo unido é realmente possível». «Este encontro foi a minha primeira experiência com os Jovens por um Mundo Unido. Fiquei fascinada por este espírito de partilha, de ajuda mútua, de amor verdadeiro que pude conhecer e viver. Levo comigo uma vida nova!». «Num tempo marcado pelo individualismo e o desinteresse é muito bonito ver que existem tantas pessoas que lutam por um mundo melhor e não se detém diante das adversidades. Hoje entendi que a fraternidade está realmente ao alcance de todos, concretiza-se no cotidiano. Depende também de mim “segurar o mundo” e procurar mudá-lo».

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