Um pacto de misericórdia


Foto-di-gruppo-le-prime-focolarine«Uma experiência de vida, no primeiro focolare, foi a aplicação de “tomar a iniciativa no amor“. No início não era sempre fácil para um grupo de jovens viver o radicalismo do amor. Éramos pessoas como as outras, embora ajudadas por uma dádiva especial de Deus, e também entre nós, nos nossos relacionamentos, podia se depositar uma certa poeira e fazer diminuir a unidade.

Isso acontecia, por exemplo, quando percebíamos os defeitos, as imperfeições dos outros e os julgávamos, de forma que a corrente de amor mútuo se esfriava. Para reagir contra essa situação, decidimos um dia fazer um pacto entre nós, que chamamos “pacto de misericórdia”.

Decidimos ver todas as manhãs o próximo que encontrávamos no focolare, na escola, no trabalho, etc., de um modo todo novo, sem nos lembrarmos dos seus pontos escuros, dos seus defeitos, cobrindo tudo com o amor.

Nós nos aproximávamos de todos com uma anistia completa do nosso coração, com um perdão universal. Era um compromisso forte, que todas nós vivíamos juntas e que nos ajudava a tomar a iniciativa no amor, imitando Deus misericordioso, o qual perdoa e se esquece. Temos certeza de que, se não tivéssemos feito um pacto de perdão diário, o Movimento não teria caminhado nem de Trento a Rovereto. Em prática, não teria tido a energia necessária para se difundir».

Chiara Lubich, O amor ao próximo, no encontro dos amigos muçulmanos, Castel Gandolfo, 1º de novembro de 2002 (trecho).

1 Comment

  • I love this , so simple yet so true and so important, i hope Chiara from heaven will guide us to always do this, especially when we forget. P.o.S.

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