Evangelho vivido: tudo é nosso!

Bible Group Reading Together


Os frutos da Palavra

“Há anos, com dois amigos, havíamos dito ao novo pároco que queríamos aprofundar a vivência da Palavra de Deus. E assim iniciou um encontro que precedia a liturgia dominical. E, quanto mais nos esforçávamos para viver a Palavra, mais aumentava o número de pessoas que participavam ao encontro. Em poucos meses, éramos um grupo numeroso e, entre os mais assíduos, existia um relacionamento de verdadeira família. E, na paróquia, começou a surgir uma nova atmosfera. Com o passar do tempo, não nos bastava mais somente rezar juntos e o esforço individual para sermos cristãos autênticos: havíamos começado uma caminhada na qual cada um se esforçava para alcançar a meta da santidade junto aos outros. Sentíamos forte a presença de Jesus entre nós e esta presença produzia frutos: além da grande descoberta de um novo aspecto da Igreja, nascia também a exigência de partilhar os bens materiais com os mais necessitados, de sustentar as famílias em dificuldade, os jovens em busca de uma vida interior, as pessoas necessitadas de descobrir o amor de Deus. E isto, não somente no âmbito paroquial”. (Lucio – Itália)

 

O 13º salário

“Eu estava no mercado e lembrei-me que os meus pais passavam por dificuldades econômicas e fiz as compras também para eles. No caminho de volta encontrei uma menina que chorava: ela estava com fome e os seus pais – assim ela me disse – não tinham nada para comer. Conversei com o meu marido, Antônio, e decidimos levar a metade das nossas compras mensais àquela família. Depois, um dia, a filha da nossa vizinha nos confidenciou que o pai dela deixara a cidade, em busca de emprego, e não retornou mais. Também eles, uma família com muitos filhos, não tinham comida em casa. Pensei comigo mesma: “Agora basta! Já fizemos a nossa parte!” Mas, quando Antônio me disse que não tínhamos doado ainda o suficiente, mais uma vez, dividimos o que restara da nossa compra mensal. Naquelas alturas, não tínhamos mais dinheiro para as compras, mas, todos os dias, chegou ajuda de alguém. No fim do mês, recebi o dobro do valor do meu salário. Não era um erro: era o 13º, do qual eu havia já esquecido!” (B. P. – Brasil)

 

Tradição com coração novo

“No meu país, especialmente nas cidades pequenas, segundo a tradição os homens não ajudam nos trabalhos domésticos. As mulheres, mesmo quando estão doentes, devem continuar essas atividades: elas não se sentem vítimas e nem os homens sentem-se cruéis. Assim acontece também na minha casa. Se a minha mulher estava ocupada e eu estava lendo um livro ou assistindo TV, eu nem pensava em levantar-me e ocupar do nosso filho quando era necessário: era uma tarefa dela. Com a ajuda de amigos cristãos, quando para mim se tornou claro que os outros têm direito ao meu amor, à minha ajuda, compreendi que deveria começar, primeiramente, na minha casa. Um dia minha mulher estava preparando o café da manhã e, deixou este trabalho para cuidar do nosso filho; então, eu preparei a mesa. Ao ver aquilo ela ficou surpresa, mas, não disse nada. Mas, no dia em que, sem a ajuda dela, eu passei o terno antes de ir ao trabalho, foi demais para ela… Então eu falei sobre a beleza de dar o primeiro passo, amar primeiro e fazer aos outros aquilo que se gostaria fosse feito a si. E assim, na nossa família agora existe mais harmonia”. (W. U. H. – Paquistão)

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