Coloque o amor em ação


Como começou esta aventura da unidade?
O seu início não dependeu da minha vontade, mas da vontade de outra Pessoa.
Não sei se vocês sabem que há momentos em que surgem na terra certas dádivas especiais chamadas carismas, mandadas por Aquele que governa a história e a conduz para um objetivo bem determinado: o bem, canalizando para ele inclusive aquilo que nós, homens e mulheres, causamos de doloroso no mundo.

É Deus, Deus que é Amor, em quem muitos de nós cremos com todo o ser.
Pois bem, um dia, e faz muitos anos, também nós recebemos um desses carismas. Com ele compreendemos que cada um de nós, que éramos jovens na época, tinha um desígnio maravilhoso, um encargo, quase uma missão: dedicar o tempo de vida que nos restava trabalhando para que todos sejam uma coisa só, colocando em ação, no nosso coração e no de todos, o amor.

Crendice? Utopia?
É claro que não, se um dia Jesus rezou a seu Pai Celeste pedindo exatamente isso: «Que todos sejam um».
Era possível que um Pai, que é Deus, de um Filho, que é Deus, com o qual é um só Deus, não ouvisse a sua voz?
Partimos seguras na direção dessa meta e atualmente no mundo, entre adolescentes, jovens e pessoas maduras, somos milhões e milhões de quase todas as nações do mundo. Não podemos contar quantos somos; é impossível.

Naturalmente, dos nossos grupos participam pessoas que não possuem a nossa mesma fé religiosa mas uma diferente ou não possuem nenhuma. Todavia também elas podem viver aquilo que chamamos de benevolência, a qual não pode faltar em nenhum coração humano. Assim caminhamos – também com essas pessoas – almejando a formação da família universal e a edificação de um mundo unido.

E se Deus é por nós, quem será contra nós? […]
Cabe agora a vocês desfraldar a bandeira do nosso ideal. De um lado está escrito: unidade, amar-se reciprocamente com a disposição de dar a vida um pelo outro; o outro lado sugere o meio: o esforço incansável, com a disposição também de sofrer, para que floresça no mundo uma única família.
Vocês são jovens. Coragem não lhes falta. Se nós conseguimos fazer o que fizemos, por que vocês não?

Chiara Lubich

 

(Do arquivo do Centro Chiara Lubich)

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