Jesus passa e os jovens o seguem


«Para seguir Jesus é preciso ser jovem, ou fazer-se jovem. Ele pede até mesmo para voltar a ser criança: todo dia, a cada instante, libertando-se da doença da senilidade espiritual. Porque, se o espírito envelhece num certo sentido se enrijece, e como tal não se presta mais ao voo. É preciso, portanto, sempre renascer, recomeçar, tonar-se homem novo: Jesus.

Frequentemente se diz, como um lugar comum, que a juventude do nosso tempo é cética, talvez cínica… se isso é verdade, trata-se talvez de pose, ou melhor dizendo, de moda, sob a qual, se assim for, pesa o desânimo, misturado com o assombro, de uma geração que nasceu no meio de uma dissipação inumana e imane de energias para fabricar a morte.

Um desalento que aumenta ao ver a insipiência com que se insiste no erro, continuando a injetar na convivência os explosivos de um maquiavelismo de negócios, e abarrotado de ruína. É o materialismo que assusta, ou desilude, ou escraviza esta juventude, a qual, por natureza, reage a um teor de vida feito somente de cálculos econômicos, apenas de divertimentos sensoriais, unicamente de luta pelo estômago…

Esta é a lição divina desta crise humana, pela qual derramamos rios de lágrimas, de tinta e de coca-cola: não se vive sem um absoluto. Jesus passa e os jovens o seguem se o veem, se a sua visibilidade não é impedida pelo aparecimento de criaturas humanas soberbas, que se sentem mais do que os outros por dinheiro ou poder político…

Os jovens, logo que veem o rosto jovial, puro e divino de Jesus, deixam pai e mãe, noivados e lucros, conforto e lisonja, e o seguem, primeiramente nos caminhos do apostolado e depois naquele do calvário. Eles querem Cristo, e Cristo crucificado. Cristo inteiro, tudo em todos: um só ideal. E querem o seu espírito que é a caridade, este sangue divino que vence a morte, que é inteligência e sabedoria, vínculo de unidade.»

Igino Giordani

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