Drogas na escola
Eu devia me ocupar de um aluno que tinha usado entorpecentes. Neste caso se é punido com uma semana de suspensão das aulas. Para evitar o risco de que isto consentisse a ele ainda mais tempo para ficar com más companhias, fiz de modo que durante aquele período pudesse frequentar uma comunidade e, na escola, onde lhe era permitido vir, fiquei com ele todo o tempo, na biblioteca. Eu o ajudei a seguir o programa realizado na sala de aula, para que não ficasse em atraso. Foi um trabalho muito exigente que me ajudou a compreender a concretude do amor para com o próximo.
M.M. – Espanha

Novo estilo em casa
Conduzimos, junto com outro casal, encontros para noivos. Um dia, antes de ir a um destes compromissos, explodiu uma discussão com o nosso filho. A minha mulher e eu, da mesma forma, nos pusemos a caminho, mas não estávamos tranquilos. Depois de alguns quilômetros ficou claro para nós que não tínhamos nada a oferecer aos noivos. Paramos o carro e telefonei ao nosso filho lhe pedindo perdão pelo modo com que nos tínhamos comportado. Mas, uma vez retomado o caminho, a minha mulher me fez notar o tom apressado com o qual eu tinha falado com ele. Então começou uma discussão entre nós. Após outros quilômetros já estávamos conscientes de não estar em condições de testemunhar o amor recíproco. Deste modo, telefonamos para o outro casal para avisar que estávamos voltando atrás. Assim que entramos em casa, explicamos ao nosso filho, admirado, o porquê de termos voltado. A lição nos serviu para que estabelecêssemos em família um estilo de vida diferente.
K.E. – República Tcheca

Excursão escolar
Enquanto eu estava numa excursão, durante o lanche do almoço, percebi que muitos dos meus colegas jogava fora a comida ainda intacta. Para mim foi um choque. No dia seguinte, durante o almoço, fiz uma jogada antecipada: passando entre os colegas, recuperei a comida que não tinha sido nem sequer tocada e com isso enchi uma sacola e a levei para um sem-teto, que estava um pouco longe.
N. – Itália

Transferência
Após 35 anos de serviço, o bispo me pediu para que eu me transferisse para outra paróquia. Seguiu-se um momento de escuridão interior, vivido em oração. Depois, entendi que não devia olhar as coisas só do meu ponto de vista. Deste modo, lhe apresentei a minha disponibilidade. Assim, de repente, o medo da novidade e as preocupações pela minha saúde desapareceram. Pareceu-me claro, não era um favor que tinha feito a alguém, mas uma graça que eu estava recebendo. Com este estado de ânimo, a vida na nova paróquia começou sobre fundamentos bem mais sólidos, diferentes de quando comecei o ministério, muitos anos antes, como jovem padre.
E.B. – Eslovênia

Um pequeno gesto de amor
Fiquei sabendo que um colega tinha sido hospitalizado. Por alguns meses, cada fim de semana, ao voltar de um curso que estava fazendo numa outra cidade, ia visitá-lo. Os seus pais tinham vindo de outra região para ficar perto dele. Pensei que seria um alívio para eles jantar uma noite numa pizzaria. Naquela noite, fiz minha toda a ansiedade deles e na volta os acompanhei ao alojamento onde ficavam. Eles me contaram que desde o dia da internação do filho nunca tinham passado uma noite tão bonita.
A. – Itália

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