16 de julho de 1949 – 16 de julho de 2019. A mística do Paraíso de 1949 a serviço da humanidade de hoje.

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Chiara Lubich e Igino Giordani fizeram, no dia 16 de julho de 1949, um especial pacto espiritual. Dele jorrou uma experiência mística original, aberta à humanidade e que transformou a história de comunidades e povos.

“Todos estes papéis que escrevi não valem nada se a alma que os lê não ama, não está em Deus. Valem, se nela é Deus que os lê.
Ora aquilo que eu quero deixar a quem seguir o meu Ideal é a segurança de que basta o Espírito Santo (e a fidelidade a quem iniciou) para prosseguir a Obra.

Depois, de acessório posso deixar também aquilo que escrevi: mas vale se for tomado como “acessório”. Também Jesus, mesmo sendo Deus e tendo tudo em Si, não veio para destruir e fazer ex-novo, mas para cumprir.
Assim, quem me seguir poderá completar aquilo que eu fiz.
Eu não quero amar os meus pósteros menos do que a mim mesma e, portanto, quero que eles tenham o Espírito Santo jorrante como Deus O deu a mim. Não o terão diretamente; eles O terão por mediação, mas O terão vivo da viva boca de quem O transmitir vivendo aquilo que Ele ensina por meio de mim.
Assim, é bom eliminar decididamente toda e qualquer preocupação senão aquela de fazer a divina vontade que momento por momento nos é manifestada, mas sem sugerir nada a Deus. (Chiara Lubich, Paraíso 49)

Quais são “esses papéis” a que Chiara Lubich se refere? São as páginas do famoso texto chamado Paraíso 49, escritas por Chiara no verão de setenta anos atrás, sob o influxo de uma luz espiritual, que se prolongou nos meses sucessivos. No trecho citado, Chiara se dirige diretamente a quem hoje deseja não só relembrar o que aconteceu na época, mas inserir-se nessa experiência mística que ela e alguns membros da recente comunidade dos Focolares estavam fazendo. As belas palavras, as sugestivas metáforas e os amplos conceitos escritos nesses papéis podem agradar o gosto estético do leitor, fazê-lo saborear o clima religioso que ali se respirava e mais nada. Só quem ama é capaz de penetrar no significado profundo da mística do Paraíso 49. Tal significado nasce da compreensão da realidade humana e de cada criatura inspirada diretamente pela contemplação de Deus e em Deus. Os frutos dessa experiência estão diante dos nossos olhos: a visão da espiritualidade de comunhão, a doutrina que jorra do carisma da unidade, a missão do Movimento dos Focolares, as iniciativas e as obras que nascem do seu empenho social. Não é uma coincidência que a abrir uma brecha para o início desta experiência mística tenha sido um pacto espiritual e especial que Chiara fez com Igino Giordani, que era esposo e pai, parlamentar, escritor. Normalmente a mística é inacessível para quem está mergulhado nos desafios do dia a dia, para quem tem família, trabalho, empenhos obrigatórios e desafios complicados. O fato de o Paraíso 49 se abrir graças à unidade entre Chiara e Igino implica que a espiritualidade de Chiara Lubich não é reservada, não é dedicada a quem vive uma condição religiosa especial, mas é para a humanidade e é chamada a dar suporte à marcha para a unidade de todos os homens e mulheres, das comunidades e grupos, dos povos e nações, em qualquer circunstância e condição. A nós, hoje, Chiara pede para continuarmos a sua obra.

Alberto Lo Presti

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