Autenticidade, franqueza e coragem

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Na conclusão da assembleia, os jovens do Movimento dos Focolares entregaram ao Movimento um documento que resume um percurso nada fácil. É um estímulo para o encontro anual dos delegados do mundo todo que está para começar.

Foi uma coincidência proposital e significativa: os últimos dois dias da Assembleia dos Jovens do Movimento dos Focolares, sábado, 14, e domingo, 15 de setembro, coincidiram com os dois primeiros dias do encontro anual dos delegados do Movimento dos Focolares do mundo inteiro. Assim, os quase 200 jovens de 66 países e de diversos setores do Movimento tiveram a possibilidade de apresentar a síntese dos seus trabalhos sobre sua identidade, formação, papel no Movimento e o empenho no mundo para ser uma verdadeira representação do Movimento dos Focolares. Os 44 delegados que representam as subdivisões territoriais do Movimento dos Focolares, por outro lado, tiveram a possibilidade de iniciar seus trabalhos conscientes da sensibilidade e exigência das novas gerações.

O impacto da manhã de sábado, 14 de setembro, foi forte: o mesmo documento final dos jovens e as perguntas que fizeram às “gerações um pouco mais maduras”, como os definiram fazendo uma brincadeira, permitiram vislumbrar que os trabalhos não foram fáceis. Em poucos dias, experimentaram e enfrentaram as diversidades de proveniência, cultura, sensibilidade, religião e confissão. E com autenticidade e coragem apresentaram também as dificuldades e perguntas abertas que em não poucos deles criaram perplexidade e sofrimento. E isso toca e impressiona a profundidade humana e espiritual que foi demonstrada por trás de seus trabalhos. Colheu-se um profundo e incansável desejo de empenhar-se em todos os campos de suas vidas para a unidade em grande escala, o “mundo unido”, e a prontidão de enfrentar situações dolorosas com um amor preferencial a Jesus no seu abandono na cruz.

Com essa base, os jovens, com grande liberdade, encorajam o Movimento a valorizar ainda mais a diversidade como parte integrante e fundamental de toda experiência de unidade e de criar instrumentos e espaços que favoreçam melhor o diálogo também com ideias contrárias. Com naturalidade, pedem mais participação na direção do Movimento, seja a nível local ou central para compartilhar mais a responsabilidade para as futuras gerações. Mas com a mesma franqueza, apresentam também a necessidade de ser mais formados na espiritualidade do Movimento dos Focolares e de aprofundar os relacionamentos com os membros adultos do Movimento.

Maria Voce e Jesús Morán, a presidente e o copresidente do Movimento dos Focolares, destacaram a importância e a maturidade da experiência que esses jovens fizeram em poucos dias. Veem nessa assembleia e no seu documento final “um passo fundamental e uma grande herança para o Movimento”.

20190914 1548480 Na tarde desse dia memorável, jovens e adultos juntos celebraram a inauguração do auditório reestruturado na sede internacional do Movimento em Rocca di Papa. Para Maria Voce, foi a oportunidade de oferecer às duas assembleias o discurso espiritual programático para o próximo ano que terá como tema a realidade de Jesus presente no meio de “dois ou três reunidos em seu nome” (Mt 18,20). É o alpha e o ômega da espiritualidade do Movimento, assim o define a presidente em uma fala muito tocante e pessoal, quase uma entrega ao início do último ano de seu mandato.

20190914 170921Viver o amor recíproco, também nos momentos dolorosos, para criar o espaço em que Jesus possa estar presente em meio aos homens de hoje e doar sua alegria: é esse o percurso ao qual Maria Voce convida o Movimento nos próximos meses. Para os jovens, esse convite poderá ser uma chave de leitura de sua experiência feita nesses dias. Para os delegados do Movimento, será um estímulo para o encontro que está começando.

Joachim Schwind

3 Comments

  • Grazie ai giovani per quanto hanno vissuto e donato. Sottolineo uno dei tanti passaggi che sottoscrivo: “… con grande libertà incoraggiano il Movimento a valorizzare ancora di più la diversità come parte integrante e costitutiva di ogni esperienza di unità” Nel dialogo interreligioso siamo coscienti che la diversità è ricchezza. Mi auguro che la loro presenza nell’Opera sia sempre più visibile. Grazie

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