Movimento dos Focolares

O que acontece quando morremos?

Uma garota, na classe onde eu ensinava, era sempre fechada em si mesma. Disseram-me que tinha AIDS. O que eu poderia fazer por ela? Comecei a levá-la para casa algumas vezes, no fim do dia. Percebi que estava tomada pelo desespero. Assim um dia resolvi chamar o seu pai, que nunca tinha visto antes. Tinha certeza que alguma coisa poderia ser feito por ela. Quando ele veio escutei uma história trágica: 20 anos de droga, a prisão, a morte da mãe… no dia seguinte recebi um bilhete dele: “Entendi que a senhora quer bem a minha filha”. Com muita atenção consegui me aproximar dela cada vez mais, envolvendo outras pessoas nasceu uma corrente de solidariedade. Junto com os professores encontramos formas diferentes de fazer com que ela se tornasse parte ativa da vida da escola. Parecia que aos poucos estivesse voltando a viver. Um dia veio até mim e fez a pergunta: “O que acontece quando morremos?”. Senti que podia partilhar com ela o tesouro da minha vida. Falei-lhe do paraíso, do amor, da minha experiência com Jesus. No final ela me disse: “Eu também quero viver assim”. Este foi um momento especial de luz, para ela e para mim. O seu sofrimento, tão misterioso, tinha um sentido. Fonte: http://www.focolare.se

Fortes sem violência, o Gen Rosso na Alemanha

Fortes sem violência, o Gen Rosso na Alemanha

“Mandamos calorosas saudações da Alemanha, onde, como já é tradição, estamos vivendo esta inesquecível experiência, única na sua dimensão, com os adolescentes das escolas de ensino médio alemãs”.

Assim escreveu à nossa redação Tomek Mikusinski, do Gen Rosso, em nome de todo o grupo que, após a turnê alemã, nos próximos dias chegará à República Tcheca.

A primeira etapa foi Heidelberg, onde 200 jovens que se preparam para a crisma quiseram livremente dedicar uma parte das suas férias para participar de “Fortes sem violência”, o consagrado projeto educativo de prevenção à violência, no qual colaboram com o Gen Rosso escolas de ensino médio de alguns países europeus.

Até agora participaram cerca de 500 mil jovens. Reconhecido e financiado também pela União Europeia, o projeto parte exatamente do musical Streetligt, que conta a história real de Charles Moates, que viveu no gueto de Chicago nos anos sessenta.  Pela sua opção de viver pelo ideal de um mundo unido sempre se opôs à violência, e por isso perdeu a vida, em 1969.

Partindo do seu exemplo o projeto propõe a transmissão de valores que ajudem os adolescentes a combater a violência, a marginalização, o bulismo e as várias formas de desajuste que muitos deles vivem nos grandes aglomerados urbanos. O resultado do trabalho com os jovens de Heidelberg foi uma apresentação na Eppelheimer Rhein-Neckar-Halle, com a presença de cerca de 1100 expectadores pagantes. A grande novidade desta turnê é o “Doku-workshop”, um laboratório que tem como objetivo documentar tudo o que acontece durante a semana e preparar o público desde a entrada no teatro, através da projeção de fotos e entrevistas que contam a vida cotidiana do Gen Rosso e do seu trabalho nas turnês.

Depois foi a vez de Bonn, com 13 workshops e mais de 500 participantes. Depois Dortmund, numa escola com uma forte presença multiétnica. E ainda Colônia onde houve um trabalho especial com jovens deficientes auditivos ou completamente surdos. “Estou orgulhosa dos meus estudantes – disse Sigrid Bauschulte, diretora da Escola LVR-Johann-Joseph-Gronewald – porque apresentar um musical, apesar dos problemas de audição, obviamente é um grande desafio. Agradeço aos idealizadores deste projeto vital e pela grande oportunidade dada aos meus estudantes”.

“Gen Rosso, vocês devem, absolutamente, continuar com este projeto, porque faz bem demais a nós jovens!”, escreveu um dos participantes na página do grupo no Facebook. Uma confirmação da eficiência de uma ideia que cada vez mais está contagiando os estudantes, em toda a Europa.

Fortes sem violência, o Gen Rosso na Alemanha

Um tempo para a vida

Não sei o que a palavra “possíveis” sugere a vocês. Eu penso só numa coisa: nestas 40 jovens que estão aqui na minha frente, que são possíveis focolarinas. Na vida muitas escolhas podem ser feitas, e muitas escolhas maravilhosas. Elas decidiram vir passar um tempo, que foi chamado “um tempo para a vida”, com um lema bem definido: “aqui estou”, ou seja, estou pronta a tudo. Devo dizer que foram, para mim também, dias vivificantes. Deus tem uma grande fantasia. As histórias delas são uma mais linda do que a outra, ainda “verdes”, a serem desenvolvidas, mas o início promete. Micarla, de Recife, veio para buscar a verdade e encontrá-la, porque esta foi sempre a sua ideia fixa. Hoje está feliz! Grisel, de Mendoza (Argentina) tem 27 anos, ama as revoluções e encontrou em Maria de Nazaré a maior revolucionária da história. “Quero ser como ela”, nos disse. “O que me fascina na vocação ao focolare? Vejo homens e mulheres realizados, distribuidores de Deus. Doar toda a minha vida a Deus foi uma consequência lógica: se Ele me ama com um amor infinito como posso não dar-lhe tudo?”. Vida, 24 anos, da Lituânia: “Tive muitas dúvidas, dúvidas atuais: é possível seguir a Deus a vida inteira ou é melhor que eu constitua uma família? O que me deu paz e certeza foi a liberdade que continuo a experimentar dizendo o meu sim a Ele. Liberdade de amar o mundo inteiro”. Emma é mexicana: “Não é fácil seguir Jesus – confidenciou – tudo parece remar contra uma vida entregue a Deus, desde a comunicação até a algumas práticas educativas, aos valores que são difundidos. Começamos a pensar que se não fazemos alguma experiência ‘de limite’ a vida é tediosa. Por isso senti que deveria dar mais a Deus, porque nada me bastava, nada me saciava”. Para ela a vida num focolare é como uma corrida na montanha russa: de tirar o fôlego, fascinante, às vezes tortuosa, mas com o olhar fixo na meta, face a face com Deus. “Isto é o que mais quero”. Priscilla, de Genebra (Suíça), tem 23 anos, estuda história e literatura francesa. Veio para entender se Deus realmente a chama, porque gostaria de dar tudo a Ele, com radicalismo, para viver uma aventura “que para mim não tem comparações, viver para construir um mundo unido”. E concluiu: “Encontrei a confirmação que este é o meu caminho. Quero viver como esposa de Deus desde já”. Nuam veio de um vilarejo no Sudeste Asiático. Ficou fascinada pela vida simples e profundíssima que viu vivida no focolare. Em 2005, durante um show do Gen Rosso, “justamente aquelas canções, cantadas numa língua que não conhecia, me transmitiram Deus, o Seu amor, e entendi que devia fazer algo para corresponder. Agora desejo dar tudo a Ele, para levar Jesus a todos, fazer a minha parte para que a humanidade seja cada vez mais uma única família. E o Ideal da unidade me ajuda a alargar o coração sobre o mundo inteiro”. Retorna à minha mente uma parte do comentário de Chiara Lubich na Palavra de Vida do mês de março, que nos ajudava a fazer a Vontade de Deus. Chiara escreveu: “Digamos isso antes de cada ação nossa: “Aconteça”, “seja feita”. Estaremos compondo, momento após momento, pedrinha após pedrinha, o mosaico maravilhoso, único e irrepetível, da nossa vida, que o Senhor desde sempre imaginou para cada um de nós”. Neste momento, na sala ao lado, estão cerca de 40 rapazes que também desejam dar tudo a Deus e tem coisas maravilhosas para contar. Esperem pelo artigo deles. Agora devemos ir ao encontro dos grupos que vão visitar a Mariápolis de Loppiano. Tudo de bom para estas maravilhosas criaturas! Sharry S.