Movimento dos Focolares

Inclusiva, equitativa e sustentável

Out 3, 2018

São as características da economia segundo o projeto da Economia de Comunhão. De 6 a 9 de setembro, em Rosário, na Argentina, realizou-se o 42° Congresso internacional.

Carolina Carbonell fez parte da organização do Congresso da Economia de Comunhão (EdC) em Rosário, populosa cidade na província de Santa Fé, 300 km de Buenos Aires. Ela o define “uma maratona”. Talvez porque tudo começou como uma corrida. «Foi no início deste ano, no mês de fevereiro. Poucos meses antes tinha chegado a proposta de organizar o Congresso na nossa cidade. Fazia muito calor. Caminhando pela área para pedestres da cidade, encontrei um velho amigo dos tempos da universidade, que atualmente é diretor de uma rede de hotéis. Imediatamente fui ao seu encontro e contei-lhe do nosso sonho: foi assim que encontramos o local para o Congresso». No dia 6 de setembro, 70 pessoas participaram da abertura do evento, com a conferência intitulada “O que é a Economia de Comunhão?”. Continua Carolina: «não eram poucas pessoas, considerando que naqueles dias as faculdades eram sob protesto por parte dos estudantes». No segundo dia, a “maratona” continua. «Toda a esquadra – conta Carolina – levanta-se cedo para ir encontrar mais de 300 jovens do quarto e do quinto anos de 12 escolas de Rosário, reunidos no “Colegio Natividad del Señor” para participar de um workshop. Os jovens colocam à prova toda a propria criatividade para “criar” empresas e “tomar decisões” sobre várias situações de concorrência, crise, distribuição de lucros e seleção do pessoal. A parte mais interessante foi o exame ao qual submetem os empresários da EdC presentes, que responderam com a própria experiência de vida. À tarde, vamos até o After Unplugged “Empresas de un solo tiempo” em La Maquinita Rosário». Trata-se de um espaço de co-working onde Gonzalo Perrín, Leandro Simeoni e Lucas Longhi contam a sua experiência de empresários de um projeto pelo bem comum. «Sábado, dia 8, demos as boas-vindas aos 120 participantes, provenientes de mais de 30 cidades de oito províncias e 4 nações diferentes. Era um grupo excelente, muito heterogêneo por idade e profissão. Depois de uma apresentação inovativa, desde a atualidade até as origens, da EdC seguiram-se os testemunhos dos dependentes de algumas empresas que fazem parte do projeto. Eram experiências variadas, desde a de uma empresa familiar que produz bancos sustentáveis, a de um contact center com 1.200 dependentes, até a “Nomines”, uma empresa inclusiva que assume somente pessoas com necessidades especiais». Depois do almoço, a original proposta de um jogo, a dança das cadeiras, mas numa versão diferente e muito mais divertida: ao invés de eliminar quem não consegue encontrar um lugar, são eliminadas as cadeiras. «É preciso criatividade e equilíbrio para sentar-se sobre os outros sem se machucar. O momento mais difícil é quando fica uma única cadeira, e todos devem sentar-se sem que ninguém caia. Da mesma critividade também precisam aqueles que trabalham para a eliminação da pobreza». Com grande profundidade são apresentadas algumas das realidades mais tristes presentes na sociedade, para recordar os motivos pelos quais a EdC nasceu. Enfim, concluiu Carolina, «quando todos pensam que estão chegando à meta», porque sempre trata-se de uma maratona, «e não pode acontecer mais nada, chega o imprevisível. No domingo, algumas crianças de 8 anos contam as suas experiências: uma pequena empresa para ganhar dinheiro e compartilhar com outras crianças de nações que estão em guerra, ou sobre as visitas a um centro para idosos onde aprendem a estimá-los». Para concluir, uma entrevista a Martina, 9 anos: «As perguntas, mas principalmente as respostas, mostram a profecia inerente à EdC: as pessoas que vivem a cultura da partilha desde crianças são aquelas que um dia poderão mudar a economia». Fonte: www.focolare.org/conosur

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