Movimento dos Focolares

Paris: novas responsabilidades para os construtores de paz

Nov 14, 2015

Declaração de Maria Voce, Presidente do Movimento dos Focolares, após os recentes acontecimentos terroristas em Paris

«Diante dos dramáticos acontecimentos em Paris, ontem à noite, que se somam a outros recentes em muitas outras áreas do mundo, estamos de luto, juntamente com todos que foram atingidos em seus afetos e com aqueles que acreditam que a unidade da família humana é possível. Com consternação e na firme condenação desse tipo de atos contra a vida humana, uma pergunta surge com força: demos todos os passos e fizemos todas as ações possíveis para construir as condições necessárias para favorecer mais igualdade, mais solidariedade, mais comunhão dos bens, pelas quais a violência e as ações terroristas perdem a possibilidade de atuação? Diante de um quadro perverso, é evidente que não há uma única resposta. Mas também é evidente que não é a reação incontrolada à violência que fará retroceder aqueles que querem aniquilar as forças vivas dos povos e a sua aspiração a uma convivência em paz. A convicção de que o mundo pode caminhar em direção à unidade e superar o conflitos e a violência das armas, continua viva na alma e na vida de todos aqueles tem no coração o amor por todo o homem e pelo futuro da família humana e desejam realizá-la através de ações políticas, dos instrumentos da economia, das regras do direito. Paris_02 O Movimento dos Focolares, enquanto chora com quem chora, continua a acreditar no caminho do diálogo, do acolhimento e do respeito pelo outro, independente de quem seja e da sua proveniência, crença religiosa e etnia. Por isso, junto com aqueles que, nas suas várias responsabilidades, trabalham mesmo com um risco pessoal pela paz, os Focolares renovam o próprio compromisso em intensificar e multiplicar ações e gestos de reconciliação, espaços de diálogo e de comunhão, ocasiões de encontro e de partilha em todos os níveis e em todas as latitudes, para recolher o grito da humanidade e transformá-lo em renovada esperança».

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