Movimento dos Focolares

Um segredo de amor. Dentro e fora da família.

Set 20, 2012

O sonho do matrimônio e depois juntos, na vida cotidiana. A experiência de Luca e Giulia no retorno da viagem de núpcias. Expectativas, dificuldades. E a necessidade dos outros.

“Pensávamos que o primeiro período depois do casamento fosse a continuação da lua de mel”, nos contam Luca e Giulia, recém-casados. “De fato, estamos muito felizes, todavia, por causa das muitas diferenças de caráter e de hábitos entre nós, que se apresentam na vida cotidiana, esse início representa também um período de prova”.

“Por exemplo, quando eu chego em casa, depois do trabalho – diz Luca – sinto a necessidade de retomar as forças. Giulia, ao contrário, espera o dia todo para contar-me o que ela viveu naquele dia. Viver o Evangelho nos ensina também a amar-nos concretamente. Com delicadeza procuramos esclarecer tudo entre nós e assumir uma atitude de escuta e de acolhida recíproca”.

“O interessante – agora é Giulia que conta – é que quando eu consigo esforçar-me e perco aquilo que eu gostaria de dizer ou de fazer naquele preciso momento, é Luca mesmo que me pergunta como eu passei o dia. Daí nasce um diálogo sereno e muito enriquecedor para ambos”.

“Quando estivemos em Madagascar, durante a viagem de núpcias, conhecemos um jovem malgaxe e a sua família. Vimos com os nossos olhos as dificuldades financeiras deles”, conta Luca. “Esperavam um filho, mas, naquela região, para que um parto seja feito no hospital é necessário ter uma considerável soma de dinheiro, e eles estavam preocupados porque não tinham a quantia suficiente. Isso nos fez refletir, mesmo se eles não haviam nos pedido nada”.

“Gosto muito de futebol – continua Luca – e, por isso, eu tinha a intenção de tornar-me assinante de uma TV, para assistir os jogos em casa. Mas sentimos como nossa a necessidade daquela família, e foi espontâneo considerar supérflua a assinatura da TV. Assim, enviamos a eles o valor correspondente, acrescentando uma soma poupada por não termos feito despesas desnecessárias.

Se, num primeiro momento, nos pareceu ter perdido algo, agora podemos dizer que ganhamos. Muitas vezes os amigos ou os vizinhos nos convidam para assistir os jogos e, dessa forma, temos a ocasião de estabelecer relacionamentos de amizade cada vez mais profundos”.

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Páscoa: o fundamento da Grande Esperança

Páscoa: o fundamento da Grande Esperança

Esta reflexão sobre as razões e as origens pascais da esperança cristã, que “ousa” falar aos homens de hoje, nos foi oferecida por Declan J. O’Byrne, teólogo e reitor do Instituto Universitário Sophia.

Olhos de Páscoa

Olhos de Páscoa

Klaus Hemmerle (1929-1994), bispo de Aachen (Aquisgrano, Alemanha), foi um teólogo e filósofo, que com o seu timbre particular, deu uma contribuição para o aprofundamento doutrinal do carisma da unidade. Com essas palavras, ele nos introduz no mistério da Páscoa e da Ressurreição de Cristo, convidando-nos a mergulhar plenamente nesse momento e a ter um olhar novo.

A cruz, tesouro de comunhão

A cruz, tesouro de comunhão

A morte de Jesus na cruz nos revela um homem profundamente enraizado em uma relação com o Pai, que é capaz de confiar Nele até o fim. É por essa razão que aquele calvário se torna o tesouro no qual se concentra todo o amor de Deus por nós. As palavras de Igino Giordani nos convidam a dar espaço ao silêncio e à escuta, a fim de trilhar esse caminho de contemplação, redenção e comunhão com Deus e entre os homens.