Movimento dos Focolares

A arte de Ciro no Japão

Jun 3, 2013

Descobrir a beleza por detrás das aparências externas e saber plasmá-la em objetos comuns. Entrevista com o artista Roberto Cipollone, mais conhecido como Ciro, após o seu retorno do Japão.

«Para Ciro, “saber olhar” talvez seja o primeiro ato criativo; é assim que se pode chegar à consciência do Belo que nos rodeia, ainda que frequentemente escondido atrás das aparências da decadência». É assim que Roberto Cipollone apresenta-se no seu site, é um original artista italiano que tem o seu atelier na Mariápolis internacional de Loppiano (Florença – Itália). Fizemos a ele algumas perguntas, no seu retorno após a inauguração de uma exposição no Japão.

Como a sua arte foi recebida na Terra do Sol Nascente?

«A acolhida foi formidável, com a típica gentileza asiática. Cheguei a Kyoto por meio de uma agência da Toscana que colabora com o desenvolvimento das relações entre Florença e aquela cidade japonesa. Fiquei muito satisfeito ao ver que a montagem feita por eles respeitava plenamente aquilo que eu desejava. Alguém comentou que parecia “ikebana” feito com ferro».

Como você vive o ato criativo?

«O processo criativo para mim é como uma forma de terapia. Mais do que com palavras exprimo-me através da transformação de objetos comuns que, colocados de determinada maneira, surpreendem até a mim. Deste processo brota algo que maravilha, que cria emoções».

O que inspira o seu trabalho?

«Encontro inspiração principalmente na natureza, no material que encontro, onde às vezes existem sinais de algo que foi vivido, principalmente objetos que vem do ambiente rural. Naturalmente também nas leituras, em algum filme que assisti, em imagens percebidas num relance… ou coisas que surpreendem e que depois são traduzidas em uma forma».

Os locais que você escolhe para suas exposições às vezes são originais…

«Até agora escolhi fazer exposições em lugares não habituais, em cima da água, por exemplo, ou ao ar livre, e nas mais variadas situações. E percebi as reações das pessoas, às vezes não preparadas para acolher uma mensagem artística dessa maneira. São reações positivas, que ajudam a mudar o homem, que não poderia viver sem a arte».

Mas, existe arte e arte

«Não quer dizer que no início a arte tenha se desenvolvido para o bem estar do homem, mas eu acredito que o homem, ainda antes de precisar comer, precisa da beleza. Eu procuro ter muito respeito pelo trabalho que os outros fazem, principalmente o trabalho do mundo rural, muitas vezes determinado pela necessidade mas que não exclui a beleza, o desejo de passar esses valores a outros. Beleza entendida não no sentido de afetação, mas de uma mensagem com valores profundos».

A exposição acontece em Kyoto, de 21 de maio a 9 de junho.

Informações: info@labottegadiciro.it

Site oficial: http://www.labottegadiciro.it/about/

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