Movimento dos Focolares

Escola Social 2013: “Onde está o teu irmão?”

Jul 25, 2013

Com 250 participantes provenientes de todo o Cone Sul, realizou-se na Argentina uma nova edição da Escola de Estudos Sociais Igino Giordani, em sintonia com o apelo do Papa Francisco, em Lampedusa, para que sejam acolhidos os irmãos em dificuldade.

«Cheguei num momento de crise profunda, uma interminável busca sobre questões existenciais e sociais que nestes dias encontraram uma forte resposta», contou um dos numerosos participantes vindos do Cone Sul (Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina), na conclusão da Escola de Estudos Sociais (EDES), realizada de 6 a 8 de julho na Mariápolis Lia, centro dos Focolares na Argentina.

Três dias de reflexão e de intenso intercâmbio, partindo das experiências de vida, entre pessoas comprometidas em diferentes modos no campo da promoção humana. Muitos com uma longa experiência, outros apenas no início, todos trabalhando juntos e buscando uma resposta à pergunta fundamental: “onde está o teu irmão?”. Um questionamento muito inquietante, que coincidia, justamente naqueles dias, com o forte apelo do Papa Francisco na sua visita à ilha de Lampedusa (Itália), ponto de chegada de imigrantes africanos em busca de melhores condições de vida, muitas vezes vítimas de naufrágios.

«O meu maior impacto foi o de foi ver pessoas tão diferentes, vindas de tantos lugares, atuantes em âmbitos diferentes da sociedade, mas todas com o mesmo objetivo: amar. Foi tudo tão importante que gostaria de colocar logo em prática». Os participantes eram pessoas empenhadas em ações voltadas ao resgate da dignidade humana, em meio a lixões, em centros de acolhida, postos de saúde e centros educacionais em zonas de alto risco, no trabalho de conservação do patrimônio cultural indígena, na promoção do turismo social, em centros de defesa da infância, na prevenção às drogas e recuperação de dependentes químicos, em centros de ajuda à vida, em centros para pessoas com deficiências, no voluntariado em várias ONGs e entidades de promoção social do Estado, na gestão de projetos sociais, albergues populares, sindicalistas, empresários, políticos… Só o fato de poder estar juntos e trocar experiências foi um grande enriquecimento recíproco.

A metodologia dos trabalhos esteve centralizada no interesse social e na ação de cada pessoa, mais do que em debates acadêmicos, e privilegiou a «aquisição de conhecimentos a partir de experiências vividas».

«Levo comigo instrumentos e ideias a serem colocadas em prática nas atividades sociais no bairro de alto risco onde estamos trabalhando». «Respondeu amplamente às expectativas. Participei das escolas anteriores e sinto que estamos crescendo gradualmente, amadurecendo nesta vocação ao comprometimento social nas nossas cidades». «Um grande agradecimento! Aqui aprendemos a ser, para voltar às nossas casas e fazer!».

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