Movimento dos Focolares

A imensidão de Deus

Jul 8, 2011

Neste período, de férias para muitos, propomos um trecho de uma “pequena experiência” – como ela mesma a definiu – de Chiara Lubich, de 1987, que convida-nos a contemplar a beleza da natureza e a louvar o seu Criador.

Contemplando a imensidão do universo, a beleza extraordinária da natureza, a sua potência, espontaneamente retornei ao Criador de tudo, e tive uma espécie de nova compreensão da imensidão de Deus. Foi uma impressão tão forte e nova que tive o impulso imediato de dobrar os joelhos, para adorar, louvar e glorificar a Deus. Senti a necessidade de fazer isso, como se esta fosse agora a minha vocação. E, como se os meus olhos se abrissem, compreendi, como nunca antes, quem é aquele que escolhemos como ideal, ou melhor, aquele que nos escolheu. Eu o vi tão grande que parecia-me impossível que tivesse pensado em nós. E esta impressão, da sua imensidão, permaneceu no meu coração por muitos dias. Rezar “Seja santificado o Teu nome” ou “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”, agora é algo totalmente diferente para mim: é uma necessidade do coração. (…) Nós estamos a caminho. Quando alguém viaja já pensa no ambiente que o irá receber na chegada, na paisagem, na cidade, já se prepara. Devemos fazer assim nós também. No céu louvaremos a Deus? Vamos louvá-lo neste momento. Deixemos que o nosso coração grite todo o nosso amor, o proclame junto com os anjos e os santos: “Santo, Santo, Santo”. Exprimamos o nosso louvor com a boca e com o coração. Aproveitemos para reavivar algumas orações cotidianas que tem esta finalidade. E demos glória a Ele, com todo o nosso ser. (…) Louvemo-lo para além da natureza ou no profundo do nosso coração. Mais do que tudo vivamos mortos a nós mesmos e vivos à Vontade de Deus, ao amor aos irmãos. Como dizia Santa Elisabete da Trindade, sejamos nós também “o louvor da sua glória”. Assim anteciparemos um pouco o Paraíso, e Deus será recompensado pela indiferença de inumeráveis corações que vivem hoje no mundo. Chiara Lubich, Rocca di Papa, 22.1.1987

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

Bolívia: encontro e amizade sem fronteiras

Bolívia: encontro e amizade sem fronteiras

Duas famílias de Vicenza (Itália) viveram uma experiência intensa e profundamente significativa na Bolívia, em contato direto com os projetos de apoio à distância promovidos por Ações Famílias Novas (AFN). Não uma simples visita, mas uma imersão na vida quotidiana de quem, dia a dia, transforma a solidariedade em oportunidade de resgate.

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Jesus ressuscitado dá paz e alegria aos seus discípulos e confia-lhes a sua própria missão. O Espírito Santo os “recria” como uma nova humanidade, e esta vocação hoje não diz respeito apenas a cada um de nós, mas realiza-se plenamente quando somos uma “comunidade” e nos apoiamos uns para os outros. É assim que o Evangelho se torna vida e a missão um novo Pentecostes.

Líbano: ser centelhas de vida

Líbano: ser centelhas de vida

Depois da doação de 300 euros, feita por algumas crianças de Roma para o Instituto de Reabilitação áudio-fonética (IRAP), localizado em Aïn, na periferia de Biakout, ao norte de Beirute, elas receberam uma carta de agradecimento realmente tocante; lembrou-nos o verdadeiro valor da solidariedade e da responsabilidade que interpela cada um de nós: ser sementes de esperança e de paz na escuridão.