Movimento dos Focolares

A luz de Chiara Badano na prisão de Rebibbia

Set 23, 2012

Uma tarde especial no presídio romano. A história da jovem declarada beata, narrada pelos próprios pais, ilumina o coração de duzentos e cinquenta presidiários.

“Há muitos anos me tornei insensível, fechado, triste; hoje Chiara Luce me abriu as portas”, assim se expressa um prisioneiro a Maria Teresa – mãe da beata Chiara Luce Badano – enquanto a abraça segurando a sua mão.

Uma tarde certamente peculiar aquela do dia 20 de setembro, no teatro do cárcere romano de Rebibbia: duzentos e cinquenta presos, usando as melhores roupas, acolhem Ruggero e Maria Teresa Badano, pais da beata Chiara Luce. Na abertura do evento, Anna Del Villano, diretora de um dos departamentos do presídio, afirma: “Será uma tarde especial”.

Mas, por que esse evento? Alfonso Di Nicola, membro do Movimento dos Focolares que há muitos anos trabalha voluntariamente no presídio: “Fiquei sabendo que os pais de Chiara Luce foram encontrar os presos do presídio de Viterbo, em 2011 – ele nos conta – e pensei que poderia ser organizada uma visita deles também em Rebibbia”.

Enquanto os prisioneiros tomavam os lugares, causava impressão como se cumprimentavam com expressão de alegria e muitos abraços. Estão em diferentes setores da prisão. “Segundo o crime que cometeram”, nos explicam.

No palco, quatro cadeiras: para o casal Badano, Chicca Coriasco – grande amiga de Chiara Luce – e Franz, seu irmão. Maria Teresa quebra o gelo, lembrando o quanto sua filha amava os doentes e as pessoas que sofrem, e convida todos a transcorrerem um momento “em família”. Ruggero não esconde a sua emoção.

Qual a mensagem de Chiara Luce? Uma jovem normal, esportiva e vivaz, que ama Sassello, a sua cidade natal, especialmente quando está coberta de neve. Junto com Chicca conhece a espiritualidade do Focolare, ambas muito jovens. Assumem o convite de Chiara Lubich de viver o Evangelho com todo o ardor juvenil, nas diversas circunstâncias cotidianas, alegres ou dolorosas, e depois partilham as próprias experiências para encorajaram-se reciprocamente.

“Como fazem os irmãos mais velhos – diz Franz – eu ficava afastado delas”. Portanto, uma menina normal. E justamente essa normalidade o atraiu fortemente, sobretudo quando o tumor tornou-se uma sentença sem possibilidade de apelo. “Chiara Luce – continua Franz – se apaixonara por Jesus crucificado e abandonado assim como Chiara Lubich o apresentou: abandonado, “falido”, aquele Deus “derrotado” que se assemelha a cada um de nós… e que, a certo ponto, na cruz, gritou”.

Amá-lo será o segredo que a ajudará a viver a grave doença – osteossarcoma, o mais grave dos tumores – transformando toda dor em amor, com uma serenidade e alegria contagiosas. Ruggero diz: “Eu ia dar uma olhada pelo buraco da fechadura para certificar-me se ela sorria sempre ou se o fazia só para nós. E confirmei que ela sorria sempre”.

No Teatro, uma atenção fora do comum. A história de Chiara Luce prende a atenção de todos e essa jovem entra no coração dos presentes. Enquanto algumas fotos dela são projetadas no grande telão, um coral internacional do Focolare canta “Deus me ama”, música composta para a cerimônia da sua beatificação, no dia 20 de setembro de 2010. “Chiara Luce será santa em breve”, exclama um prisioneiro. Maria Teresa responde: “E vocês não estarão mais aqui… todos nós passamos por períodos difíceis”. As suas palavras têm efeito de um bálsamo e são acolhidas com um caloroso aplauso!

Site da postulação: www.chiaralucebadano.it

www.chiaraluce.org

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