Movimento dos Focolares

A Semana Santa Ortodoxa

Abr 30, 2021

Aproxima-se a Santa Páscoa Ortodoxa que este ano é comemorada no domingo, 2 de maio. Delia Surdu, uma focolarina ortodoxa romena, conta-nos como vive estes dias de expectativa.

Aproxima-se a Santa Páscoa Ortodoxa que este ano é comemorada no domingo, 2 de maio. Delia Surdu, uma focolarina ortodoxa romena, conta-nos como vive estes dias de expectativa. Após celebrar a Festa das Palmas no domingo, 25 de abril, a Igreja Ortodoxa está vivendo agora a Semana Santa e prepara-se para celebrar a Ressurreição do Senhor, em 2 de maio. Delia Surdu é una focolarina ortodoxa e vive no focolare de Velletri, perto de Roma (Itália). Nós perguntamos-lhe como ela está vivendo esta Semana Santa com a pandemia: “Devo dizer que é uma Semana Santa um pouco especial por causa da situação mundial, mas é muito melhor do que no ano passado, quando aqui na Itália estávamos em total lockdown e só podíamos acompanhar as várias celebrações via internet. Hoje, agradecemos a Deus por podermos participar, mesmo que com horários reduzidos! Nestes dias especiais, quando entramos em contato com tanto sofrimento causado pela pandemia e não apenas isso, pela solidão que tantos experimentam… sinto que estamos mais próximos de Jesus Cristo Crucificado e Abandonado e que, olhando para Ele, sem virar o rosto, para a paciência com que Ele aceitou a dor, para o amor com que Ele deu Sua vida por nós, receberemos forças e nos ergueremos junto com Ele”! Em sua comunidade você é a única ortodoxa, pois as outras focolarinas são católicas. Como vive à espera desta Páscoa? “Juntas!!! Esperamos juntas o grande dia para dizer novamente: Cristo ressuscitou!!! Celebramos juntas a Páscoa católica, em 4 de abril, e agora estamos vivendo juntas um outro Tríduo Pascal, de acordo com a tradição da Igreja Ortodoxa romena à qual pertenço. As outras focolarinas participarão comigo nas diversas celebrações e também me ajudarão na preparação dos alimentos típicos da Páscoa. A esta altura, elas já aprenderam muito bem como fazê-lo! Desde que estou neste focolare, uma das maiores alegrias é preparar ‘sarmale’ (rolos de repolho com carne picada) junto com uma focolarina coreana e trocar saudações de Páscoa, como é tradição em minha Igreja! Somos uma família, então a festa de uma é a festa de todas”! O que fiu que a impressionou na espiritualidade da unidade de Chiara Lubich e no Movimento dos Focolares? E como isso a inspira hoje para construir a fraternidade universal? “Conheci o Movimento dos Focolares quando tinha 14 anos, e o que me impressionou foi descobrir que as palavras da Sagrada Escritura podiam ser vividas por qualquer pessoa, mesmo por uma jovem como eu, com simplicidade, na vida cotidiana. Senti-me fortemente atraída, de modo particular, pelas palavras: “Que todos sejam um” (Jo 17:21) e decidi viver para ajudar a realizá-las! O ideal de unidade de Chiara inspira-me todos os dias em tudo o que faço: no meu trabalho com crianças deficientes, no meu tempo livre, na comunidade do focolare, na minha igreja, etc., tentando reconhecer em todos um irmão, uma irmã para amar a fim de caminhar juntos em direção à fraternidade universal”. Conte-nos um pouco sobre a sua experiência de diálogo, que você vive diariamente com pessoas de outras Igrejas. “Viver junto com pessoas que pertencem a uma Igreja diferente da minha é um enriquecimento pessoal. Mais do que um diálogo, é uma vida em conjunto, onde cada um no empenho de amar o outro traz à tona o melhor de si mesmo e a beleza de sua própria tradição, e descobre o melhor e a beleza da Igreja do outro. Por exemplo, admiro-me pelo compromisso, através de diversas ações sociais, que as focolarinas católicas realizam na sociedade, assim como elas são atraídas pela percepção do Mistério que compreendem em nossa maneira de viver a fé como ortodoxos”.

Lorenzo Russo

  

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscrever o boletim informativo

Pensamento do dia

Artigos relacionados

A um passo da rendição

A um passo da rendição

Um encontro casual, em um hospital, faz reacender o sentido concreto da ajuda mútua; retorna a esperança em quem estava prestes a se render e renasce um desejo: ser construtores de um mundo melhor.

Ave Cerquetti: fazer da beleza um caminho em direção a Deus

Ave Cerquetti: fazer da beleza um caminho em direção a Deus

Desde a argila modelada quando era criança até o desejo de olhar para a escultura e a arte como uma linguagem capaz de levar Deus aos homens do nosso tempo, Ave Cerquetti, nome marcante do Movimento dos Focolares, que faleceu aos 95 anos, deixou uma herança que une arte, espiritualidade e, sobretudo, comunhão.

35 anos da EdC: um caminho de renovação

35 anos da EdC: um caminho de renovação

Encontro, celebração e compromisso: foi vivido assim o 35º aniversário da Economia de Comunhão, celebrando o caminho percorrido para renovar, juntos, o compromisso de continuar a construir uma economia mais humana e regenerativa.