Movimento dos Focolares
Semana Mundo Unido e Run4Unity 2015

Semana Mundo Unido e Run4Unity 2015

SMU2015Jovens e adolescentes dos Focolares, com muitos amigos. Atitude de quem não sabe ficar tranquilo até que exista a paz para todos. Focalizamos algumas iniciativas, não aquelas com numerosos participantes ou realizadas em cidades famosas, mas significativas porque indicam que toda pessoa, em qualquer situação, pode dar a própria contribuição para edificar a paz. Kinshasa, Congo. Mil jovens, cristãos e muçulmanos, realizaram uma manifestação diante das autoridades civis: prefeitos, governador, deputados e embaixadores. Existia a convicção: um adolescente, sozinho, convidou 70 amigos e recebeu deles, antecipadamente, a cota de participação. A corrida, de cerca 1:30h, em meio ao caótico tráfego de Kinshasa, tinha como meta a sede de Petite Flamme, a organização escolar dos Focolares no bairro Ndolo, que oferece a muitos adolescentes a possibilidade de construir-se um futuro no próprio país, sem ter de imigrar. Outros jovens fizeram a corrida na instável região do leste, em Bukavu, Kikwit e Goma. Damasco, Síria. Pessoas de muitos lugares haviam pedido mensagens aos jovens da Síria e eles responderam por meio das redes sociais: “Sou M. e encontro-me em Damasco depois que fugimos da nossa casa. Durante a noite houve bombardeios intensos no nosso bairro. As casas de outros amigos foram atingidas por mísseis… As famílias dos Focolares se organizaram para encontrar abrigo para eles. Alguns, do nosso grupo, perderam parentes, amigos, a escola… Não obstante tudo, nós acreditamos na paz, vivemos pela paz e rezamos pedindo a Deus que a paz retorne. Fomos encontrar as crianças de um orfanato. Nós nos dividimos e cada grupo preparou tortas, biscoitos salgados e pulseiras… Nós fizemos brincadeiras com eles e, juntos, passamos um dia maravilhoso.” Outros 65 jovens, de diversas cidades do país, enfrentando o risco de viajar, decidiram encontrar-se por dois dias: “Um oásis como o foi para o povo de Israel que, entre mil dificuldades, atravessou o deserto por 40 anos”. Run4Unity2015 (3)Cascais, Portugal. Os 900 jovens de Portugal, reunidos na Cidadela de Cascais, acolheram quanto foi dito pelos jovens da Síria: rezar pela paz e ser, todos, elos da paz na vida cotidiana, para que o amor se espalhe e a paz seja difundida. “Eles nos deram forças e determinação, as nossas pequenas dificuldades e desafios tornaram-se relativos.” O assessor para as políticas juvenis os encorajou: “Continuem a acreditar naquilo que vocês acreditam. Continuem a ser o que vocês são. O mundo necessita de vocês!Bahia Blanca, Argentina. Uma onda de “Papelitos in the city” com mensagens positivas colocados em vários pontos: nos bancos das escolas, nas portas, nos elevadores, nas caixas de correspondência, nas motos, nos carros, nas bicicletas… O objetivo: “Levar alegria a todos e contribuir para diminuir a violência”, inspirada na Regra de Ouro dos livros sagrados e outros textos. Difundida via WhatsApp e Facebook, a iniciativa envolveu outros grupos (os escoteiros, por exemplo) e suscitou também opiniões contrastantes que reforçaram nos jovens a determinação de “escrever, com a vida, aquelas frases.Hamm, Alemanha. Uma caminhada pela cidade, jovens católicos e evangélicos, juntos, passando diversos lugares de orações, entre os quais a mesquita e o templo hindu. Eslováquia. Uma cidade na fronteira foi a meta para adolescentes e jovens eslovacos e ucranianos, reunidos em diversas atividades, mas, especialmente para partilhar o sofrimento de um conflito que continua a espalhar morte e destruição. Hong Kong e Macau. O ponto de encontro foi um dos bairros mais comerciais e movimentado de Hong Kong, para sensibilizar os transeuntes da necessidade da paz e a sua absoluta prioridade. Belém, Terra Santa. Este ano o ponto de encontro, para manifestar a paz, dos jovens cristãos e muçulmanos de Jerusalém, Nazaré e Haifa foi em Belém, na Praça da Basílica da Natividade. Uma caminhada que os conduziu até o mosteiro salesiano no Vale de Cremisan, onde a luta não violenta da população local evitou a construção de uma parte do muro entre Israel e os Territórios Palestinos. Fonte: Releases

Centenário do nascimento de Frei Roger Schutz

Centenário do nascimento de Frei Roger Schutz

Chiara Lubich, Gabri Fallacara, Frère Roger Schutz (1978).

Chiara Lubich, Gabri Fallacara, Frei Roger Schutz (1978).

No dia 12 de maio comemora-se o centenário do nascimento de Frei Roger Schutz, fundador da Comunidade de Taizè. Quando você o conheceu? «Era o mês de agosto de 1974, em Taizé, na Borgonha (França), acontecia o Concílio dos Jovens; Chiara Lubich me havia convidado a participar, com alguns jovens franceses. Acolhendo os 40 mil jovens participantes havia muitos cartazes com a palavra “silêncio”, em várias línguas. Um modo simples, mas direto, para introduzir-nos num clima extraordinário de oração, um “espaço de criatividade”, como o chamava Frei Roger: nada de fumo ou álcool, mas oração e diálogo entre todos, liberdade e confiança. Havia católicos, protestantes, anglicanos, ortodoxos, judeus, agnósticos… uma composição que espelhava a dos irmãos que viviam com Frei Roger, ele mesmo da Igreja Reformada calvinista. Roger Schutz estava sempre presente. Com seu semblante doce, manso, que falava de Deus, cumprimentava cada pessoa. Ouvindo que tínhamos sido enviados por Chiara, pegando em minha mão, disse: “Estou feliz por vê-la aqui, diga a Chiara que a trago em meu coração”. Em outro momento nos disse: “Abracem Chiara por mim”. No documento final havia a força e o compromisso de todos em viver, sem titubeios, as bem-aventuranças, e ser “fermento de sociedades sem classes e sem privilégios”. Um impulso a viver o impensável, a viver a paz na concórdia». Era a primeira vez que o prior de Taizè conhecia alguém do Movimento dos Focolares? «Não, o seu encontro com o Movimento acontecera ainda nos anos 1950. Ele mesmo falou sobre isso no prefácio do livro “Méditations”, de Chiara, editado em Paris em 1966: “Há mais de dez anos recebi em Taizè alguns jovens, rapazes e moças. Eu os escutei com tranquilidade e quanto mais os escutava mais via neles a luz de Cristo. Quem eram aqueles jovens? Os focolarinos. Voltamos a nos ver depois, várias vezes, não só em Taizè, mas em Roma, Florença, Milão, e outros lugares, e foi sempre a mesma luz de Cristo. Um dia, quando estava em Roma, convidei Chiara Lubich, aquela que fundou esta família espiritual dos focolarinos. Um encontro memorável. Revi Chiara muitas vezes e a transparência dessa mulher é sempre uma página do Evangelho aberta. Não esqueço que Chiara foi escolhida entre os humildes, os trabalhadores, para confundir os fortes, os potentes desse mundo. Sei que através de mulheres como Chiara Deus doa-nos um incomparável instrumento de unidade, para nós cristãos separados há séculos por um longo divórcio”».
Chiara Lubich, Eli Folonari,

Chiara Lubich, Eli Folonari, Frei Roger Schutz

Um testemunho de estima e respeito recíprocos entre os dois movimentos e entre os dois fundadores… «Essas palavras do prefácio mostram a compreensão que Roger tinha de Chiara como instrumento de unidade, para aquela reconciliação entre os cristãos de diferentes igrejas que também ele tanto desejava. Chiara sempre teve uma grande estima por ele, apoiando a sua obra, inclusive concretamente. Por exemplo, por um ano pediu que um focolarino ajudasse na organização do grande Concílio. Mais tarde surgiu a colaboração para o projeto Juntos pela Europa, que Frei Roger considerava muito. A Comunidade de Taizè sempre esteve presente nas manifestações, e estará também na que está sendo preparada em Munique, para 2016. Pela primeira vez, movimentos de várias igrejas colocavam-se de acordo para crescerem juntos na vida do Evangelho. E já que cada um reúne tantas pessoas, esta novidade significou dar algo importante à história, que não passa despercebido». Você que o conheceu pessoalmente, o que nos diria de Frei Roger como figura ecumênica? «Com Frei Roger iniciou-se uma nova era. Rezava-se uns pelos outros, eram compartilhadas as dificuldades e as esperanças. Roger Schutz deixa-nos uma mensagem de certeza. Ele começou a sua obra acolhendo refugiados e sofredores, reunindo muitos jovens. Na sua longa vida – morreu com 90 anos, como sabe-se, uma morte especial – experimentou verdadeiramente o amor do Pai pela humanidade: foi uma transparência desse amor divino. Para ele a oração era uma chave que consentia, eu ousaria dizer, abrir o mistério de Deus, e Roger possuía o sentido divino da oração, fora do tempo. Ele acreditava na unidade entre os cristãos, acreditava absolutamente. Por isso reuniu as pessoas para fazer aquilo que era possível fazer logo: rezar. A unidade virá como um dom de Deus».

Jornada de amizade entre coptos e católicos

Jornada de amizade entre coptos e católicos

PapaFrancesco-PapaTwadrosII (2)10 de maio 2013. Papa Francisco e Papa Tawadros II encontram-se, no Vaticano, para comemorar o histórico encontro, realizado a 40 anos atrás, dos seus dois predecessores, Papa Paulo VI e Papa Shenouda III. Desde então foi iniciada uma declaração comum sobre a única fé professada por igrejas com tradições diferentes. “Tenho a convicção – havia afirmado Papa Francisco – que, com a orientação do Espírito Santo, a nossa perseverante oração, o nosso diálogo e a vontade de edificar, dia após dia, a comunhão no amor recíproco nos consentirão dar novos e importantes passos em direção à plena unidade.” “Eu creio na diversidade na unidade, havia afirmado Papa Tawadros II em uma entrevista. Se eu entrasse em um jardim no qual as flores são todas vermelhas e da mesma dimensão, seria tedioso. Se entro, ao contrário, em um jardim e vejo uma rosa vermelha, outra amarela e, uma terceira, branca e, vejo também, árvores de diferentes alturas, esta diversidade expressa beleza e, também, força. Enquanto estou aqui, com vocês, sou rico dos meus irmãos em Cristo.” “São palavras de quem tem a coragem de amar os irmãos – comenta Sherin, focolarina copta – e de diminuir a distância e o tempo para uma nova compreensão e partilha, depois de anos de distanciamento, permitindo às duas Igrejas de empreender um caminho de paz e de fraternidade. Não será possível cancelar estas palavras da memória nem da história do ecumenismo até que a Igreja, um dia, celebrará a plena unidade dos seus filhos.” Em maio de 2013 houve a primeira viagem de Papa Tawadros II depois da sua eleição, que quis fazê-la para visitar o sucessor de São Pedro, Papa Francisco. Foi a segunda visita histórica do Papa dos Coptos ao Papa de Roma, diminuindo sempre mais a distância entre as duas Igrejas. ChiesaCopta (4)“Permanece vivo na minha mente o encontro destes dois grandes homens de Deus, guiados pelo Espírito Santo, na condução dos próprios rebanhos em direção à única Igreja, que existirá no tempo estabelecido por Deus. A recordação do abraço fraterno e do amor recíproco visível entre eles me causa uma alegria imensa. Festejo, com os fiéis das duas Igrejas, esta ocasião e, com entusiasmo, olho para o futuro próximo e tenho confiança nos passos que nos aproximarão sempre mais, é uma grande alegria para toda a Igreja. Isto me encoraja a viver mais profundamente pela unidade, perspectiva que me fascinou há muitos anos, quando eu conheci o Movimento dos Focolares, no qual eu encontrei a “pérola preciosa” do Evangelho, pela qual se vende tudo. No focolare, partilho esta vida com irmãs de várias Igrejas, e eu experimento a alegria do Ressuscitado, sinal daquilo que será a Igreja na unidade plena. Na vida cotidiana nós rezamos, trabalhamos e, também partilhamos momentos de sofrimentos – como disse Papa Francisco falando sobre o ecumenismo do sofrimento – que nos faz crescer no amor e no respeito recíproco, acreditando que Jesus na cruz superou toda divisão e preencheu todo vazio. Sou feliz ao partilhar esta experiência com muitos outros no mundo, que rezam e vivem para que esta unidade seja experimentada e vivida por todos.” Sherin, Focolare de Sohag (Egito)

Mil e quatrocentos jovens no Meeting de Loppiano

Mil e quatrocentos jovens no Meeting de Loppiano

20150509Loppiano3«Nestas horas em que, literalmente, somos bombardeados por violência e guerras, em meio a tanta indiferença, com toda força nós queremos testemunhar que existe um outro mundo, porque existe!». Este foi o começo. Do palco do Auditório de Loppiano, Nino, Nahomi, Luigi e Anna conduziram, com ardor e profundidade, duas horas de diálogo com os 1400 jovens participantes. A 42ª edição do Meeting dos jovens italianos do Movimento dos Focolares realizou-se, como todos os anos,  no dia 1º de maio, na Mariápolis permanente de Loppiano (Florença – Itália) e teve como título “SAIR, olhar ao redor, optar, ser”. Foram muitas as propostas dos Jovens por um Mundo Unido como apoio a uma cultura da fraternidade, como método para sair da inércia pessoal e social e comprometer-se na mudança do mundo. Com a Exposição dos “Fragmentos de Fraternidade” eles colocaram à mostra a solidariedade e a participação social, por meio de uma rede de organizações dirigidas pelos jovens. «Meu nome é Kareem, sou palestino, tenho 23 anos e sou formado em administração. Depois da queda do governo de Arafat, começaram as dificuldades para nós cristãos na Faixa de Gaza. Naquela época éramos cerca de 2000, em um milhão e meio de habitantes. Depois diminuímos muito. Foram bombardeadas até duas igrejas». 20150509Loppiano4Foi um dos fortes depoimentos do dia 1º de maio. «A guerra começou em 2008 – continuou Kareem -. Um dia uma bomba caiu muito perto de mim, tanto que fui jogado no chão, devido à explosão. Muita destruição, pessoas mortas! Primeiro tentei ir até meu pai, no prédio da ONU, porque me parecia o lugar mais seguro, mas não foi possível. Só cheguei em casa depois de quatro horas, tendo que passar até por cima dos corpos dos mortos. Minha mãe estava chorando, porque não tinha notícias minhas. Vivemos 28 dias nesta tensão constante. Depois conseguimos deixar a Faixa de Gaza e ir para a Jordânia. Com as pessoas dos Focolares, experimentando uma vida fraterna, aos poucos superei o grande trauma e voltei a acreditar que com o amor podemos construir um mundo de paz. Estou há sete meses em Loppiano. Viver com jovens de culturas e religiões diferentes é uma experiência nova para mim, porque em Gaza não tínhamos contatos externos. Procurando abrir-me, aceitar os outros, agora eu me sinto em casa, encontrei o tesouro que estava buscando». «Depois do terremoto do Haiti, em 2010, que causou a morte de mais de 220 mil pessoas, milhares de haitianos emigraram para o Brasil». João, de Florianópolis, no sul do país, revela uma realidade social: «Muitos deles são formados, mas não falando bem o português só encontram trabalho como pedreiros e com frequência são mal pagos e tratados com desprezo. Nós nos perguntamos o que podíamos fazer. Para ter um primeiro contato, juntamos roupas e alimentos. Não sabíamos como nos movimentar: eles só falavam francês e o dialeto “criolo”, e nós não conhecíamos a cultura deles. Mas a vontade de colocar em prática a passagem do Evangelho “eu era estrangeiro e vós me acolhestes”, nos fez ultrapassar qualquer obstáculo. Aos poucos nos conhecemos e entendemos quais eram as principais dificuldades deles, a primeira era a língua. Começamos a dar aulas de português, com slides, vídeos, música. Depois os ajudamos na obtenção dos documentos e nas inscrições nos cursos técnicos gratuitos, oferecidos pelo governo, para que possam conseguir um trabalho, uma vida melhor. Organizamos noites culturais, com dança, cantos e comidas típicas da terra deles, fomos à praia e jogamos futebol juntos. Agora queremos criar uma associação para desfrutar da melhor forma as possibilidades que as instituições oferecem, a fim de favorecer a inserção deles, seja social seja cultural. Nem tudo está resolvido e precisamos ainda trabalhar muito, mas acreditamos que uma semente de fraternidade foi plantada». 20150509Loppiano2Esta é apenas uma fatia do Meeting 2015, rico de testemunhos e de muitas propostas concretas para responder às necessidades urgentes de muitas pessoas. Enquanto isso, uma rede de jovens, de associações e organizações já está atuando na Itália, há muitos anos, agindo em vários níveis do tecido social, naquelas que o Papa Francisco chama de periferias existenciais: «Queremos trazer para a luz este campo de solidariedade que existe e está construindo um presente e um futuro de paz, mas não é suficientemente conhecido», explicaram os jovens dos Focolares.

Sensibilização sanitária? Podemos tentar.

Sensibilização sanitária? Podemos tentar.

Sensibilisation dans une salle paroissialeBobo Dioulasso é a segunda cidade do Burkina Fasso, a mais próxima de Bamako, a capital do Mali, onde foram registrados alguns casos de Ebola. Entre as duas cidades existe um grande intercâmbio social e econômico, com uma circulação constante de pessoas e mercadorias. «Era preciso agir urgentemente para reduzir ao máximo o risco que o vírus atingisse também o Burkina Fasso – escreve a equipe de sensibilização contra a doença do vírus Ebola, do Movimento dos Focolares em Bobo Dioulasso. Na prática precisava ilustrar as medidas de prevenção ao maior número possível de pessoas, mas a situação política do país é tal que nem sempre é possível uma intervenção do governo». «Foi então que decidimos fazer algo nós mesmos. Félicité é uma voluntária, médica epidemiologista na OOAS (Organização de Saúde para o Oeste da África). A sua função é justamente a de formar pessoal sanitário para a luta contra as epidemias, tendo, ela mesma, trabalhado em países como Guiné, Libéria e Serra Leoa. Félicité colocou-se imediatamente à disposição». «A primeira coisa a fazer era avisar o bispo, que naquele momento, porém, estava ausente. Fomos então falar com o vigário geral, o padre Sylvestre, que nos garantiu o total apoio da diocese, incitando o clero e os fieis a informarem-se sobre as medidas a serem tomadas. Carlo, um focolarino médico do dispensário da Mariápolis Victoria (em Man, na Costa do Marfim), enviou-nos material audiovisual, que multiplicamos para os vários grupos de jovens e adultos que iriam divulgar a sensibilização. Enviamos esse material também para um sacerdote e um professor de duas cidades, Dedougou e Toussiana, interessados na nossa ação. Félicité assumiu a formação dos grupos, ajudada por 15 estudantes de países do oeste da África, enviados pela OOAS, alguns deles muçulmanos». A campanha começou em novembro de 2014, inicialmente nos encontros do Movimento dos Focolares, para depois alargar-se a vários bairros, paróquias e também num grande encontro para jovens, organizado pela diocese de Bobo Dioulasso. Aos domingos íamos falar nas igrejas. Estivemos numa estação privada de rádio, na rádio diocesana e na nacional, utilizando as três línguas faladas aqui: francês, dioula e moré». Sensibilisation à la radio national du Burkina«Esta campanha foi uma ocasião para conhecer muitas pessoas. Quando Jean-Bernard explicou a seus vizinhos o que pretendia fazer no bairro, cada um quis dar alguma coisa: os amplificadores, o transporte do material, alguém convidou um cantor para a animação e outro forneceu água. Na apresentação havia cerca de 200 pessoas. A voz se espalhou nos bairros vizinhos e Jean-Bernard precisou repetir a apresentação outras vezes. Numa delas, uma enfermeira profissional ofereceu-se para responder as perguntas; em outra veio um especialista nas línguas locais, ótimo tradutor. Os funcionários da prefeitura, que haviam dado a licença para a manifestação, ficaram muito reconhecidos». «Durante este período soubemos que a doença havia sido debelada no Mali. O risco no Burkina Fasso tinha diminuído consideravelmente. O importante agora é continuar a respeitar as medidas de prevenção. Foi uma grande oportunidade para aprender a trabalhar juntos pelo nosso povo. Agora devemos prosseguir».