24 Mar 2015 | Focolare Worldwide

O Centro Evangélico de Formação”Haus Schoenblick” (Schwaebisch Gmuend)
Cento e cinquenta responsáveis de movimentos evangélicos e Igrejas livres, no variado contexto do mundo evangélico, e alguns representantes de movimentos católicos fizeram a eles mesmos uma pergunta: como permanecer fiéis ao próprio carisma nos momentos de grandes mudanças?
É a situação na qual se encontram diversos movimentos que surgiram no século passado para responder a um ou outro dos desafios do ideal cristão e, atualmente, sempre fiéis à fonte da qual tiveram origem, estão em busca de novas respostas, aptas ao tempo que vivemos.
Ao encontro marcado para este ano, no “Simpósio dos Responsáveis”, Gerhard Pross, moderador e um dos nomes mais conhecidos no âmbito de “Juntos pela Europa” (organização que reúne movimentos cristãos que trabalham juntos pelo continente europeu), quis, insistentemente, que participasse também Maria Voce, presidente dos Focolares e a primeira a suceder Chiara Lubich na direção do Movimento, após a sua morte, em 2008.
A reflexão de Maria Voce ajudou a compreender a diferença entre a fase de fundação, o “período carismático”, “repleto de surpresas, novo, dinâmico, luminoso”, e a fase da maturidade, o “período da fidelidade criativa” de um movimento, no qual “fazer crescer, desenvolver, multiplicar” o que foi intuído e dado vida pela fundadora/fundador, com originalidade.
Continuou narrando o compromisso dos Focolares em viver um protagonismo difundido, por meio daqueles que vivem a sua espiritualidade e partilham os seus objetivos e, especialmente, “sair” sempre mais ao largo “nos vários âmbitos da vida e da sociedade”, sem limitar-se a viver e a testemunhar a unidade no próprio ambiente interno, mas, levando o espírito e a experiência de unidade em todo o mundo, “para que todos sejam um” (Jo, 17,21), o fim específico dos Focolares. “Não podemos, portanto, pensar em nós – afirmou Maria Voce – devemos “sair”, doar-nos para sermos nós mesmos.” Fundamental para vencermos nós mesmos é a escolha de Jesus que, no seu abandono, vai além de si mesmo para recompor a unidade entre os homens e com Deus, um dos pontos basilares da espiritualidade da unidade.
Os participantes eram evangélicos, pentecostais e carismáticos e, de maneiras diferentes, todos eles comprometidos com obras sociais, ações de evangelização, de formação e de empenho político. O “Simpósio dos responsáveis” já acontece desde 1974, muito antes da festa de Pentecoste de 1998 quando, na Igreja Católica, João Paulo II encorajou a comunhão entre os movimentos. E, sendo assim, já existe uma experiência de partilha que prossegue há muitos anos.
Um acontecimento importante do qual todos os participantes se lembram bem: no ano 2000, em Rothenburg, com Chiara Lubich foi dado um passo em frente rumo à reconciliação. Depositadas as incompreensões e os dissabores, tudo foi cancelado no “momento sagrado do perdão recíproco”, assim expressou-se Maria Voce, “experiência fundamental para a comunhão entre movimentos e comunidades de Igrejas diferentes, da qual posteriormente teve origem ‘Juntos pela Europa’.”
Uma etapa comum à qual se mira atualmente é o evento “Munique 2016”, quando a organização “Juntos pela Europa” promoverá um congresso e uma manifestação pública que, por sua vez, será uma etapa rumo à comemoração dos 500 anos da Reforma de Lutero, como demonstração de um sinal profético da Europa reconciliada e unida.
De volta da Alemanha, no dia 4 de março, Maria Voce foi a uma audiência com o papa Francisco, junto aos Bispos Amigos dos Focolares, e lhe transmitiu o cumprimento dos 150 representantes de movimentos evangélicos e a esperança deles no comum comprometimento pela unidade. “Muito bem”, afirmou papa Francisco ao agradecer. “Muito importante o trabalho ecumênico que vocês levam adiante.”
21 Mar 2015 | Focolare Worldwide
Sábado, 14 de março. O Salão de Atos na grande área verde do Parque Barigui, em Curitiba estava lotado por deputados federais, estaduais, vereadores, prefeitos, funcionários públicos integrantes de diferentes partidos, jovens e acadêmicos que chegaram da Amazônia, do Nordeste, de Brasília e de outras cidades de todo o Brasil.
Ecoaram palavras insólitas: a política foi apresentada como “«amor dos amores», que confere aos administradores fazer projetos capazes de responder às exigências da comunidade, a quem serve, e aos cidadãos, de realizar as próprias aspirações individuais”. Foi lembrado que “de fato, é o poder que confere a força, mas é o amor que dá autoridade”. Ressoou várias vezes a palavra “fraternidade” não só como princípio moral, ético da política, mas como “a sua substância”. São estes também os pontos centrais da mensagem da Presidente dos Focolares, Maria Voce, ao citar Chiara Lubich.
Essa visão de política, proposta pela própria Fundadora do Movimento dos Focolares alguns anos atrás, nas sedes parlamentares de vários países, hoje ecoou como luz no túnel escuro da crise que o Brasil está atravessando. Despertou nova esperança, sendo muitos os testemunhos da viabilidade deste árduo programa não só no Brasil, mas também em outros países. Um panorama inovador, apresentado no vídeo-documentário, no inicio do evento promovido pelo Movimento Político pela Unidade (MPPU) do Brasil, expressão na política dos Focolares, no 7º ano do falecimento de Chiara Lubich.
O encontro de Curitiba aconteceu entre duas manifestações populares contrárias. Muitas das falas focaram a crise política, econômica e ética que o Brasil está enfrentando, ressaltaram a gravidade da crescente falta de confiança nas instituições. “Nós estamos aqui como mediadores, chamados a transformar essa situação através do dialogo e da fraternidade” destacou Sergio Previdi, Presidente Nacional do MPPU.
“Esse é um forte desafio” – afirmou o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet. “A democracia –
lembrou – não é só um fato técnico, precisa de uma alma. Devemos repensar a política para poder reumanizá-la”. E citou a inovadora cultura política expressa por Chiara, na qual inspira-se o programa da cidade de Curitiba para os anos de 2010-2030, para fazer dela “cidade inovadora global”, já conhecida como modelo de planejamento urbano sustentável, e como “cidade da fraternidade”.
Muitos foram os relatos de deputados e vereadores, secretários municipais, de diferentes partidos, que já atuam, não sem esforço e sofrimento, essa nova cultura política ‘contracorrente’. Eles testemunharam como o MPPU é o lugar onde “encontrar nova força, novo empenho”.
Fraternidade significa “atuar uma estratégia de unidade: significa não ter ódio do adversário e querer destruí-lo, mas procurar o diálogo entre maioria e oposição, entre instituições e sociedade”, significa concentração rumo ao bem comum”, afirmou o prefeito de Sorocaba (SP), Antônio Carlos Pannunzio.
Julio Carneiro, da Comissão nacional do MPPU, citou as Mariápolis permanentes fundadas por Chiara Lubich (hoje mais de 20, no mundo inteiro), como pequenos modelos de cidades, para testemunhar a incidência da fraternidade na convivência civil.
“Uma nova cultura política requer homens novos”, disse o prof. Marconi Aurélio Silva. Ele evidenciou a urgência da formação dos jovens à cidadania baseada sobre a fraternidade “sendo nós seres relacionais e não indivíduos isolados”. E mostrou os frutos da Escola Civitas em ato em muitos estados do Brasil e do mundo.
Para saber mais: www.mppu.org.br – www.focolares.org.br
20 Mar 2015 | Focolare Worldwide
19 Mar 2015 | Focolare Worldwide
De Ulan Bator, capital da Mongólia, até Daejeon, na Coreia do Sul, são mais de 10 horas de avião; mesmo assim estas duas cidades fazem parte da mesma diocese. Com exceção da capital, a densidade demográfica na Mongólia é de 2 habitantes por km²; os cristãos são 2% numa terra com uma tradição budista milenar (53%) e uma grande difusão do ateísmo (29%).
A igreja local, buscando uma maneira para cuidar destes poucos cristãos, pediu a ajuda das Famílias Novas do Movimento dos Focolares, encontrando a disponibilidade de algumas famílias coreanas que, juntamente com o anúncio do Evangelho, levam também o testemunho da espiritualidade da unidade vivida na família. Nas paróquias de Ulan Bator existe um centro social que recebe crianças e adolescentes para aulas de reforço, uma fazenda comunitária e uma clínica de atendimento gratuito. É neste ambiente que se desenvolve, prevalentemente, a “missão” dos Focolares. Vejamos em que consiste.
Periodicamente, dois ou três casais vão da Coreia à Mongólia para visitar as paróquias e encontrar as famílias. Os assuntos tratados são principalmente relativos à família, com uma referência ao Evangelho aplicado à vida cotidiana, o que, também aqui, torna-se fonte de mudança para a vida do casal e da família. Algumas vezes reúnem-se também com os jovens.
«Uma vez levamos remédios», conta Cedam. «Não se pode descrever a alegria da freira quando lhe entregamos o pacote: eram exatamente aqueles que ela precisava e que tinham terminado. Na Mongólia durante quase a metade do ano é inverno. Durante meses a temperatura chega a 40 graus negativos, e por isso é compreensível a dificuldade de sair de casa para procurar o necessário, isso quando se possuem os meios para tanto. Quando aproxima-se a data da partida para a Mongólia, as outras famílias da Coreia fazem o que podem para juntar coisas úteis para serem levadas. Uma vez tínhamos pensado em levar bolas de futebol e de basquete para que os jovens pudessem jogar nas grandes áreas abertas, mas era preciso comprá-las e depois havia a dificuldade do espaço no avião… Uma família tinha colocado um cofrinho na sua loja, justamente para recolher algo para as famílias da Mongólia, e assim, além das bolas, pudemos comprar também uma bomba para enchê-las».
«O bispo é o nosso motorista – prossegue André -, recebe-nos no arcebispado, acompanha-nos até as paróquias e nos encoraja a distribuir abundantemente as nossas experiências como família cristã. E vemos que as famílias tem mesmo sede disso. Quando retornamos, na próxima vez, eles nos recebem com um afeto cada vez maior e também querem contar como viveram o Evangelho. Numa homilia, estavam presentes irmãs de várias congregações, o bispo disse que nós também somos convidados por Deus, como missionários, e chamando-nos pelo nome dirigiu-se a nós dizendo: “meus irmãos”. Cada vez que saímos da Mongólia sentimos que deixamos lá os nossos corações. Porque com eles repete-se sempre a experiência das primeiras comunidades cristãs».
18 Mar 2015 | Focolare Worldwide, Senza categoria

Lara Abou Moussa e George Zahm
“Somos dois jovens libaneses e agradecemos a oportunidade que nos foi dada de falar diante desta assembléia muito qualificada, chamada a acolher os anseios e as demandas do povo para transformá-los em leis e serviço ao homem”. Assim começa o pronunciamento de Lara Abou Moussa e George Zahm, que estavam entre os 400 jovens presentes no dia 12 de março na Câmara dos Deputados italiana, para homenagear Chiara Lubich. Lara tem 25 anos, é formada em bioquímica e trabalha em uma empresa de controle de alimentos; George, 22, é estudante de marketing e publicidade. “Como já se sabe o Oriente Médio vive uma das páginas mais sangrentas da história da humanidade. Diante de tanto horror, o exemplo extraordinário de pessoas condenadas à morte que recusam renegar a própria religião, que rezam pelos seus perseguidores e que, ainda vivos, perdoam os massacres – como aconteceu aos 21 coptos, mortos na Líbia, no mês de fevereiro passado -, nos interpela profundamente, tanto cristãos quanto muçulmanos que vivem naqueles países, e nos recordam a grandeza do amor, do perdão, que um dia transformarão o cenário mundial. Muitos exemplos da Síria nos reconfirmaram que o amor vence tudo também onde isto parece impossível. É o caso de uma família síria que perdeu dois filhos, de três e nove anos. Eles brincavam no terraço quando um míssil os atingiu, exatamente no momento em que se sentiam felizes de poder, finalmente, brincar fora de casa, aproveitando de um assim chamado “cessar fogo”. Diante do drama e do sofrimento dos pais, o amor vivido na comunidade dos Focolares e a partilha cotidiana deste sofrimento, tenta sanar esta profunda ferida e voltar a dar sentido à existência deles. Outro fato dramático aconteceu a uma família que esperava um filho. O pai e o seu irmão se ofereceram voluntariamente para ajudar na segurança do bairro onde moravam. Os grupos armados, incomodados com a presença deles os raptaram e, depois de dois meses, entregaram às respectivas famílias os corpos esquartejados. Mais uma vez o amor da comunidade cristã ao redor destas famílias procura oferecer um pouco de consolação. Estas mesmas pessoas afirmam que a força do amor as ajuda a aceitar este sofrimento trágico e a superar, aos poucos, os próprios dramas. Um dos nossos amigos, que queria ir nos encontrar, foi barrado na fronteira e, por engano, terminou na escuridão do cárcere. Tendo como única arma a oração e a confiança em Deus, decidiu deixar de lado o seu sofrimento e oferecer aos outros prisioneiros um sorriso, a atitude de escuta, um conselho e, também, os poucos alimentos que possuía. Ele queria testemunhar o amor de Deus naquele ambiente tão sombrio. Diante da sua atitude surpreendente os outros prisioneiros começaram, aos poucos, a ter a mesma disposição de ajuda recíproca. Alguns dias depois ele foi libertado. Em lugares diferentes, especialmente na Jordânia, não se hesita em acolher as famílias iraquianas refugiadas, reconhecidas como irmãos e irmãs, inclusive nas próprias casas e com os poucos meios à disposição. Partilhamos com eles a fome, a vergonha, a humilhação, a perda de pessoas queridas, e nos enriquecemos com os tesouros escondidos no sofrimento. Interpelam-nos as palavras de Jesus, muito claras no Evangelho: “(…) Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.” Com muitos amigos, nós experimentamos e acreditamos firmemente que a violência não terá a última palavra. Se for capaz de destruir, não poderá jamais exterminar o homem e a força do amor que existe nele. Diante do ódio, como afirma Chiara Lubich, um gesto de amor é capaz de deter a mão de um terrorista.
17 Mar 2015 | Focolare Worldwide
Seis semanas de preparação, 34 atores protagonistas e 250 expectadores. Foram recolhidas 36.000 rúpias, o equivalente a cerca de 500 euros; nada mal se se pensa que esta cifra consentirá que dez adolescentes daquela cidade participem do programa de cinco dias, em Mumbai.
O Movimento dos Focolares está presente na Índia desde 1980. Atualmente existem centros em Mumbai, Bangalore, Goa e Nova Déli que promovem várias atividades: Mariápolis e encontros mensais para adultos, famílias e jovens. Em diversas cidades como Vasai, Pune, Panjim, Margao, Vasco e Trichy, existem grupos ativos de pessoas que aderem à espiritualidade do Focolare.
Neste ano eles têm uma grande meta: a Semana Mundo Unido (SMU), atividade anual dos Jovens por um Mundo Unido, cujo objetivo é dar visibilidade aos muitos passos dados no caminho em direção à fraternidade, em várias partes do mundo.
A SMU 2015 passa pela na Índia. Assim como aconteceu na África, ano passado, com o concerto “Ubuntu”, desta vez é o país-continente berço de uma enorme variedade étnica e religiosa a sediar o evento principal da SMU, em Mumbai, de 27 a 1° de maio, e a conclusão em Coimbatore, no Tamil Nadu (sul da Índia), no dia 4 de maio.
Já em 2009 Coimbatore havia sediado o “Supercongresso Gen 3”, com adolescentes do mundo inteiro e com a colaboração do movimento gandhista Shanti Ashram.
Pode-se imaginar o volume de trabalho para a preparação de todos os detalhes. Por isso a inteira comunidade local dos Focolares decidiu arregaçar as mangas e apoiar os jovens nesta iniciativa.
Uma primeira realização foi exatamente o musical “O riacho na floresta”, realizado no dia 22 de fevereiro passado. Uma história inspirada na mensagem de unidade que os Gen 4 (as crianças do Movimento dos Focolares) transmitem também nas suas músicas. Muitas horas de ensaio, com o entusiasmo e o compromisso das crianças, e com alguns inconvenientes: um dia antes da apresentação dois deles adoeceram, tiveram febre alta e os autores tiveram que modificar o roteiro!
“Os meus filhos estão super felizes! – disse uma senhora – Fizeram novas amizades e disseram que já sentem saudade dos ensaios. Eles dizem que sentem mais falta dos ensaios que dos amigos da escola, porque lá havia uma alegria diferente daquela quando encontram os colegas”.
“Mesmo se as crianças têm talentos para cantar e dançar – diz outra senhora – é maravilhoso ver esses talentos usados para uma coisa tão bonita, que possui valores”.
भारत की ओर से आप सभी को बधाई (Bharat ki ora se aap sabhi ko badhai).
Da Índia, uma grande saudação a todos!