16 Jan 2015 | Focolare Worldwide
Vaticano, 10 de janeiro de 2015
Gentilíssima Senhora,
Por ocasião do Santo Natal e pelo Ano Novo, também em nome de seu Movimento, a Senhora enviou ao Sumo Pontífice fervorosas expressões de augúrio, corroboradas pela oração e acompanhadas pelo delicado dom de um presépio filipino e de alguns produtos típicos para a sua mesa.
Sua Santidade deseja manifestar vivo reconhecimento pelo atencioso testemunho de afeto e auspicia que o nascimento de Jesus Cristo, entrado na história para doar-nos a luz, a graça, a misericórdia e a ternura do Pai, ajude a redescobrir a verdadeira alegria do Natal.
Com estes votos o Santo Padre, enquanto invoca sobre a sua pessoa e sobre quantos estão unidos à cordial dádiva a celeste intercessão da Imaculada Mãe do Salvador, com prazer envia a Benção Apostólica.
Com sentimentos de distinto apreço,
Angelo Becciu
Substituto

16 Jan 2015 | Focolare Worldwide
A Europa continua a lutar com uma incerteza econômica que coloca graves desafios às empresas, aos responsáveis das políticas econômicas e aos cidadãos. Cristãos provenientes de vários âmbitos da economia e do mundo empresarial se reunirão em Loppiano (Florença, Itália), de 6 a 8 de março, para compartilhar experiências e pontos de vista, para dar a contribuição de uma voz profética de esperança. «Até agora, na Europa, falou somente a voz das instituições – afirma o Prof. Luigino Buni -. O nosso sonho é que nos ministérios da economia existam franciscanos, focolarinos, pessoas que optaram pelos últimos… É preciso uma voz da gratuidade. Nos últimos decênios essas vozes foram completamente caladas. Uma economia sem alma, sem carismas capazes de incluir também os pobres, não tem futuro. O que os movimentos cristãos têm a dizer, hoje, no contexto econômico? Iniciamos o caminho de Juntos pela Europa com Chiara Lubich, no início do milênio. Após 15 anos trabalhando juntos no plano da consciência, parece-nos que este caminho está se tornando um “estar juntos por” uma economia diferente, uma política diferente. Chegou o momento de dizer alguma coisa». A iniciativa do encontro nasceu em novembro de 2012, em Mônaco da Baviera (Alemanha), durante o encontro dos “Amigos de Juntos pela Europa”. Naquela ocasião, especialistas no campo econômico de alguns movimentos e comunidades, de diversos países e igrejas, colocaram-se de acordo para criar uma ocasião de aprofundamento comum, com a intenção de dar uma contribuição específica no campo econômico, a partir dos carismas. O programa prevê um espaço para aprofundar os “sinais dos tempos” que vivemos, com a troca das próprias experiências, e um espaço para a reflexão sobre os “sinais de esperança”, com uma mesa-redonda sobre a economia e a cultura da partilha. Está prevista ainda uma tentativa de «trabalho com as mãos, não somente com a cabeça», na “Fazenda Loppiano Prima”; e um workshop artístico com o grupo musical Gen Verde. “Juntos rumo a uma economia do bem comum” é o título escolhido, e o encontro será articulado em três grupos de trabalho: pobreza, empresas e instituições. Haverá também uma exposição com as realizações de cada comunidade. «Não apenas bancos, mercados e finanças – continua Bruni – mas contribuição de baixo, da solidariedade, para dar voz a todos, aos pobres, aos excluídos. Procuramos caminhar juntos, com alguns movimentos católicos e evangélicos (João XXIII, Schönstatt, Focolares, ACM e Vineyard), como um comitê preparatório, com a especificidade de escutar a voz dos carismas com relação à crise econômica que a Europa vive». A ideia é abrir uma perspectiva sobre a Europa a partir da economia como reciprocidade e como dádiva, e não só como interesse e lucro. A economia que nasce das cooperativas, do campo social e civil. «A Europa econômica – explica o Prof. Bruni – foi feita também pelos carismas de Bento, de Domingos, de Francisco (pensamos na instituição dos Montes de Piedade), para não falar dos carismas sociais que inventaram as escolas, os hospitais, paralelamente ao mundo do comércio que decolava com as empresas e os mercadores. A nova Europa que nascerá dessa crise, para que seja uma boa Europa, ainda hoje necessita da contribuição dos carismas, carismas modernos, que falam a linguagem da economia; existe a vida dos movimentos cristãos europeus que tem algo a dizer, diferente do que diz o Banco central europeu. Começaremos humildemente, mas o nosso objetivo é ir a Bruxelas para nos dirigirmos às instituições com uma contribuição específica».
15 Jan 2015 | Focolare Worldwide
«Em Taiwan a epidemia de ebola não fez notícia, exceto quando parecia que o perigo poderia se estender além das fronteiras africanas. Para a maior parte do povo é um problema distante, que não tem nada a ver com eles. Mas nós, Jovens por um Mundo Unido – seja os de Taiwan seja alguns estudantes de outros países que vieram estudar chinês – sentíamos diversamente, porque cada um de nós, neste mundo, faz parte da mesma família humana.
Graças a um amigo que morou na Serra Leoa pudemos entrar em contato com John, um JMU justamente da Serra Leoa. Ele nos contou sobre a situação terrível que vivem com a falta de comida, a alta dos preços, as muitas pessoas que perderam a vida, e um governo que não tem os recursos suficientes para ajudar, mas falou também dos esforços que ele e outros fazem para ajudar as pessoas em necessidade.
Foi assim que decidimos entrar em ação e organizamos uma venda de doces. Mesmo se era algo pequeno sentíamo-nos felizes porque finalmente não estávamos mais passivos diante de um sofrimento tão grande. O tempo que passamos juntos, cozinhando, ajudou a reforçar a nossa amizade e nos deu um impulso renovado para promover a paz e a unidade na nossa vida cotidiana. Houve também momentos de dúvida se teríamos conseguido vender os doces que estávamos fazendo, mas decidimos ir em frente, com a confiança de que se tivéssemos feito tudo por amor aos outros com certeza iria dar certo.
O dia da venda foi fantástico! Vendemos tudo e algumas pessoas deixaram dinheiro a mais, assim ganhamos muito mais do previsto. E o mais importante, muitas pessoas se conscientizaram do terrível sofrimento causado pelo ebola e viram como os Jovens por um Mundo Unido procuram viver por toda a família humana.
Três rapazes africanos, que passaram por acaso, agradeceram pelo que estávamos fazendo “pela nossa África”, como disseram. Um de nós respondeu: “Não a África de vocês, mas a nossa África”, e assim resumiu o espírito de toda a iniciativa.
Duas impressões dos nossos amigos: «Quando escutei sobre a epidemia de ebola – disse Chung Hao – não sabia como ajudá-los, e este evento de solidariedade, mesmo se é uma pequena contribuição, fez-me sentir que quando os jovens estão unidos são realmente uma potência, não somente na ajuda concreta». E Xin Ci: «A venda dos doces foi uma ocasião importante para contribuir com as pessoas que estão sofrendo pelo ebola. Quando vi as mesas cobertas de doces saborosos fiquei comovido pensando no esforço das pessoas que haviam ajudado a fazê-los. Sempre desejei fazer alguma coisa por este mundo, e estes pequenos gestos, feitos com o amor infinito de cada um, podem ser contados em todas as partes do mundo».
«A experiência depois continuou – continua Brian, de Taiwan – com uma segunda venda, que envolveu os estudantes da Fu Jen University. Além da importância da sua motivação, estas ações renovaram as nossas energias e nos deram um forte senso do que significa construir um mundo unido».
13 Jan 2015 | Focolare Worldwide
Quem é um cardeal? O que faz? São as perguntas do povo em geral, na grande maioria budista, diante da notícia da nomeação a cardeal do Arcebispo de Bangkok, D. Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij. É o segundo cardeal tailandês, depois de Michael Michai Kitbunchu, há mais de 30 anos, no remoto 1983. E ainda da Ásia, do próximo consistório no dia 14 de fevereiro, sairão outros dois novos cardeais: D. Charles Bo, de Myanmar, e D. Pierre Nguyen Van Nhon, do Vietnam. Para responder ao interesse suscitado pela nomeação, a Igreja local promoveu uma conferência de imprensa que reuniu cerca de 30 jornalistas e profissionais da comunicação tailandeses, inclusive algumas agências que trabalham em nível asiático. “A sua nomeação reflete o desejo da Igreja católica de uma maior difusão do cristianismo na Tailândia?” foi uma das perguntas dirigidas ao novo cardeal. A questão tem raízes remotas: há muitos anos, circulava a voz, difundida por um grupo de fundamentalistas budistas, da existência de um ‘complô’ Vaticano para minar o budismo tailandês. Atualmente, ninguém mais acredita nisso. O povo tailandês é conhecido tanto pela sua tolerância quanto pelo seu acolhimento. O cristianismo não encontra nenhum obstáculo, mesmo se os cristãos no seu conjunto constituem menos de 1% da população. D. Kriengsak, de Bangkok, considera que, com estas nomeações, Papa Francisco queira sublinhar a universalidade da Igreja. E, respondendo às inúmeras perguntas dos jornalistas budistas, conta com simplicidade que Deus é Amor, que se fez homem em Jesus, o qual trouxe a vida da Trindade na terra – o amor recíproco que nos torna irmãos e irmãs uns dos outros. Recorda que existem valores comuns entre as religiões, como a chamada “regra de ouro” (Não fazer aos outros aquilo que não gostarias que fizessem a ti”). E prossegue dizendo que a Igreja católica promove o diálogo em todos os âmbitos e, na Tailândia, de modo particular, o diálogo inter-religioso. Quem conhece o novo cardeal de perto sabe que ele mantém relacionamentos de profunda amizade com um grande número de monges e leigos budistas, e que é aberto para com os seguidores de qualquer crença. Impressionou-nos ter recebido uma cópia de um jornal tailandês com a foto e a notícia da nomeação de D. Kriengsak na primeira página, precisamente de um conhecido abade de um templo budista localizado na periferia de Bangkok! “Trabalhamos juntos – diz D. Kriengsak – pelo bem da sociedade, pela paz no mundo e a unidade da humanidade”. Convida a todos, independente da fé que professam, a rezarem todos os dias pela paz, fazendo um momento de silêncio interior às 6 da tarde.
À pergunta sobre a educação, âmbito em que a Igreja tailandesa goza de boa reputação, sustenta que deve ser acessível a todos, de todas as classes sociais. Enfatiza o apelo do Papa Francisco de “sair para as periferias”, citando as inúmeras obras de caridade que a Igreja faz, salientando as várias iniciativas para enfrentar um fenômeno recente: o afluxo de muitos refugiados que encontram abrigo na Tailândia. Sobre os desafios da Igreja: “Secularismo, que é um desafio para todas as religiões. Também por isso, as religiões devem colaborar para dar uma alma (valores positivos) à sociedade”. “A Igreja no nosso continente, mesmo sendo pequena, pode contribuir para promover a Ásia unida, em vista de um mundo mais unido”. À última pergunta, a nossa, sobre como recebeu a notícia, conta que era incrédulo e que aceitou a nomeação para dizer sim à vontade de Deus, confiando na Sua graça, como Maria, mãe de Jesus. Pede para rezar por ele, confiando na espiritualidade da unidade que assumiu como sua desde quando era seminarista. Mantém o seu lema: “Verbum crucis dei virtus est”(A linguagem da cruz é potência de Deus). C. B. Tay
12 Jan 2015 | Focolare Worldwide

Uma tragédia que «deixou atrás de si morte, destruição e também desespero», onde «muito foi feito para reconstruir o país», mas onde «muito trabalho ainda precisa ser feito», disse o Papa Francisco aos participantes do encontro promovido no 5º aniversário do terremoto no Haiti que ocorreu em 12 de janeiro de 2010.
Embora vivendo num contexto muito pobre, a comunidade do Movimento dos Focolares que está em Savanette (Mont-Organisé, no nordeste do país) colocou-se imediatamente à disposição para receber e ajudar os desabrigados que chegavam de Porto Príncipe, a capital, que havia sido devastada de modo inimaginável. A associação local Ação Contra a Pobreza do Nordeste, PACNE (na sigla em francês), teve a ideia de construir um centro para acolher refugiados, e com a contribuição de muitas comunidades, de várias partes do mundo, e a assistência das associações AFN (Ação Famílias Novas) e AMU (Ação Mundo Unido), surgiu o centro comunitário “Casa da Providência”, que deu oportunidades de trabalho e hospedagem a famílias desabrigadas. Atualmente o centro recebe idosos e indigentes que não tem ninguém a quem recorrer. No conjunto, nos dois primeiros anos de atividades o centro ajudou cerca de 500 pessoas.

Foto: Dieu Nalio Chery/AP
Em Porto Príncipe existem dois projetos da AMU em estreita colaboração com os Missionários Scalabrinianos, sinal da “comunhão eclesial” que caracterizou a reconstrução no Haiti, na qual muitas organizações, eclesiais e não, se mobilizaram. O primeiro, relativo a um plano de urbanização para famílias que ficaram sem a casa, mirava a criação de uma nova linha elétrica para o fornecimento em duas vilas. Assim 41 famílias tiveram acesso à energia e muitas outras a possibilidade de conectar-se à linha elétrica. Além disso, apoiando o término da construção da vila de Montebelluna-Bassano, composta de 27 unidades habitacionais, para 135 pessoas, a contribuição da AMU permitiu a realização do sistema hídrico e de canalização dos esgotos da vila e ainda o equipamento elétrico de cada habitação. Um polo de produção teve a energia elétrica reforçada com um gerador mais potente. Desse modo as pequenas empresas do polo (uma fábrica de blocos, uma carpintaria, uma padaria, uma confeitaria, uma cozinha industrial e uma avícola) puderam aumentar a própria produção. A AMU sustentou ainda o início de uma avícola – que dá trabalho a dez pessoas – por meio da construção de um reservatório, indispensável para o provisionamento de água para três mil animais e a atividade de abate.
Um centro comunitário – escola, centro de convivência e uma grande área esportiva – é o segundo projeto que teve a contribuição da AMU. Através da AMU o Movimento dos Focolares realizou ainda outras atividades sociais em favor da população do Haiti. Em Carice (sempre no nordeste) por vários anos foi contratada uma enfermeira profissional na pequena clínica das Irmãs de Maria Imaculada, enquanto uma das religiosas terminava a própria especialização para poder trabalhar na clínica, uma das poucas estruturas sanitárias à disposição da população local. Enfim, com a PACNE e com a ajuda específica dos Jovens por um Mundo Unido, teve início um programa de bolsas de estudo para cerca de dez jovens haitianos que poderão fazer os estudos universitários, alguns no Haiti e outros na vizinha República Dominicana, adquirindo assim as competências profissionais que colocarão à disposição do próprio país.
info: www.amu-it.eu
11 Jan 2015 | Focolare Worldwide
Junto com o Shanti Ashram, movimento hindu de inspiração gandhista, o Projeto Udisha acompanha e apoia várias atividades, entre estas a “Piggy Bank” que tem como lema “quanto mais se dá mais se recebe”. «O projeto iniciou em março de 2014 – escreve Valentino Agri, um dos coordenadores – e inspira-se na “cultura da partilha”, segundo uma definição de Chiara Lubich. Existe um forte desejo de compartilhar, com as crianças e suas famílias, a descoberta do grande amor de Deus por cada um de nós».
A ideia é promover a importância da poupança para responder as necessidades de quem precisa. Na prática, trata-se de um cofrinho pessoal, que é chamado de “Piggy Bank”, onde cada criança pode colocar as próprias economias. No final o resultado da poupança é dividido em duas partes: uma vai para as crianças que vivem abaixo da linha de pobreza, e a outra para a família da criança que tem o “Piggy Bank”.
«Há alguns meses aconteceu um encontro interativo sobre o problema da pobreza com o Sr. Vijay, do Shanti Ashram – conta Valentino – e ele abriu-nos um cenário sobre a pobreza em que vivem muitas crianças nos vilarejos da Índia, em contextos diferentes daquele das cidades. Percebemos que as nossas crianças de Mumbai, mesmo nas dificuldades da vida cotidiana das favelas, podem considerar-se afortunadas por terem um família, ir à escola, etc. Milhares de outros menores, ao contrário, não tem ninguém que cuide deles, muitas vezes não tem comida nem água e não podem estudar e nem cuidar da saúde. O Sr. Mijay explicou às crianças como a contribuição delas, embora pequena, pode fazer a diferença para quem não tem nada. “O nosso país será um lugar melhor para cada criança se partilharmos o que podemos”, afirmou».
As crianças comprometeram-se ainda mais a colocar suas economias na Piggy Bank: «Na comemoração do aniversário de Gandhi – escreve Valentino – quebramos os cofrinhos e encontramos cerca de 3 mil rúpias, equivalentes a 45 euros». Naquele contexto, e considerando que são crianças, era uma verdadeira fortuna!
«Como sempre, no dia do meu aniversário minha mãe compra um bolo. Desta vez pedi que ela me desse o dinheiro e o coloquei no cofrinho. Fiquei muito feliz…», contou Alisha, de 10 anos.
«Às vezes minha mãe me dá dinheiro para tomar um riquixá na ida para a escola; algumas vezes fui a pé para economizar e colocar o dinheiro no meu cofre…», disse Racheal, de 11 anos. E Valerie, de apenas seis anos: «Meu tio me deu 10 rúpias para comprar biscoitos. Ele viu quando coloquei o dinheiro no meu Piggy Bank, para os meus irmãos e irmãs que não tem um pai e uma mãe e não podem ir à escola como eu. Então ele me deu mais 10 rúpias». E ser esperto às vezes é uma boa ideia: «Queria comprar uma caneta cara, como todos os meus colegas do colégio. Mas lembrei do meu Piggy Bank e comprei uma mais barata, de cinco rúpias. Assim ninguém vai querer me roubar!», contou Ryan, de nove anos.
«É uma pequena gota no mar, mas é sempre uma gota – conclui Valentino -. E aconselhamos todos a proporem essa iniciativa nos ambientes onde vivem, para que a gota se transforme em um rio!».