7 Jun 2014 | Focolare Worldwide
Reúnam vinte e uma jovens provenientes de treze países dos cinco continentes e acrescentem talento sadio, riqueza cultural e vontade de transmitir a positividade da mensagem evangélica. Apliquem tudo isto às diferentes formas de expressões e comunicação e o resultado será o “Gen Verde”. Foi uma presença extraordinária para a nossa cidade, uma ocasião preciosa para os jovens e para os amantes da música e da cristandade. Foram realizados dois eventos: no dia 30 de maio, sexta-feira, uma oficina com os jovens e no dia 1° de junho, domingo à noite, um espetáculo no ‘Oásis de Nazaré’, situado na Praça do Santuário Nossa Senhora das Graças. As vinte e uma jovens que se inspiram no carisma do Movimento dos Focolares expressaram este amor que encontraram no carisma e o fizeram por meio da música, a música de hoje, moderna, repleta de sound, ecos, expressão de várias nacionalidades e das palavras do Evangelho. Contemporâneas ao “ho un dono, ve lo dono” (suor Cristina a The Voice), estas jovens não tiveram medo de colocar em prática o mandamento evangélico de amar os outros em nome de Deus e de compartilhar a alegria de ter respondido ao chamado a seguir o Mestre, com o som de guitarras, percussão, baixo e violinos. “A música é um meio: não podemos nos vangloriar de um talento, mas, podemos colocá-lo a disposição e assim ele se multiplica”, disseram as vinte e uma jovens que compõem o grupo.
Durante a oficina, as jovens falaram de si, compartilharam com os jovens “flashs da própria vida”, vida difícil para algumas ou extremamente simples para outras, nos quais, a um determinado momento, palavras como unidade, fraternidade e partilha, da teoria tornaram-se agradável realidade e prática contínua. “Todas as manhãs, antes de iniciar o trabalho – elas contaram – nós renovamos o pacto de amarmo-nos reciprocamente. Isto significa também amar a idéia da outra como minha, colhendo a centelha da criatividade da outra na partilha livre das idéias. Estar prontas a recomeçar, estar prontas a criar espaço primeiramente aos relacionamentos e, depois, à arte. Quando eu estou pronta a deixar de lado a minha idéia para acolher a do outro, abre-se uma infinidade de novas possibilidades.” O projeto “Start Now” apresentado em Corato (Província de Bari) nasceu durante uma viagem à Terra Santa, onde hebreus, muçulmanos e católicos convivem, mas, muitas vezes, sem dialogar. “Nós pensamos – elas continuam – que as disciplinas artísticas são um instrumento que se presta ao diálogo: a acolhida recíproca dos talentos é a nossa comunicação. Na cidadezinha internacional de Loppiano (Itália), onde moramos, organizamos workshops de teatro, percussão, canto e dança: são ocasiões nas quais jovens provenientes do mundo inteiro colocam à disposição os próprios talentos, dialogam, experimentando os valores da unidade e da fraternidade”.
“Quando se estabelece contato com estas jovens – afirmou um sacerdote – acontece algo que não nos deixa indiferentes. Nós constamos isto em muitas pessoas, tanto na sexta-feira quanto no domingo. Diante de muitos jovens elas quiseram partilhar momentos de vida cotidiana, ‘ordinária’, mas que se torna ‘extraordinária’ por causa de um encontro, o encontro com o amor de Cristo ressuscitado que se faz presente nas diferentes situações, nem sempre fáceis, e as transfigura tornando-as belas, extraordinárias, a ponto de não poder senão anunciá-las”. “No meu íntimo há uma luz que jamais me abandona”, é o refrão de uma das músicas do Gen Verde. “E aquelas jovens nos revelaram o segredo para descobrir, sempre, o entusiasmo nas nossas ações – afirmou Antonella D’Introno, responsável pela comunicação do evento, em nome da Pastoral da Juventude da diocese –. Na vida é necessário ter sempre como referência uma pessoa: Jesus na cruz, que nos ama imensamente!” Fonte: Coratolive https://www.youtube.com/watch?v=dej4BRuCvV8
5 Jun 2014 | Focolare Worldwide
Tudo começou há vinte anos através de um dos membros da paróquia, que recebeu a visita de um grupo de crianças ciganas. Pediram com insistência para que fosse ver uma imagem de Nossa Senhora no bairro onde moravam e que, segundo elas, chorava. Foi o primeiro contato com a comunidade cigana, que levou alguns paroquianos a reunirem-se todos os dias para rezarem nesta praça junto com as crianças. Apesar de uma série de iniciativas realizadas com sucesso, o grupo de oração depois de dois anos dissolveu-se. Foram necessários dez anos para que reiniciassem. Tudo recomeçou com o Grupo de Oração e Missão “Ceferino Jiménez Malla”, que se encontra todas as segundas-feiras para rezar na Gruta de Nossa Senhora do Vale, no centro da praça do bairro cigano. «Foi preciso vencer o medo, os preconceitos, a indiferença, a rejeição que surgiu de um relacionamento errado com eles – conta Maria Teresa Sosa, voluntária do Movimento dos Focolares. Mas depois as barreiras caíram, descobrimos que os ciganos gostam de ouvir a Palavra de Deus que, sendo na maioria analfabetos, não podem ler». Depois uniram-se ao grupo outros membros dos Focolares. «O objetivo da experiência é criar relacionamentos através de gestos simples de “reciprocidade”: conhecer-se pelo nome, olhar-se nos olhos, conversar, fazer-se um com o outro. Lembro ainda o festejar o nascimento de uma criança, as visitas aos doentes no hospital, o levar a unção dos enfermos a uma cigana», continua Maria Teresa. Assim, procuramos encontrar estradas de inculturação, traduzindo na língua romani orações como o Pai Nosso, a Ave-maria, o Glória. «Quando ouvem-nos rezar as crianças dizem: “Vocês parecem ciganos”». Um outro passo importante foi celebrarmos juntos o Dia Internacional do Povo Cigano, que eles não conheciam, para dar visibilidade à comunidade. Isso repete-se no dia 8 de abril de cada ano também graças aos media: os ciganos participam regularmente de uma transmissão na Rádio Maria onde divulgam os próprios costumes, e um jornal publicou uma página sobre a experiência da Missão Cigana. A visibilidade conquistada possibilitou o início de um projeto de alfabetização, em rede com um Instituto de formação de docentes.
Mas a ponte é construída também do lado da comunidade argentina: numa escola secundária que tem como vizinhos outros ciganos com os quais não existe nenhuma relação, um professor abordou o tema dos preconceitos contra as minorias étnicas, enquanto alguns estudantes de jornalismo fizeram uma reportagem sobre «Crioulos e ciganos, o início de um diálogo» (neste contexto, “crioulos” significa argentinos). Em março, com o início do ano escolar, começou-se um trabalho para reservar o lugar na sala de aula para as crianças ciganas, muitas vezes discriminadas. E todo o grupo aderiu. As iniciativas são muitas, desde cursos de costura para as meninas, até ao catecismo para as crianças, e seria impossível enumerar todas. «O nosso desejo – conclui – é criar uma rede a nível nacional de pontes entre as comunidades». Nos dias 5 e 6 de junho, Maria Teresa encontra-se em Roma para o Encontro mundial de promotores episcopais e diretores nacionais da Pastoral cigana, a convite do cardeal Vegliò, presidente do Conselho Pontifício de Itinerantes e Migrantes.
4 Jun 2014 | Focolare Worldwide
A primeira coisa que Giorgio La Pira fazia de manhã era comprar o jornal. Depois, voltando ao seu escritório, abria o Evangelho, junto com as notícias do dia. Para o “prefeito santo” de Florença os dois textos não estavam distantes, ao contrário! O seu trabalho era exatamente o de dar uma aplicação concreta ao Evangelho, na atualidade humana e social, com uma ação abrangente, criativa, que respondesse aos questionamentos das periferias existenciais de sua cidade, e do mundo inteiro. Ação que se repete nas muitas iniciativas que hoje trazem o seu nome. Uma delas, que acabou de completar 35 anos, é o Centro Internacional de Estudantes Giorgio La Pira, que dia 25 de maio passado festejou este aniversário junto com muitos amigos, vindos para a ocasião ao Auditório de Loppiano (Florença). Guiados pela jornalista Maddalena Maltese, os participantes folhearam, numa espécie de álbum de família, as fotografias que revelam muito desses anos à serviço de jovens tão diferentes. Em Florença, no final da década de 1970, também se verificava um fenômeno novo para a Itália: chegavam muitos estudantes estrangeiros, especialmente da África, Ásia e América Latina. Mas a Itália não estava preparada, em nível legislativo e nem cultural e humano, para acolher tantas pessoas. O cardeal Benelli, arcebispo da cidade, interveio inspirando-se exatamente em Giorgio La Pira, e pediu a ajuda de Chiara Lubich. Alguns dias depois, alguns jovens dos Focolares apresentaram-se ao bispo para visitar o espaço, no centro de Florença, que passaria a ser “a casa” dos estudantes. O restante faz parte da história. O atual bispo de Florença, D. Giuseppe Betori, na sua saudação salientou a dimensão profética da ideia do cardeal Benelli e de Chiara Lubich, que levou o Centro La Pira a ser um ponto de vanguarda no diálogo com as diversidades, especialmente com os sofredores, os últimos e esquecidos. O rabino chefe da comunidade judaica de Florença, Joseph Levi, destacou no estilo do diálogo e da reciprocidade, a verdadeira riqueza que essa experiência oferece à cidade e ao crescimento de seu tecido social, no espírito da fraternidade. Foi o que demonstraram os numerosos depoimentos, como o de Jean Claude Assamoi, da Costa do Marfim: “O Centro ajudou-me num momento difícil, dando-me hospitalidade, com outros estudantes. Depois, tornei-me um colaborador dele, atuando na formação à mundialidade (…). E, como eu, muitos estudantes africanos que fizeram a mesma trajetória, transferiram-se para outros lugares estabelecendo relações de trabalho, entre seus países de origem e aquele que os acolheu, baseadas no diálogo e na unidade, como acontecia em Florença”. As periferias que La Pira amava, e que hoje o Papa Francisco nos convida a conhecer, são o motor de uma profecia que a cada dia torna-se concreta, atual, fraterna.
3 Jun 2014 | Focolare Worldwide
«De modo geral a situação em Bangui, a capital da República Centro-africana, melhora. No restante do país as situações são muito variadas; as nossas comunidades estão em regiões bastante calmas, mas desde dezembro passado existe uma zona da cidade onde ainda acontecem atos de represália e mortes. Trata-se do bairro muçulmano e seus arredores. As pessoas não podem mais voltar às suas casas e continuam abrigadas nos campos de refugiados, ao lado do aeroporto, nas igrejas e na mesquita central». «O dia 28 de maio começou normalmente, com as atividades de um dia de semana qualquer. À tarde houve ainda confrontos nos bairros “quentes”. De repente, um grupo armado apareceu nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, abriu fogo contra as pessoas que estavam refugiadas ali e pegou quase 40 pessoas como reféns. Os que morreram foram cerca de quinze, muitos os feridos. Dos quarenta reféns foram encontrados 39 corpos…». «O povo não aguenta mais. Quinta-feira, dia 29, era a festa da Ascenção de Jesus. Havia barricadas nas principais ruas e nos bairros de toda a cidade, para impedir a circulação de carros. No dia seguinte, às 4 horas, formos acordadas por um barulho ensurdecedor… milhares de pessoas marcharam, pacificamente, ao som das tampas de panelas, até às 7 horas. Em outros pontos da cidade ouvem-se ainda tiros, às vezes mais esporádicos, às vezes intensos, talvez para conter os protestos».
«As manifestações pedem a renúncia do governo de transição, a retirada das tropas estrangeiras. Depois de seis meses, são acusados pela população de não ter feito um verdadeiro desarmamento nas regiões “quentes” da cidade. E este fato é interpretado como um desejo de manter a desordem militar-política por parte dos países cujas tropas que deveriam pacificar o país, enquanto os nossos recursos continuam a ser desfrutados de forma ilegal. O governo de transição não tem força para impor-se, nem finanças para reorganizar as forças armadas nacionais, que poderiam, mais eficazmente, defender os interesses da população». «No dia do massacre na Igreja de Fátima procuramos, com trepidação, ter notícias das pessoas da nossa comunidade, especialmente quem vive perto da zona atingida. Willy, um jovem que conhecemos, foi morto, e outros receberam ferimentos leves. Todos os outros estão salvos e refugiados em outro lugar. Procuramos sustentar-nos reciprocamente, usando o telefone, e alguns jovens vieram até nós para encontrar um pouco de alívio».
«Desde o início do conflito procuramos ajudar quem está perto de nós, principalmente as famílias e crianças, com ajudas concretas que recebemos dos Jovens por um Mundo Unido, do Sustento à distância de Famílias Novas, e outros. Aqui, trabalhamos para sensibilizar os jovens pela paz, através dos Jovens por um Mundo Unido e toda a comunidade». «Temos certeza – conclui Monica – que Deus tem um plano de amor também para o nosso país, e, em meio às graves dificuldades que atravessamos, procuramos ser testemunhas do Seu amor para aqueles que nos rodeiam».
2 Jun 2014 | Focolare Worldwide
“Uma calorosa saudação dos duzentos participantes da nossa sexta Mariápolis em Myanmar! A maioria deles empreendeu longas viagens para chegar ao seminário de Taunggyi, nas montanhas da região oeste do país: doze horas de viagem partindo de Yangon, cerca de vinte horas para os provenientes do sul, algumas pessoas fizeram uma caminhada de três horas até chegar ao ônibus para continuar a viagem de outras dez horas!”. Vivienne e Roberto nos escrevem de Myanmar depois da conclusão de alguns dias vividos tofos juntos, no início de maio, na “Mariápolis”, encontro típico dos Focolares nos quais pessoas de várias idades e classes sociais diferentes, procuram viver a fraternidade que nasce do Evangelho, até mesmo quando – como no caso de Myanmar – não existem somente cristãos. “Participaram católicos, uma representação de cristãos de outras denominações e alguns budistas”. “O clima agradável de Tauggyi – continua o testemunho deles – em contraste com o calor de 40 graus de Yangon causou a impressão de estar em um pequeno “paraíso”. Mas, foi especialmente a temperatura criada pelo amor recíproco – que era indicada por meio de um termômetro dos nossos “atos de amor” pessoais e os que recebíamos – que melhorava a cada dia”. Para ajudar na preparação e durante o encontro vieram alguns focolarinos da Tailândia, que neste período está atravessando um momento difícil por causa da situação política, e alguns seminaristas que se encontravam no local para um período de férias.
Felicita Khin San Moe contou: “Eu sou responsável da Associação das Mães na minha aldeia e, antes de vir aqui eu tinha um problema porque houve uma briga entre alguns membros. Durante estes três dias de Mariápolis compreendi melhor aquela situação. Decidi que, ao retornar, vou pedir desculpas às mães, como sinal de amor!”. “Mesmo se participo da Igreja Batista, eu creio que estou aqui graças a Maria, nossa Mae!”, declarou Eden Htoo, de dezenove anos. “Farei tudo o que for possível para que cresça a semente do amor recíproco que foi plantada no meu coração e, também, para compartilhá-la com outros”.
Michael confessa que se sentiu “encorajado a ter mais respeito pelas pessoas de outras religiões”. E Paulina, 18 anos, afirmou: “Eu gostei muito da frase ‘Se você quer ser amada, deve amar por primeiro’. Eu nunca tentei pedir desculpas depois de desentender-me com alguém, pensava que seria um golpe ao meu ego. Mas compreendi que, ao contrário, é importante pedir desculpas. Antes eu detestava aqueles que me odiavam, mas, agora, vou tentar fazer assim: quanto mais me detestarão, tanto mais os amarei.” Entre os participantes estava também Dom Matthias U Shwe que conhecera o Movimento dos Focolares ainda seminarista, quando os focolarinos italianos estiveram pela primeira vez em Myanmar, em 1966. “Foi uma surpresa: ele chegou algumas horas antes da Missa que concluiu o encontro. Ele nos encorajou e nos estimulou a retornar no próximo ano. Nós empreendemos a viagem de retorno muito felizes – concluem Vivienne e Roberto – e com o desejo de levar aos nossos ambientes a experiência de unidade vivida naqueles dias”. 
1 Jun 2014 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Deus é grande! Um dia, enquanto me dirigia ao trabalho, encontrei no trem uma senhora que conheço de vista, porque sempre a vejo na igreja. Eu a cumprimentei e iniciamos uma conversa. Ela disse-me: “Vejo que o senhor é casado. Tem filhos?” Eu respondi afirmativamente: sou pai de duas meninas lindas, das quais me sinto muito orgulhoso. Quando eu perguntei sobre os seus filhos ela começou a chorar, diante de todos os passageiros, e eu fiquei muito embaraçado. Comecei a pedir desculpas e ela me contou o motivo das lágrimas: “Ontem, depois de ter visto os resultados dos exames, o meu ginecologista disse que não posso ter filhos. Eu sou casada há nove anos e isso me causa um grande sofrimento!”. Eu a escutei com muita atenção e depois a encorajei a não se deixar vencer, mas que continuasse a ter fé em Deus. Eu prometi que me uniria às suas orações. Três semanas depois reencontrei aquela senhora ao término da missa. Ela estava radiante e estava me esperando para dar uma boa noticia: “Estou grávida há três semanas. Deus é grande!” Nove meses depois nasceu Emanuele, um menino muito bonito. W. U. – Itália Trabalho de tradução Eu estava precisando de dinheiro e conseguira encontrar um trabalho: traduzir textos. Um dia uma amiga me confidenciou que estava atravessando um momento de dificuldades econômicas. Então eu ofereci a ela uma parte dos textos que recebera. No mesmo dia recebi uma proposta de outro trabalho, no qual eu receberia o dobro da quantia que eu oferecera à minha amiga. E. M. – Açores O colega de escola Um dia um colega de classe começou a jogar os livros e cadernos no chão, imprecando contra Deus: “Por que você não está aqui e me ajuda quando eu preciso? Mas o que você faz lá nas alturas?”. Eu não entendi porque ele agia daquela forma, até que soube que a sua mãe deveria ser operada por causa de um câncer. Eu procurei demonstrar ao meu colega que estava ao seu lado, vivendo com ele aquele sofrimento, e depois, juntos, pedimos a Jesus o êxito da cirurgia. Também as minhas colegas rezaram. A nossa turma parecia ter sido transformada: aquele fato fez com que nos uníssemos ainda mais. Depois soubemos que cirurgia obteve êxito e todos nós agradecemos a Deus. J. S. – Alemanha