Movimento dos Focolares
“Regenerate”: evento para jovens em Welwyn Garden City (Reino Unido)

“Regenerate”: evento para jovens em Welwyn Garden City (Reino Unido)

A busca da felicidade: é possível que os jovens não se sintam profundamente interpelados por um tema deste tipo? Deste pressuposto iniciou a programação dos dias 20 e 21 de março, sábado e domingo, em Welwyn Garden City, a cidadezinha dos Focolares, com uma forte característica ecumênica. Participaram do evento muitos jovens de idades diferentes, várias convicções, experiências de fé e nacionalidades.

Eram provenientes não só da Grã Bretanha como também da Irlanda, Holanda e Finlândia. A transmissão em live streaming, que durou três horas, foi seguida por pessoas de trinta pontos do globo, inclusive Jerusalém.

O apresentador principal foi o bispo Brendan Leahy, da diocese de  Limerick (Irlanda), acompanhado por Fabio Tufano, da Universidade de Nottingham (Reino Unido), para o workshop sobre Economia e Felicidade, e por Angela Manning, psicóloga do Hammersmith Hospital de Londres, sobre Psicologia e Felicidade.

A influência de uma pessoa feliz atinge não somente as pessoas que estão ao lado dela, mas, atinge ainda três outros níveis: é a síntese de um estudo no âmbito da psicologia social que suscitou curiosidade e contagiou os participantes. Daí nasceu de modo espontâneo o slogan: “Aumentar a felicidade no mundo!”.

Mas, qual é a raiz da felicidade? Alguns jovens presentes, que vivem a espiritualidade da unidade, narraram a própria experiência, centralizando em Jesus Abandonado a raiz profunda do Amor que conduz à verdadeira felicidade.

Que efeito pode causar uma proposta deste tipo, audaciosa e um tanto desconcertante? Facebook nos responde: “Há muito tempo eu não sorria tanto como sorri nestes dois dias!”, escreveu um dos jovens. E outro escreveu: “Hoje de manhã eu passei ao lado de algumas pessoas que estavam completamente sob efeito de drogas. Eu fiquei muito triste ao vê-las, mas, em seguida, eu lembrei-me de Jesus Abandonado e que eu poderia viver este dia oferecendo-o por intenção daquelas pessoas. Nada mudou para elas, mas, eu quis fazer alguma coisa”. E ainda outro: “Durante a missa foi uma alegria encontrar, por acaso, o grupo dos irlandeses no meio da grande cidade (Soho). Regenerate continua!”.

Acesso à transmissão realizada: http://www.livestream.com/regenerate2014 (no idioma original).

“Regenerate”: evento para jovens em Welwyn Garden City (Reino Unido)

Patriarca Zakka I Iwas

O Patriarca Zakka I Iwas. Encontro ecumênico Bispos 2008

«Tive a grande sorte de cumprimentar este grande Patriarca várias vezes, sobretudo ultimamente quando morava no Líbano. Eu participava da Divina Liturgia em Atsciane onde Sua Santidade se encontrava naquele tempo. Dava-nos sempre a sua bênção e muitas vezes disse-nos: «Chiara Lubich é uma grande mulher, uma grande dádiva de Deus». Para ele era uma alegria poder cumprimentar todos os participantes do Divino Liturgia e recebia-nos no salão da Igreja.

Na última vez, acompanhei o bispo Armando Bortolaso em visita ao Patriarca antes do encontro dos Bispos amigos do Movimento dos Focolares do Oriente Médio. O Patriarca já estava muito mal, mas quis receber-nos igualmente. Com esforço abriu os olhos e disse: «Transmitam as minhas saudações ao Santo Padre, rezo por ele». Imediatamente lembramo-nos do 27° encontro ecumênico no Líbano, em setembro de 2008, com a presença de 30 bispos de 13 Igrejas, amigos do Movimento. Também naquela ocasião, os bispos foram visitá-lo, e ele recebeu-os com uma hospitalidade muito especial. Exprimiu o seu amor pelo Focolare e por Chiara Lubich dizendo: «Vemos que o seu trabalho é inspirado pelo Espírito Santo».

O Patriarca Zakka I Iwas no focolare em Córdoba (Argentina)

Durante as suas viagens pelo mundo, o Patriarca Zakka I Iwas encontrou-se muitas vezes com pessoas do Movimento dos Focolares. Em 1984, quando veio a Roma para assinar a Declaração comum com João Paulo II esteve também com os componentes do Centro “Uno”, a secretaria dos Focolares para o diálogo ecumênico. Em 1992, durante uma viagem na Argentina, visitou o centro do Movimento dos Focolares em Córdoba.

Entre os fiéis da nossa Igreja era muito estimado e conhecido pela sabedoria. Com a sua bondade e amor trabalhou incansavelmente para construir a Igreja no verdadeiro sentido da palavra. Escreveu mais de 30 livros sobre os Padres da Igreja, os dogmas da Igreja e a liturgia. Os seus ensinamentos mais célebres e homilias pronunciadas em várias ocasiões estão reunidos em oito volumes. Foi realmente um grande apóstolo e mestre.

Nasceu em Mussul em 1933 e em 1946 entrou para o convento de Mar Afram, para se tornar sacerdote em 1954. Particularmente sensível ao ecumenismo, participou no Concílio Vaticano II em 1962, como observador.

Foi eleito Patriarca por unanimidade no Santo Sínodo de 1980. Tinha uma alta consideração pela Igreja. Quando encontrou o Papa João Paulo II, em 1984, realizaram-se passos históricos em particular sobre a cristologia.

A sua despedida ocorreu no dia 28 de março, em Damasco.

“Regenerate”: evento para jovens em Welwyn Garden City (Reino Unido)

Na Mariápolis Santa Maria

Situada numa região em fase de desenvolvimento, onde os sinais da pobreza são evidentes, ainda que num ambiente respeitoso, a Mariápolis caracteriza-se pela sua função social, evidenciada especialmente pela escola para crianças e adolescentes e pelo Polo empresarial inspirado na Economia de Comunhão. A função destas pequenas cidades, sonhadas por Chiara Lubich desde os anos 1960, revela-se cada vez mais atual: mostrar que um mundo melhor, um mundo unido é possível. A Mariápolis Santa Maria é uma das 20 existentes no mundo, construída num terreno que Chiara Lubich visitou durante a sua terceira viagem ao Brasil, em 1965. A escola, que tem o mesmo nome, Santa Maria, funciona há quase 50 anos, e já formou muitas gerações. Atualmente, dez dentre os seus professores e funcionários são ex-alunos. Outros seguiram as mais variadas profissões e alcançaram inclusive posições de responsabilidade. O mais importante, porém, são os valores que permaneceram neles e que constituem um projeto de vida: a cultura da partilha, a arte de amar, os fundamentos da educação à paz. Foi o que o corpo docente apresentou a Maria Voce e Giancarlo Faletti na visita deles à escola, depois da festiva recepção feita pelas crianças, que se apresentaram na orquestra “Talentos a serviço da paz”. A maioria das famílias dos alunos – cerca de 300, de 500 alunos – é de baixa renda. Economicamente a escola mantem-se com a solidariedade nacional e internacional, por meio dos projetos de Ações por Famílias Novas e AMU. As primeiras aulas de alfabetização foram dadas aos operários que trabalhavam na construção da Mariápolis, depois veio o pedido para que o mesmo fosse feito aos seus filhos… Agora o seu método pedagógico está sendo difundido também em outras escolas da região e em outros âmbitos educativos. A poucos quilômetros de distância, num grande terreno, está o Polo Empresarial Ginetta Calliari. Maria Voce e Giancarlo Faletti foram recebidos pelo grupo diretor do Polo, empresários, acionistas e estudiosos da Economia de Comunhão de Pernambuco. Apresentaram-lhes sucessos e derrotas. Giancarlo Faletti recordou a inspiração inicial de Chiara, que germinou exatamente no Brasil, em 1991. Maria Voce exprimiu gratidão pelo compromisso assumido em espírito de gratuidade. Em seguida visitaram os galpões onde funcionam duas empresas, a primeira trabalha na fabricação de bolsas e acessórios, a outra de móveis, ambas recém-iniciadas, com todos os riscos da grande concorrência. Histórias surpreendentes, que demonstram como o ardor por este projeto, com finalidades sociais, leva a superar qualquer dificuldade. O prefeito de Igarassu, que definiu a Mariápolis Santa Maria como “uma referência”, desejou ir até lá para entregar a Maria Voce e Giancarlo Faletti a chaves da cidade. O gesto foi um sinal de reconhecimento pela contribuição dada à cidade, em especial pela Escola e o Polo, e de uma ligação ainda maior com o município. Siga a viagem acessando: Noticiário Mariápolis – Área Reservada Website: www.focolares.org.br/sitenacional

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CNBB reúne Movimentos Eclesiais na Mariápolis Ginetta

Toda a temática girou em torno do “como trabalhar juntos” para avançar rumo à fraternidade humana. Foi feita uma exposição prévia e resumida da temática prioritária da próxima Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que sera em Aparecida (SP), em maio, com título ainda provisório: “Leigos cristãos na vida da Igreja, no Brasil”. O tema foi apresentado por dom Severino Clasen, Bispo de Caçador (PR) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato (Setor Leigos da CNBB). A partir do tema realizou-se o Painel sobre a Organização do Lacaito no Brasil, com sua consequente dimensão histórica e teológica, baseada nos Documentos do Concílio Vaticano II. Esse momento foi apresentado pelo prof. Antonio Geraldo Aguiar (Assessor do Setor Leigos da CNBB), que narrou a história do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). A atual presidente do CNLB, Marilza José Lopes Schuina, apresentou a organização e os passos necessários para as associações de leigos aderirem ao Conselho. O Painel conclui-se com Maria Rosa Moralla que relatou a experiência de adesão e filiação de sua associação, a Instituição Teresiana (vertente leiga da obra de Santa Tereza d’Ávila) ao CNLB.

Na ocasião, os representantes dos movimentos, associações e serviços estabeleceram um diálogo sobre o processo histórico e atual da articulação do laicato nos diversos âmbitos e sobre as ações desenvolvidas pelas entidades presentes.

Na oração inicial do sábado, 8 de março, foi feita a reflexão a partir do Mandamento novo de Jesus, apresentada pela dirigente do Movimento dos Focolares, Gehilda Cavalcanti, e comentada, brevemente, mas plena de sabedoria, como uma “reação de comunhão” pelo bispo emérito de Catanduva (SP), dom  Celso Queiroz, um assíduo incentivador e participante dessas Reuniões Anuais. “Estamos progressivamente implantando na vida do mundo o ‘circuito do amor’, reflexo da vida de Deus, uno e trino, cujo amor foi derramado em nossos corações para que assim vivêssemos”, comentou Dom Celso. Daí a experiência daqueles dois dias: viver juntos como irmãos.

Positivamente surpreendente foi constatar como os movimentos e associações realizam, ainda que timidamente, mas com generosidade, ações conjuntas entre duas ou mais, ou com pastorais e instituições, que vão do CNLB à ONGs e instituições públicas e privadas. São iniciativas de evangelização, serviço concreto, formação de jovens, crianças e casais, de líderes da sociedade nos setores que envolvem da catequese à política.

A alegria e serenidade experimentadas pelos presentes confirmam que os objetivos da partilha e da projeção de ações conjuntas e articuladas entre os movimentos foram alcançados. Constata-se isso pelo encaminhamento concreto para um agir em comunhão, chegando cada movimento ou associação, concretamente, a articular-se com a CNBB e outros organismos da sociedade civil.

Essa articulação dar-se-á em vista da Campanha da Fraternidade 2014, da Comemoração do Dia do Leigo, mas sobretudo pelo empenho na campanha por uma  reforma política no Brasil, com a coleta de assinaturas, já em andamento, para atingir a marca de um milhão e meio de assinaturas. Elas serão encaminhadas à Câmara Federal com um projeto de lei de iniciativa popular para exigir e requerer uma atitude conforme a ética cidadã e cristã para os políticos, um modo coerente de como devem eles governar a nação como um serviço à comunidade, o que denominamos entre nós de “cultura da fraternidade”.

Outra importante decisão foi a retomada da publicação de um livro com uma síntese histórica e do processo de formação em cada uma dessas expressões eclesiais. Esta obra visa a comunhão entre os próprios atores dessas expresses sobre o modo como cada associação ou movimento capacita os seus membros segundo o seu carisma e o “algo” que temos em comum para ir às “periferias existenciais”, para anunciar como Jesus está vivo entre nós, como pede o Papa Francisco. O livro servirá ainda para manifestar ao mundo como se articula esse projeto de transformação da realidade contemporânea a partir da vida e dos modos de relacionar-se no mundo, propostos por Jesus, com as relações trinitárias.

Evidenciam-se agora, entre outros, dois compromissos imediatos: informar essa experiência de comunhão a todos os engajados nos respectivos movimentos e associações para reforçar a consciência de vivermos uns pelos outros, “todos por todos”; e a participação ao Sexto Encontro Nacional de leigos, promovido pelo CNLB, que será na Mariápolis Ginetta, durante o feriado de Corpus Christi de 2015. Para essa ocasião, são esperados aproximadamente 500 representantes dos leigos, inclusive dos movimentos e associações, já articulados, para crescermos na comunhão e na ação dos leigos católicos do Brasil.

Esta comunhão pode ser cada vez mais visível se nos dermos as mãos. Mãos dadas entre todos os cristãos em sua diversidade, como bem ilustrou simbolicamente a oração de agradecimento e de envio, ao final da Reunião. Mãos dadas para trabalhar por este desígnio de comunhão na família humana, conforme o sonho de Jesus, que é objetivo especíifico de uma dessas comunidades presentes e meta programática de toda a Igreja de Cristo: “que todos sejam um” (Jo 17,21).

Concluiu Dom Severiano: “Merece destaque o novo vigor que surge, uma nova espeança, uma luz. Percebemos a grande unidade. Os presentes pareciam um só. Cada um no seu carisma, na sua identidade, mas falando de uma só igreja”.

Por Euclides Lins

Fonte: Sito oficial brasileiro Movimento dos Focolares

“Regenerate”: evento para jovens em Welwyn Garden City (Reino Unido)

Diálogo sobre harmonia e beleza

Um modo sem dúvida original de explicar os pontos mais importantes da espiritualidade dos Focolares e do pensamento da sua fundadora, Chiara Lubich, foi o escolhido pelo jornalista e crítico de arte Mario Dal Bello. No «Diálogo sobre harmonia e beleza», com uma série de «obras de arte da história da arte europeia» descreveu o ideal da unidade, dado que «a ligação entre esta e a arte é muito estreita – afirmou. Não era por acaso que Chiara Lubich, diante da Pietà vaticana de Michelangelo, pedia a Deus que suscitasse artistas que também fossem santos. O que é a santidade senão a perfeição no amor, e portanto a transmissão da beleza daquele Deus que é amor?». O evento foi uma homenagem da cidade de Udine a Chiara Lubich nos 70 anos do nascimento dos Focolares e no 6° ano da sua morte, recordando uma frase que ela gostava de repetir: «A beleza é harmonia. Harmonia significa altíssima unidade».

Porém, é necessária uma premissa: «Muitos procuram explicar a arte, mas isso é impossível – admitiu quem o faz por profissão: é inefável como o Espírito, fascina sem motivo, como quando alguém se apaixona». Por isso, Dal Bello começou com o retrato de Jesus, de El Greco, «tem o olhar como aquele temos para pessoa amada, em quem percebemos o rosto de Deus». É ver Deus no outro e perceber nele o amor que é, justamente, uma das expressões da espiritualidade de Chiara Lubich.

E se Jesus Bom Pastor, ainda mais, «belo pastor – esclareceu – ama as suas ovelhas, também nós devemos amar o próximo»: empenho ilustrado pelo esplêndido mosaico do Mausoléu de Gala Placídia em Ravenna, no qual Cristo é representado rodeado pelo rebanho «vestido de luz e Ressuscitado: indica-o a cruz radiante que leva, símbolo da ressurreição».

Em virtude deste amor recíproco, Jesus está presente “onde dois ou mais” estão unidos no seu nome: como se pode ver na Ceia em Emaús de Rembrandt, onde «Jesus entra no quotidiano, a tal ponto que as personagens parecem nem se darem conta que ele reparte o pão». E é uma presença que faz a diferença na comunidade como se vê na Transfiguração de Raffaello, onde há um forte contraste entre «o nível superior, no qual Jesus está com Moisés e Elias, pelas cores claras; e aquele inferior, onde permanecem os apóstolos, confusos, onde prevalece a escuridão».

Para ilustrar uma outra face da espiritualidade de Chiara, o amor por Jesus abandonado sobre a cruz, foi o crucifixo de Dalì: «Um Cristo visto do alto que parece curvar-se sobre a humanidade e atrair todos a si. E significativamente não vemos o seu rosto: porque todos nós estamos no seu rosto».

Uma outra figura central emerge ainda – mas só ao olhar de um especialista – do Juízo universal de Michelangelo: «Se observaram bem – salientou Dal Bello – Maria está olhando para um anjo, que eleva os que são salvos com um Rosário. Portanto, Maria aparece como aquela que conduz os cristãos para o céu: e o Movimento dos Focolares chama-se Obra de Maria».

Por último, o político do Cordeiro místico de Jan e Hubert Van Eyck, onde a Jerusalém celeste do Apocalipse ao redor da qual está reunida toda a Igreja, é representada por uma cidade contemporânea: lembra o empenho que os Focolares são chamados a ter nas comunidades onde vivem.

“Regenerate”: evento para jovens em Welwyn Garden City (Reino Unido)

A ilha de S. Terezinha

O que mais me impressionou foi ver aquele muro. Mas a pobreza fica fora do muro e a riqueza dentro. Porque a riqueza é o amor, a capacidade de doar, de compartilhar, enquanto do outro lado existe interesse, competição. Eu me sinto honrada de fazer parte dessa família”. Assim se expressou Maria Voce no momento de deixar a ilha de S. Terezinha, ontem à tarde. E Giancarlo Faletti: “Hoje estivemos numa escola e vocês foram os nossos professores. Foi um presente de Deus que nos impulsiona a dizer Obrigado!”.

O muro ao qual Voce se referiu foi construído alguns anos atrás, para blindar da pobreza os frequentadores de um grande shopping construído do outro lado da rua. Aquele muro está ali como símbolo da segregação social.

Mas quais são os sinais da riqueza da qual falava Maria Voce? O nome desse bairro era “Ilha do Inferno”, pela elevada degradação social na qual vivia. «A mensagem do Evangelho, vivido pelas pessoas do Focolare, que compartilharam tudo conosco, fazendo com que procurássemos juntos os meios para superar essa situação, se tornou algo que nos deu a liberdade interior – disse Johnson, que nos guiou na visita ao bairro – e nos abriu um novo horizonte, nos tornou sujeitos da transformação do nosso ambiente social».

Maria Voce é recebida por Johnson, um dos representantes da comunidade da Ilha de Santa Terezinha

Foi em 1968 que um grupo de pessoas do Movimento aderiu ao convite do Arcebispo de Recife, D. Helder Câmara, de procurar transformar a realidade local. Chegaram à ilha vários estudantes e professores, advogados e médicos, operários e donas de casa, que queriam participar da vida dos habitantes para junto com eles, encontrar uma solução.

Gradualmente se forma uma comunidade com uma profunda consciência civil. Constitui-se a Associação dos moradores da Ilha que se tornam protagonistas do próprio desenvolvimento. Com a abertura democrática do país, surgem novos sistemas de participação para discutir com o município o emprego do orçamento público. Muitas as conquistas junto ao poder público: a eletrificação da área, a pavimentação de muitas ruas; a escola e o centro de saúde surgidos em colaboração com professores, médicos e enfermeiros do Movimento. Longa seria a lista das conquistas. Johnson com orgulho repete várias vezes: “Nós conseguimos tudo com a força do diálogo, com a força da comunidade, sem jamais descer a compromissos com nenhum político”.

Última etapa da visita, o Centro juvenil que acolhe as crianças e adolescentes no turno livre da escola, proporcionando-lhes uma sólida formação humana e espiritual com as mais diversas atividades, como música e esporte, tirando-os da rua onde se encontram em uma situação de risco social, vítimas da droga e da violência. O Centro é administrado pela AACA, associação sustentada  pela solidariedade de muitas pessoas, principalmente de famílias do Movimento dos Focolares, brasileiras e de outros países. Para acolher os dois hóspedes, Maria Voce e Giancarlo, um canto das crianças que expressa bem a riqueza desse povo: “Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu  repita: é bonita, é bonita, e é bonita!”.

“Nesse lugar onde se vê como a semente do Evangelho produziu muitos frutos – disse ainda Maria Voce dirigindo-se aos voluntários do Centro – quero dizer que partindo daqui, não levamos somente vocês no nosso coração, mas levamos vocês como exemplo e como estímulo para todo o Movimento no mundo”.

Siga a viagem acessando: Noticiário Mariápoli – Área Reservada

Website: www.focolares.org.br/sitenacional