11 Nov 2013 | Focolare Worldwide
«Precisamos de tudo, porque a cidade de Tacloban praticamente não existe mais». É a notícia que chega diretamente da comunidade do Movimento dos Focolares nas Filipinas nestas horas dramáticas após a passagem do furacão Haiyan e a destruição que provocou, dia 9 de novembro passado, especialmente nas ilhas de Leyte e Samar. É um dos mais fortes da história, as comunicações e a eletricidade estão interrompidas em muitas regiões e com o passar das horas o balanço se agrava.
Tacloban é a cidade mais atingida. É a capital da província de Leyte, ilha no centro sudoeste. Num total de 200 mil habitantes a estimativa é que haja 10 mil mortos, e o número parece destinado a subir. Nesta cidade, como em muitas outras ilhas, existe uma comunidade dos Focolares. Muitos centros habitados tem o acesso quase impossível: «Das outras ilhas estamos tentando entrar em contato e levar ajudas, mas as comunicações ainda são difíceis», escrevem Carlo Gentile e Ding Dalisay, de Cebu. «Himmel, uma focolarina médica, Rey e Ladyliz tentaram chegar a Tacloban através do porto de Ormoc, sempre na ilha de Leyte, mas esta cidade também foi completamente destruída e todas as estradas são impraticáveis».
«Na noite do dia 10 de novembro alguns gen de Tacloban, que estavam em Cebu no momento do tufão, foram com um navio da guarda costeira para ver como estavam seus familiares e dar-se conta da situação». «Há ainda outras famílias de pessoas que conhecemos, na ilha de Panay que também estava na rota do tufão, que tiveram as casas destruídas ou fortemente danificadas».
A região central das Filipinas, com o grupo das grandes ilhas “Visayas”, é a de maior risco, seja pela frequência de tempestades tropicais, seja pela estrutura das habitações. O tufão devastador atingiu exatamente as ilhas mais pobres da região, aquelas com mais dificuldade de acesso, também logisticamente. Consciente do risco, o governo – como escrevem ainda de Cebu – «havia feito o possível para conscientizar as pessoas e cooperar ao máximo na preparação dos refúgios. O arcebispo de Cebu, D. Palma, havia chamado todos à oração, para pedir ajuda a Deus. Graças a tudo isso parece que os danos às pessoas sejam menores de outras vezes, ainda que o número dos mortos deva ainda aumentar».
No mundo inteiro a solidariedade foi ativada, solicitada também pela oração do Papa Francisco no Angelus de domingo. «Estão chegando a Cebu ajudas de todas as partes das Filipinas e também de fora (Hong Kong, Jordânia…)».
As ajudas para a “emergência Filipinas” podem ser enviadas através da conta corrente da AMU (ONG Ação por um Mundo Unido) ou através da conta dos centros dos Focolares em Cebu.
Associação Ação por um Mundo Unido – Onlus
Banca Popolare Etica, filial de Roma.
Código IBAN: IT16G0501803200000000120434
Código SWIFT/BIC CCRTIT2184D
Causale: emergência tufão Haiyan Filipinas
Ação por FAMIGLIE NUOVE Onlus
c/c bancario n° 1000/1060
BANCA PROSSIMA
Cod. IBAN: IT 55 K 03359 01600 100000001060
Cod. Bic – Swift: BCITITMX
Movimento dos Focolares – CEBU
Causale: emergência tufão Haiyan Filipinas
METROPOLITAN BANK & TRUST COMPANY
Cebu – Guadalupe Branch
6000 Cebu City – Cebu, Philippines
Tel: 0063-32-2533728
Banco Account name: WORK OF MARY/FOCOLARE MOVEMENT FOR WOMEN
Euro Bank Account no.: 398-2-39860031-7
SWIFT Code: MBTCPHMM
Causale: emergência tufão Haiyan Filipinas
Email: focolaremovementcebf@gmail.com
Tel. 0063 (032) 345 1563 – 2537883 – 2536407
Per info: czfcebu@gmail.com
Tel. 0063 (032) 345 1563 – 2537883 – 2536407
9 Nov 2013 | Focolare Worldwide

Em Liverpool, onde foi aberto o primeiro centro dos Focolares na Inglaterra, reuniram-se na Liverpool Hope University 400 pessoas de várias Igrejas, confissões religiosas e não, provenientes de Liverpool, Leeds, Newcastle e Gales, de todas as idades. O objetivo foi recordar os 50 anos da presença do Movimento no país.
Um pouco de história: o Canônico Bernard Pawley, ao regressar do Concílio Vaticano II onde tinha participado como observador, sugeriu ao Decano da Catedral Anglicana de Liverpool convidar a fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, para falar na catedral a um grupo de sacerdotes anglicanos. Precedentemente, ele mesmo tinha feito esta proposta a Paulo VI, numa audiência privada, obtendo a aprovação.
Como recordou aos presentes a reverenda Kirsty Thorpe, moderadora da Igreja Reformada Unida, o contexto ecumênico que acolheu Chiara, em novembro de 1965, numa cidade conhecida pelas suas diferenças, era bem distinto do atual: “É fácil para nós, …não perceber o quanto foi insólito aquele acontecimento. Naquela época, já era raro que uma mulher falasse para um grupo de homens. Além disso, em 1960, o clero não estava habituado a sentar-se para ouvir uma pessoa leiga como o principal relator…”.
Naquele dia, 17 de novembro, no seu diário Chiara observou o significado do nome da rua Hope Street, que liga a catedral anglicana à catedral católica, e exprimiu uma oração que lhe veio do coração: “Que por meio da fé, as ‘montanhas’ da incompreensão entre as igrejas possam ser transpostas” (Mt 17,20).

Professor Gerard Pillay
Também hoje a palavra “esperança” (hope) continua a unir os Focolares a Liverpool. No seu discurso durante a celebração, o professor Gerard Pillay, vice-reitor da Liverpool Hope University, recordou que o último doutorado honorário conferido pela sua Universidade foi entregue em março de 2008, a Chiara, dois meses antes da sua morte. O título foi em Teologia, como reconhecimento pelo seu trabalho no campo do diálogo ecumênico, inter-religioso e com a cultura contemporânea.
Afirmou ainda que o Movimento “não é uma instituição que trabalha para a construção de um império, mas que faz parte da difusão do bem no mundo. Chiara Lubich, desde o início, olhou sempre para fora”. Lembrou também as palavras do Patriarca ecumênico Bartolomeu: “Existem algumas pessoas cujas vidas tocam de modo tão universal as vidas dos outros, que, depois da sua morte, permanecem como uma inspiração da graça. Uma vida assim, uma vida digna de ser imitada e que vale a pena recordar, é a de Chiara Lubich”.
Também traçou a forte ligação entre a Hope University e o carisma dos Focolares individualizada no “nosso empenho ecumênico… É uma característica da Universidade pela qual estamos todos gratos… Chiara Lubich acreditou que o diálogo é a estrada privilegiada para promover a unidade na Igreja, entre as religiões e as pessoas sem uma referência religiosa, sem sincretismo. Não significa fazer uma mistura para tornar tudo mais atraente. É uma abertura em relação a todas as pessoas, permanecendo fiéis à própria identidade. Esta é a profunda sabedoria da sua visão”.
7 Nov 2013 | Focolare Worldwide, Senza categoria
“No momento de iniciar o ‘Festival dos Jovens’, no grande anfiteatro de Bobo-Dioulasso, moderno e muito bonito, faltou energia elétrica… e estavam presentes quatrocentas e vinte pessoas!” Assim começa a narrativa do aventuroso início da alegre manifestação do dia 19 de outubro passado, organizada pelos Jovens pelo Mundo Unido do Burkina Faso.
O motivo: na cidade o fornecimento da energia elétrica é distribuído por setores e exatamente aquela era a hora do black out no setor onde aconteceria o espetáculo. Os jovens continuam a nos contar: “Quando nos demos conta disso fomos imediatamente à sede da Empresa que regula a distribuição da energia elétrica no país e, para a nossa alegria, aceitaram logo a mudança de turno evitando que faltasse eletricidade durante todo o evento”.
Omar, muçulmano, um dos Jovens por um Mundo Unido disse: “Foi magnífico o período de preparação do Festival, quatro meses de trabalho realizado juntos, indo além das nossas diferenças, todas as vezes que nos encontrávamos!”.
E, finalmente, chegou o dia do evento. “A surpresa começou já de manhã na entrevista coletiva – explica Liberata – nos encontramos com cerca cento e cinquenta pessoas, entre as quais o vigário geral, o vice-prefeito de um dos Cantões de Bobo-Dioulasso e a rádio e televisão que fizeram a cobertura”. E continua: “Também foi uma surpresa os quatrocentos e vinte participantes do evento porque, mesmo no show de alguém conhecido, quase nunca se atinge este número”.
Entre os jovens havia muçulmanos, membros da Comunidade de Santo Egídio, cristãos de diversas Igrejas e representantes das religiões tradicionais. O Vigário Episcopal, o vice-prefeito, o representante do governador, o pastor Presidente da Associação das Igrejas Protestantes e dos templos das Assembléias de Deus também estavam presentes.
“Criou-se logo um diálogo entre os apresentadores e o público, uma atmosfera familiar, também por meio das experiências contadas pelos Jovens por um Mundo Unido”, diz Richard. E acrescenta: “Lemos a mensagem de Maria Voce que nos convidava a difundir ao nosso redor a cultura da paz e da unidade, para que o amor triunfe sobre o ódio e para que terminem as guerras. As suas palavras foram acolhidas com muita atenção pelos jovens presentes”.
O programa era composto por canções, danças e coreografias realizadas, além dos Jovens por um Mundo Unido, pelo grupo artístico “Titiama” e pelos jovens protestantes. Madame Toussy, uma cantora famosa do Burkina Faso, cantou a música intitulada “Amemo-nos”, e um cantor do Togo apresentou uma música de sua autoria sobre a paz.
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Um senhor muçulmano, filho de um imã, ex-presidente das comunidades muçulmanas do Burkina Faso, fez um discurso comovente. Ele encorajou os presentes a não se deixarem vencer pelas dificuldades que podem surgir nas relações entre cristãos e muçulmanos. E concluiu dizendo que “o Movimento dos Focolares é uma corrente de amor sem proselitismo, ao contrário, deseja criar o mundo da fraternidade.”
Um dos pastores presentes afirmou: “Encontro-me diante de algo que supera todas as minhas expectativas: eu não imaginava que esse evento fosse deste porte, se soubesse teria convidado todos os jovens da minha Igreja”. De fato, os participantes partiram levando a alegria, desejosos de levar adiante o ideal da fraternidade que conduz à paz e à unidade. “Trabalhando juntos nos demos conta de que esta fraternidade é demasiadamente bela e não pode permanecer somente entre nós”, afirmou um jovem da Comunidade de Santo Egídio.
A rede nacional de televisão transmitiu, repetidas vezes, uma parte do evento durante o telejornal e por dois dias seguidos a rádio transmitiu algumas músicas do concerto.
“Agora queremos nos empenhar na continuidade da colaboração e diálogo entre nós, nesta atmosfera de abertura recíproca. E, para o próximo evento, queremos lotar o estádio!”, concluem, com entusiasmo, os Jovens por um Mundo Unido.
6 Nov 2013 | Focolare Worldwide, Senza categoria

“O show é comunicativo, direto, cheio de alegria e energia, se veem pessoas felizes e que têm entre si um verdadeiro relacionamento de amor recíproco”. “Uma performance leve, espontânea, com qualidades notáveis de vozes e instrumentos. Um ritmo e dinâmica que nos deixam sem fôlego”. “O espetáculo me transformou sem que me desse conta. Quando terminou eu estava diferente”. São algumas impressões do público logo após o fim do concerto “inaugural” da mais recente criação do grupo musical Gen Verde.
“START NOW” foi lançado dia 11 de outubro passado, com a presença de 300 delegados dos Focolares, do mundo inteiro, no “Teatro Estável do Gen Verde”, na Mariápolis permanente Loppiano, quando a banda subiu ao palco acompanhada por 67 jovens, também eles provenientes de vários países.
Durante a preparação, com três dias de workshops de canto, dança, teatro e música, os participantes do projeto foram encorajados a desenvolver os próprios talentos e a descobrir novos. Num processo criativo no qual o respeito e a transparência são a norma, as artistas do Gen Verde e os que participaram dos workshops trabalharam lado a lado, como membros do mesmo time, concluindo o programa com o concerto que tem características de performance pop-up.
“Os objetivos educativos do projeto – explica o Gen Verde – são a promoção das artes como catalisadoras da educação à paz, da valorização das diversidades culturais, do diálogo intercultural, dos direitos e da dignidade da pessoa, de relações interpessoais que incentivem o desenvolvimento humano”.
Para alcançar esses objetivos são realizados workshops artísticos multidisciplinares. “Esta é uma metodologia pedagógica baseada numa abordagem experiencial, na qual os participantes dos workshops partilham o crescimento do grupo trabalhando não só como alunos, mas como coprotagonistas no palco, junto conosco”, afirmam as artistas.
“Antes eu pensava que para recitar era preciso ser egocêntrico – comentou um dos jovens envolvidos -. Agora entendi que estar no palco não é pensar em mim, mas nos outros”. “Enquanto estávamos no palco – completou uma jovem – sentia que não havia diferença entre nós e o Gen Verde”.
A iniciativa quer dar a possibilidade de descobrir a arte como linguagem universal, que transcende qualquer tipo de barreira, partilhando competências que podem ser aplicadas na vida de todos os dias, além do campo artístico.
START NOW é pensado para escolas, universidades, encontros e grupos de jovens, capaz de adequar-se segundo as condições de idade e de experiência artística dos participantes.
5 Nov 2013 | Focolare Worldwide
“Periferias existenciais” foram as duas palavras mais ouvidas no seminário que, de 21 a 24 de outubro, reuniu representantes de mais de 40 organizações sociais nascidas do carisma da unidade dos Focolares, do Brasil e de outros 12 países da América Latina. Pela troca de experiências, o encontro com as periferias pedido continuamente pelo Papa Francisco, está em ação onde o tráfico semeia morte principalmente entre os jovens; onde as crianças ainda em tenra idade vivem nas ruas; onde, por falta de subsistência, as pessoas migram do campo para as cidades, multiplicando as favelas. E pode-se continuar. As histórias contadas por quem trabalha nas mais diferentes organizações de resgate social são impressionantes, apesar das enormes dificuldades pela escassez de recursos materiais e humanos. Pela exigência de continuar esta troca de experiências e o diálogo sobre as problemáticas e os recursos, surgiu a ideia de trabalhar em rede. As organizações sociais dos países de língua espanhola lançaram o site www.sumafraternidad.org para criar uma rede que tende a estender-se, também nas outras expressões dos Focolares nascidas na economia, na política, na educação, no direito, na família, no mundo juvenil. “Sumafraternidad.org é muito mais que uma simples plataforma crowdfunding – afirmam os criadores do suporte digital. Por meio deste instrumento, queremos criar vínculos que nos transformem”. O objetivo é ter uma maior incidência na transformação social. O seminário “A fraternidade em ação: fundamento para a coesão social no século XXI” focalizou o panorama sociopolítico do continente até aos nossos dias atingido pelo deficit de coesão social que provoca exclusão e profundas desigualdades, como declarou o cientista político argentino Juan Esteban Belderrain. Com a uruguaia Susana Nuin, da Comissão das comunicações do Celam, foram aprofundados os aspetos da doutrina social da Igreja em relação com a problemática latino-americana.
O paralelo com as potencialidades de transformação do carisma da unidade presente no pensamento de Chiara Lubich evidenciou o “fazer-se um”, definido pela socióloga brasileira Vera Araujo como o método evangélico indispensável para construir relações; o horizonte da fraternidade que impõe a diminuição das desigualdades; Jesus crucificado e abandonado “que se identificou com todos os crucifixos da terra” e “abre sempre novos espaços de ressurreição”. “É este grito – disse o Padre Vilson Groh, há anos empenhado no resgate dos jovens das periferias – que nos faz penetrar no abandono dos excluídos, faz-nos capazes de entrar em comunhão com eles e não permite que nos habituemos com as injustiças sociais”. De muitas vozes emergiram interrogativos inquietantes: “Será que não consideramos normal que no continente continue a existir fortes desequilíbrios sociais? Não fizemos calar a nossa consciência, porque já existe quem está empenhado em primeira pessoa na solução destes dramas? Foi um forte apelo para uma nova tomada de responsabilidade coletiva.
3 Nov 2013 | Focolare Worldwide

O Prêmio Mount Zion para a Reconciliação foi criado em 1986, por Wilhelm Salberg, sacerdote católico de Essen (Alemanha). Foi atribuído a pessoas e instituições reconhecidas por oferecerem uma excepcional contribuição ao desenvolvimento do diálogo entre religiões e culturas na Terra Santa, e à compreensão mútua entre hebreus, cristãos e muçulmanos.
Na edição de 2013 foi atribuído a Margaret Karram, cristã, delegada do Movimento dos Focolares para a Terra Santa e a Yisca Harani, judia, formadora e consultora governamental para as relações com os cristãos.
Margaret Karram (1962) nasceu em Haifa, em uma família católica de origem palestinense. Estudou Hebraísmo nos Estados Unidos (Lee College, Universidade Hebraica de Los Angeles). Em 2001 foi nomeada delegada do Movimento dos Focolares em Israel e Territórios Palestinos. É membro da Comissão Episcopal para o diálogo interreligioso da Assembléia dos Ordinários Católicos da Terra Santa. Colabora também com a direção do Interreligious Coordinating Council in Israel (ICCI).
Yisca Harani (1961) nasceu em Jerusalém, em uma família hebraica observante. Especializou-se em Cristianismo na Terra Santa, na Universidade de Tel Aviv, com ênfase nas Igrejas Orientais. É formadora e consultora de questões religiosas no setor público e privado. Foi promotora de projetos de formação para pessoas que não frequentam ambientes acadêmicos. De especial importância um projeto escolar de comunicação e de correspondência entre jovens hebreus e muçulmanos de Tel Aviv e da Cidade Antiga de Jerusalém.
A cerimônia de entrega do Prêmio aconteceu no dia 27 de outubro de 2013, na Igreja da Dormição de Maria (Monte Sião, Jerusalém).