16 Set 2013 | Focolare Worldwide

Nick & friends. Nick e seus amigos espalhados pelo mundo; são 40 e compõem canções com um ritmo arrebatador, não só pela música, mas pela profundidade dos textos. «Tu me mudaste quando entraste na minha vida, quero só amar-te, és o meu novo início».
“A New beginning”, “Um Novo início”, é o título do CD e da música que lhe deu o nome, uma mistura de melodias suaves e rap, escrita pelo canadense Nick Cianfarani. A ideia nasceu porque, para Nick, a música, a amizade, as relações, são um possível veículo de solidariedade. A ocasião foi o terremoto no Haiti, em janeiro de 2010, que deixou centenas de milhares de mortos e milhões de desabrigados. Um evento catastrófico que agrava a situação de um dos países mais pobres do mundo, onde a metade da população vive com menos de um dólar por dia.
«Não sou rico – diz Nick – e não tenho recursos financeiros, mas sei tocar, componho, e por três anos fiz parte da banda internacional Gen Rosso. Por que não envolver alguns dos músicos que conheci durante a minha carreira?». Nick & amigos atuam gratuitamente, porque todas as entradas das vendas são direcionadas a um projeto promovido pelo Movimento dos Focolares, para a construção de casas populares no Haiti.
Ainda em 2009 alguns amigos dos Focolares haviam ganho um terreno e tinha iniciado uma coleta de fundos. Com o terremoto e a situação de emergência o projeto ganhou asas e, graças à contribuição da AMU, ONG dos Focolares, foi possível a construção de 20 casinhas populares, uma sala para a comunidade, uma cozinha e um pequeno depósito. Alguns desabrigados encontraram refúgio e hoje 17 famílias extremamente pobres moram nessas habitações, 175 crianças são ajudadas pelo “sustento à distância”, três escolas e uma creche para cerca de mil estudantes foram criadas com a ação dos Focolares. É uma contribuição para o nascimento de um novo Haiti.
«Bastou mencionar a ideia e todos estavam de acordo – conta Nick -. Giovanni de Nápoles, Maria e Brian de Nova Iorque, Renan do Brasil, os chineses Leonard, Jane, Adrian e Eva, hoje canadenses e que compõem um renomado quarteto». A última música do disco, Risalet Salam, é cantada em árabe por quatro músicos da Jeel, uma banda muito popular na Jordânia: Yousef, Laith, Anwar e Amer. O vídeo clip que eles fizeram ganhou um prêmio nacional de melhor música para a promoção da paz. A coleta de fundos continua, também com a venda do CD “A New Beginning”, porque existe um projeto para o reflorestamento de uma área com árvores de manga, laranja, limão e abacaxi, que dará emprego a muitos lavradores.
Video Gen Rosso
Maiores informações: livingcitymagazine
nick.cianfarani @ focolare.org
Fonte: Città Nuova online
11 Set 2013 | Focolare Worldwide
10 Set 2013 | Focolare Worldwide
Educação, caminho privilegiado para a busca da paz. Com este fio condutor foram tecidos os percursos da família e escola, animadores de grupo e estudiosos da pedagogia e, também, de jovens e adolescentes de diversos contextos culturais, empenhados a tomar posição, na vida cotidiana, diante da questão educativa, participantes de Learning Fraternity (Castelgandolfo, Roma 6-8 de setembro de 2013).
Dois dias intensos, vividos em um momento de extrema dramaticidade e de um coro universal e unânime de vozes que pedem que não prevaleça a lógica da violência e da guerra, mas, a lógica da paz e da fraternidade. Em uma carta ao Papa Francisco os seiscentos e cinquenta educadores proveniente do mundo inteiro escreveram: “Como cristãos e como cidadãos sentimos nossa a responsabilidade e a tarefa de recompor as relações de convivência na justiça e no amor, com o testemunho e com a ação educativa, endereçadas a construir e a difundir a cultura do encontro e do diálogo como único caminho para a paz!”
Trinta e cinco nações representadas, vinte stands nacionais e locais e trinta e cinco workshops (desde os meios de comunicação social até ao desenvolvimento sustentável) que ofereceram um vasto panorama de quanto o princípio da fraternidade sustenta as mais variadas experiências educativas, nas mais diferentes partes do planeta, desde a prevenção da violência nos estádios a projetos desenvolvidos em escolas nas periferias mais pobres do mundo como em Santo Domingos, Nairóbi e Recife.
Como por exemplo, o Projeto “Fortes sem violência”, desenvolvido com a colaboração da banda internacional Gen Rosso, a Associação Starkmacher, a Caritas de Colônia (Alemanha), o Ministério do Trabalho e Social Federal da Alemanha. Aderem a este projeto, além de escolas na Alemanha, instituições sociais de vários outros países, que se ocupam de jovens em situações de risco, de imigrantes, de prisioneiros e de orfanatos, envolvendo até hoje mais de 25.000 jovens.
Outro exemplo: a escola de Dalwal, em Punjab, no Paquistão. Depois de uma série de acontecimentos, atualmente, contam-se 209 estudantes, dos quais somente quatro são cristãos. O empenho com a educação – nos conta a diretora, Valentina Gomes – é o de formar, sem irenismos, “a consciência aberta aos valores universais tais como o respeito à liberdade religiosa, o perdão, a partilha”.
Entre os participantes, estava presente também uma delegação proveniente do Egito. Elhamy Naguib é um artista e promoveu um workshop sobre a arte mural: ele é membro da Fundação “Koz Kazah” (Arco-íris) e contou que fez uso desta forma de expressão artística também no dia 7 de fevereiro passado, durante as manifestações na Praça Tahrir. “Eu fui à praça e comecei a desenhar inspirando-me nas grandes aspirações do povo egípcio”. E assim, a justiça social adquiriu a forma de uma balança e a liberdade, a de um pássaro. “Não desistimos da esperança de um futuro com a democracia para o nosso país, onde nós somos todos iguais”, afirma Naguib.
Os promotores da iniciativa foram o Movimento Humanidade Nova, a Associação Educação e Unidade, a AMU (ONG) e o Movimento Juvenil pela Unidade, com todas as agências educativas do Movimento dos Focolares, desde as crianças até as famílias: a caminhada que agora teve início não se conclui, portanto, com o evento Learning Fraternity; mas, continua na práxis educativa experimentada nas mais variadas regiões do mundo, para formar pessoas capazes de estabelecer relações com os outros na era, mais sempre mais complexa, na qual vivemos. Foi o compromisso expresso na leitura e na assinatura de um “manifesto”, um pacto educativo formulado em dez pontos e entregue ao Papa Francisco: “educar com a vida”, “aprender juntos para ser capazes de ensinar juntos”, “criar redes de relações”, “contribuir à realização do próprio caminho”, “acolher o limite, para fazer deste uma ocasião de crescimento e diálogo, recomeçando sempre”: eis uma síntese do desafio assumido.
Fotos álbum Flickr
10 Set 2013 | Focolare Worldwide
“Permitam-me expressar-lhes a minha alegria de estar com vocês e de agradecer-lhes pelo testemunho da presença cristã que vocês oferecem estando aqui nesta região. Sinto-me honrada de ser uma parte deste testemunho junto com vocês.” Esta foi a introdução, imediata e espontânea, de Maria Voce ao seu discurso por ocasião do encontro com representantes da Igreja local, no dia 5 de setembro, no Rosary College de Amã. Estava presente Dom Giorgio Lingua, Núncio Apostólico na Jordânia e no Iraque e, também, Dom Selim Sayegh, bispo emérito latino, Dom Yasser Ayash, bispo greco-católico, e Dom Salomone Warduni, bispo auxiliar caldeu de Bagdá, além de alguns arquimandritas, religiosos e religiosas – entre os quais o Superior dos Irmãos Cristãos, as Superioras das Irmãs do Rosário e das Irmãs Dominicanas – e, especialmente, leigos da Igreja católica (latina, melquita e caldeia) e das Igrejas ortodoxa, luterana e anglicana. E ainda, trezentas pessoas que ofereceram aos presentes um panorama da realidade eclesial daquele país. A programação, inserida na caminhada eclesial por ocasião do Ano da Fé, foi organizada para oferecer a contribuição que a espiritualidade de comunhão pode proporcionar à fé. Dois jovens apresentaram o Projeto Mundo Unido, com as últimas experiências vividas em Amã, que miravam o envolvimento dos habitantes daquela cidade em atividades, especialmente, de caráter ecológico e ambiental. Um casal testemunhou o próprio empenho cristão na vida matrimonial, caracterizado, nos primeiros anos, pelo sofrimento de não conceber um filho e, também, pelo compromisso no setor eclesial, particularmente o da família. E concluíram: “Depois de seis anos, durante os quais muitos outros casais rezaram juntos conosco, nasceu a nossa filha! Participando dos Focolares nós aprendemos que todos são chamados à santidade e procuramos empenhar-nos neste caminho!”
A série de testemunhos foi concluída por Zena, uma jovem de 18 anos que contou a experiência de viver, já há um ano, tendo um tumor: “As pessoas ficavam com pena de mim; mas, eu me sentia agraciada por Deus que me escolheu para carregar a cruz de Jesus!” Zena reconhece que teve muito medo, mas, no hospital, procurou proporcionar alegria às crianças que estavam ao seu lado. E continua: “Eu percebi o sofrimento de muita gente e entendi o quanto era robusta a fé de algumas delas. Um dia eu me senti muito só. Telefonei ao Focolare e mi senti ajudada porque me fizeram lembrar que também Jesus, na cruz, sentiu-se abandonado.” Atualmente Zena está bem de saúde, cheia de vida, e recebeu do público presente um longo e caloroso aplauso, especialmente quando disse que, não obstante o longo e árduo tratamento foi aprovada no vestibular com excelente resultado: 95/100. Foi com este fundamento que Maria Voce apresentou em seguida a sua contribuição. Ela sublinhou alguns pontos da espiritualidade para evidenciar o fato de que a espiritualidade de comunhão permite viver profundamente o Ano da Fé e falou acerca da “grande ressonância que o convite do Papa Bento VI encontrou em nós: oferecer publicamente o testemunho da fé, da Palavra vivida ‘como experiência de um amor recebido’ e comunicada como experiência de graça e de alegria!”
A Presidente dos Focolares – na sua visita à Jordânia de 28 de agosto a 10 de setembro – evidenciou que alguns aspectos desta espiritualidade são realmente proféticos ao nascer no horizonte eclesial. E continuou: “Nos primeiros anos de vida do Movimento dos Focolares era uma novidade a comunhão das experiências sobre a vivência da Palavra. Estas resultavam incontestáveis porque eram “vida” e fecundas, capazes de gerar o encontro profundo com Jesus, de tornar comunidade as pessoas dispersas.” Depois, ela evidenciou a afirmação do Papa Francisco na sua recente encíclica Lumen Fidei: “É impossível crer sozinhos. A fé não é só uma opção individual que se realiza na interioridade do fiel, não é uma relação isolada entre o «eu» do fiel e o «Tu» divino, entre o sujeito autônomo e Deus; mas, por sua natureza, abre-se ao «nós», verifica-se sempre dentro da comunhão da Igreja” (39). “Graças a esta espiritualidade de comunhão – concluiu Maria Voce – nós vimos florescer a comunhão na Igreja entre os vários Movimentos que a enriquecem; entre os vários carismas antigos e modernos. Além disso, vimos também o quanto esta espiritualidade contribui à unidade dos cristãos e, ainda, a iniciar o diálogo com pessoas de outras religiões, que representam uma das fronteiras que requer empenho e são urgentes no terceiro milênio.” Foi muito estimulante uma pergunta feita por um sacerdote, provocada por uma mensagem postada no Facebook: “O meu coração é cristão, mas, a minha mente não acredita na religião. Não considerar-me ateu porque eu não aceito a sua avaliação. Quem é você para avaliar-me?”. E a pergunta foi: “E o que dizer aos nossos jovens?”
Giancarlo Faletti, Copresidente dos Focolares, propôs a opção de vida. Ele afirmou: “É significativo o que diz a jovem que postou esta frase: é uma experiência cristã dividida entre coração e mente. A experiência cristã, vivida juntos nos conduz a uma presença: Cristo na comunidade. É a estas alturas que podemos dizer: o meu segredo é uma pessoa, é Jesus que se encarnou por mim e pelos outros. Somos chamados a dar este testemunho também através dos modernos meios de comunicação.” Roberto Catalano Viagem à Jordânia
9 Set 2013 | Focolare Worldwide
«Que acabe o barulho das armas! A guerra é sempre uma derrota para a humanidade». Palavras sérias do Papa Francisco durante a vigília de sábado, dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, pela paz na Síria e no mundo inteiro. Nos dias anteriores, as adesões foram numerosas e vindas dos lugares mais variados. Também a de Maria Voce, em nome do Movimento dos Focolares, de Amã, na Jordânia, onde encontrava-se.
Cem mil pessoas rezaram com Francisco, durante quatro horas, num silêncio imponente. Por todo lado recolhimento e seriedade. Impunha-se apenas a oração.
O Papa recebeu e venerou a imagem de Maria, Salus Populi Romani. Em seguida foi rezado o terço, e parecia ser proclamado por uma única voz. Lentamente instaurava-se um colóquio com Maria, que refletia confiança na Mãe de todos, Rainha da Paz.
Entre a multidão havia pelo menos mil muçulmanos. Um grupo deles recitava versos do Alcorão. Uma atmosfera de universalidade, todos ouvidos pelo Único Deus.
O Papa conduziu uma profunda meditação, com o rosto sério, concentrado.
Partindo do livro do Gênesis, fala da harmonia da criação desejada por Deus e do caos desencadeado pelo homem com a violência e a disputa e «questiona a consciência do homem: “Onde está Abel, teu irmão?”». «Esta pergunta também se dirige a nós, e também a nós fará bem perguntar: “Acaso sou o guarda do meu irmão?” Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros!». E ao contrário, quando a harmonia é rompida «o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater».
«Hoje também levantamos a mão contra quem é nosso irmão». «Aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar… A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!»
«Podemos sair desta espiral de dor e de morte?», pergunta-se o Papa. «Sim, é possível para todos!». Um aplauso vibrante confirma que ele tem razão. E continua: «Queria que de todos os cantos da terra gritássemos: sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: “Sim, nós o queremos!”».
E prossegue: «Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz».
O Papa Francisco convidou cada um a olhar profundamente à própria consciência: «vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão…, e não acrescentes mais dor». E concluiu: «Perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Tornemo-nos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz».
A oração continuou. Momentos de silêncio, orações, cantos. Uma longa adoração. Todos voltados à Hóstia presente no ostensório, voltados a Deus, que ali parecia ser o coração do mundo.
No dia seguinte, 8 de setembro, durante o Ângelus, o Papa voltou a falar de paz, «neste momento em que rezamos intensamente por ela». Exortou a «dizer “não” ao ódio fratricida e às mentiras das quais ele se serve, à violência em todas as formas, à proliferação das armas». E espontaneamente frisou: «Esta guerra aqui, aquela outra lá – porque existem guerras por todo lado – é realmente uma guerra porque existem problemas ou é uma guerra comercial, para vender essas armas no comércio ilegal?».
É a hora de dizer “não” aos conflitos, ao ódio, à violência para com os irmãos. Mas, para pronunciar este “não” «é necessário que cada um de nós tome a forte e corajosa decisão de renunciar ao mal e às suas seduções, e escolher o bem, dispostos a pagar em primeira pessoa».
«Prossigamos, com orações e obras de paz», a fim de que «cesse imediatamente a violência e a devastação na Síria e trabalhe-se com renovado empenho por uma justa solução do conflito fratricida. A busca da paz é longa. Exige paciência e perseverança».
De Vitória Gómez
9 Set 2013 | Focolare Worldwide
Roberto Catalano, nosso enviado especial à Amã, escutou os depoimentos de testemunhas diretas, pessoas vindas da Síria à capital da Jordânia para o encontro com Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares.
Como são entendidos e vividos pelos cristãos sírios os acontecimentos trágicos que estão destruindo o país, tem sentido falar de diálogo entre as religiões nesse contexto?
«Na Síria o diálogo sempre existiu, em nível oficial, promovido pelo mufti, por outras personalidades muçulmanas e pelas Igrejas, que sempre foram respeitadas em seu trabalho. Nestes três anos o país pagou o preço do integralismo, que se manifestou com o assassinato de expoentes do Islã sunita moderado. Pessoas de grande valor, como o xeique El Boudi, presidente do Conselho Internacional dos professores de lei islâmica. Algumas amigas me contaram que desde a sua infância gostavam muito de escutar as suas preleções, nas sextas-feiras, porque eram impregnadas por sentimentos de amor, compaixão, respeito recíproco. Tudo isso até o momento da sua bárbara morte, em Damasco, alguns meses atrás».
E os cristãos?
«Com o início das revoltas o medo começou a serpear entre os cristãos, por um lado como fruto daquela que poderíamos chamar de “memória histórica” (por exemplo, a guerra libanesa), por outro lado com a entrada nas cidades sírias de grupos terroristas armados, declaradamente hostis aos cristãos. Não que antes tudo fosse róseo, mas o certo é que os cristãos eram respeitados e podiam inclusive ascender a alguns postos de responsabilidade na administração pública e no mundo acadêmico. Em todo caso, ainda que o que acontece na Síria não seja um ataque direto aos cristãos, esse fato os coloca diante do drama da emigração como único caminho para fugir da violência e para assegurar um futuro aos próprios filhos».
Como se vive o dia a dia, sob a ameaça de atentados e bombas?
«Em Alepo os preços subiram ainda mais. Na parte que está sob controle do exército sírio é impossível encontrar pão, porque as estradas que dão acesso aos silos de farinha estão sob controle dos rebeldes. A estrada que liga Alepo, Homs e Damasco é extremamente perigosa. Principalmente na primeira parte realmente arrisca-se a vida. Mas no país inteiro, com exceção do litoral, viajar tornou-se muito problemático. Trajetos antes feitos em três horas agora se fazem até em 36 horas. Dez dias atrás terroristas de Jabat el Nouszra desceram do “Castelo dos Cavaleiros” em direção à zona cristã de Wadi Nazara, eliminaram os soldados de dois postos de controle, entraram na primeira localidade cristã e mataram 18 pessoas na rua principal. Isso levou o terror às famílias, muitas delas já refugiadas de outras partes da Síria».
Existe a esperança de uma solução pacífica ou política do conflito?
«Nas últimas semanas não houve sinais positivos. Pelo contrário, as lutas se intensificaram em vários pontos do país e consequentemente o medo nos civis cresceu. A impressão que eu tive, em Damasco, na semana passada, foi como o ecoar Isaías: “Como um cordeiro conduzido ao matadouro”. Nunca como naquele momento entendi a realidade do Cordeiro inocente, que não pode fazer nada diante da morte iminente e injusta. Essa é a realidade do povo, especialmente após a ameaça de ataque por parte dos Estados Unidos: desânimo e desolação. Olhamos nos olhos uns dos outros, como para dizer: “Irão realmente atacar?”».
Fonte: Città Nuova online