21 Jun 2013 | Focolare Worldwide
A região de Verona (Itália) fora flagelada por fortes temporais que tornaram rios e riachos perigosos pelo risco de alagamentos e inundações. No dia 17 de maio Giuseppe estava no porão da sua casa e foi arrastado por uma gigantesca onda de lama: rompera-se as barreiras às margens do Rio Mezzane. Ao lado dos voluntários da Proteção Civil e das forças da ordem pública envolvidos na busca, assim que aconteceu o acidente, uniram-se numerosas pessoas conhecidas e membros do Movimento dos Focolares do qual Giuseppe e a sua esposa, Maria Grazia, fazem parte há muitos anos. Este imediato, espontâneo, vivo testemunho de amor concreto de retirar a lama, desobstruir e limpar a casa foi também uma expressão de gratidão pela vida de Giuseppe, sempre dedicada ao amor e à doação a Maria Grazia e as duas filhas, às outras famílias, no âmbito profissional e na paróquia. “A vida de Giuseppe foi (…) de completa doação, com amor. Queremos viver este momento na companhia de Deus, Mistério de Amor trinitário. E deixar-nos confortar pela sua Palavra que é Verdade!” Assim expressou-se Dom Giuseppe Zenti, bispo de Verona, durante a homilia proferida na missa por intenção de Giuseppe Maschi, no dia 21 de maio passado. Naquele dia toda a cidade de Lavagno estava com Giuseppe e os seus familiares. Dom Giuseppe Zenti, que estava em Roma, interrompeu os seus trabalhos para a Conferência Episcopal e viajou para presidir a cerimônia concelebrada por quatorze sacerdotes, presentes o Presidente da Província, os prefeitos de Verona e de Lavagno. “Giuseppe era um homem generoso, cheio de amor – afirma Dom Giuseppe Zenti na homilia – a sua família pode testemunhar isso, a paróquia onde ele era colaborador de maneira especial como catequista com a sua esposa. No que diz respeito ao âmbito civil todos vocês podem testemunhar isso, vocês que aqui vieram e são numerosos. Para inspirar a sua vida ao amor ele era membro da família dos Focolares, cujo carisma é exatamente a atuação concreta, dia após dia, do mandamento do Senhor: ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’”. “Estou aqui com vocês – continua o bispo – eu também imerso no silêncio tenebroso da alma, como o silêncio que Jesus experimentou na cruz: ‘E houve trevas sobre toda a terra… Meu Deus, meu Deus por que me abandonaste?’ Neste silêncio façamos ressoar a Palavra de Deus que, como luz, ilumina os nossos passos titubeantes diante do mistério do homem, especialmente, diante do mistério da morte.” O Presidente da República Giorgio Napolitano, em uma carta lida pelo prefeito, manifestou “solidariedade e afeto à família Maschi atingida nos afetos mais caros neste grave luto. E, com a família, também a todos os cidadãos de Lavagno que sofreram perdas na enchente que atingiu a cidade.” Estes mesmos conceitos foram evidenciados no telegrama do Presidente do Conselho dos Ministros da Itália, Enrico Letta.
20 Jun 2013 | Focolare Worldwide
Seguindo o constate convite do Papa Francisco a deixar-se surpreender pelo amor sempre novo de Deus, 32 bispos amigos dos Focolares, provenientes da Coreia, Mongólia, Filipinas, Tailândia, Mianmar, Índia, Paquistão, Japão, Taiwan e Sri Lanka, reuniram-se em Seul de 22 a 25 de maio, para confrontar-se e aprofundar a viva realidade da “Igreja-comunhão”.
As nações que compõem o continente asiático diferenciam-se pela língua, etnia, religião, tradições, e também as situações vividas pela Igreja são muito variadas. Os bispos viram nesta multiplicidade uma oportunidade de enriquecimento recíproco. “Demos amplo espaço à comunhão espiritual e ao conhecimento mútuo – escreveram -. Assim descobrimos uma enorme riqueza de vida, traduzida em experiências muito concretas que brotam do Evangelho vivido nos vários ambientes: seminários, paróquias, entre pessoas marginalizadas por condições de desabilidade ou carência material. O amor a Jesus no irmão foi o que nos impulsionou a aproximarmo-nos dos nossos próximos e procurar sanar, por quanto é possível, as suas chagas”.
Também a Nova Evangelização foi objeto de reflexão. Ela exige uma conversão pessoal e um novo anúncio do amor de Deus às populações asiáticas, através do diálogo com as muitas tradições religiosas e a abertura radical para com aqueles que sofrem.
A Santa Missa conclusiva terminou com o solene pacto de amor recíproco e o compromisso em amar a diocese do outro como a própria, o que confirmou a partilha que se havia experimentado. Para manter vivos e alimentar os relacionamentos construídos, muitos dos presentes decidiram desfrutar melhor os meios mais rápidos de comunicação, como skype e conferências em vídeo.
O arcebispo de Bancoc, Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, moderador dos encontros dos bispos amigos do Movimento dos Focolares, explicou que a partilha das várias experiências feitas nas conquistas e nas dificuldades da vida, criou relacionamentos fraternos de profunda comunhão entre os participantes, fazendo com que experimentassem a presença de Cristo Ressuscitado entre todos. Essa presença doou nova força e alegria para retomar o serviço nas respectivas dioceses, com o amor de pastores próximos ao próprio rebanho, seguindo o exemplo do Papa Francisco.
18 Jun 2013 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Stefano Comazzi, responsável pelo setor de projetos da Ação por um Mundo Unido (AMU), com a CASOBU (entidade local de contrapartida dos projetos AMU), visitou as principais localidades do Burundi onde os projetos estão sendo atuados, nas províncias de Ruyigi, Kayanza e Bujumbura. Eis o seu relato:
«Na zona rural de Bujumbura, no município de Mutimbuzi, existe um campo de refugiados chamado “Maramvya” onde temos um projeto em favor das famílias. Constrangidos a transferir-se ao menos duas vezes em poucos meses, os refugiados viveram inicialmente numa zona da periferia de Bujumbura – um verdadeiro pântano – depois num terreno próximo ao aeroporto, no município de Butirere. O novo campo, porém, é mais distante da cidade e de mais difícil acesso.
Há cerca de quatro meses foram entregues às famílias lotes de terreno onde poderão construir as próprias casas. Vi que alguns já começaram a erguer pequenas casinhas de tijolos de barro e palha. Mas muitos não têm os meios necessários e existe o risco que a terra seja vendida a baixo preço a especuladores interessados em construir imóveis maiores.
No momento da minha visita, embaixo de uma grande barraca, estava acontecendo uma sessão de coleta de dados anagráficos por parte de um jovem encarregado pela CASOBU, com o objetivo de fazer o registro das famílias e dos menores no município, o que permite o acesso aos serviços de saúde e educação. Esse registro é bastante complicado porque as pessoas estiveram sob a administração de outras prefeituras e, na prática, é necessário verificar com cada um se não existem registros precedentes e, eventualmente, fazer as retificações exigidas. Todo esse processo é feito manualmente e por isso exige muito tempo e cuidado dos agentes da CASOBU.
Com relação ao problema do acesso à água, existe um único ponto de distribuição público, com uma fonte que está a quase meio quilômetro do assentamento e onde vi uma pequena multidão de mulheres e crianças. Daquilo que contam, as filas começam muito cedo, até às três da madrugada, e a espera é de muitas horas. A pressão da água é insuficiente o que retarda o tempo para encher os baldes. Falando com o prefeito soubemos que está em estudos um projeto para toda a área norte da cidade, com tubos de diâmetro e capacidade adequados e uma cisterna de coleta de água, exatamente ao lado do campo. Todavia, na espera que esse projeto seja concretizado, a CASOBU levantará possíveis soluções temporárias, que possam, de algum modo, aliviar o desconforto da população».
Fonte: Ação por um Mundo Unido online
Ficha do projeto
Como colaborar: Burundi, Campo de refugiados Maramvya
15 Jun 2013 | Focolare Worldwide, Senza categoria
Um ilustre rabino, participante no encontro de diálogo judaico-cristão promovido pelo Movimento dos Focolares, no Centro Mariápolis de Castelgandolfo (Roma), explicou que a história da compreensão entre as duas religiões desenvolveu-se em três níveis de ação.
O nível 0, isto é, quando as pessoas de ambas as religiões se apresentam e se conhecem. No nível 1 dá-se mais um passo: existe o respeito e a compreensão recíproca. O medo de que o “outro” nos interpele ainda não existe.
O diálogo do segundo nível, por outro lado, propõe que as pessoas envolvidas estejam prontas a que o outro – judeu ou cristão – influencie realmente com as próprias convicções religiosas e o transforme positivamente.
Obviamente, não se trata de colocar em discussão a identidade religiosa de cada um e muito menos de sincretismo. A proposta consiste em utilizar uma linguagem espiritual na qual todos, de modos diferentes, possam encontrar-se.
Devo dizer que, há anos, frequento eventos inter-religiosos, mas nunca tinha participado num como este. Poucas vezes se veem juntos quatro rabinos de diferentes correntes do hebraísmo e um grupo grande de especialistas dos temas típicos do diálogo (30 pessoas da Argentina, EUA, Itália e Uruguai), que trabalham com uma metodologia totalmente original.
Em geral, cada participante fala da sua religião, comenta os próprios textos e refere-se aos próprios autores. Desta vez, os cristãos comentaram os textos hebraicos e os hebreus os textos cristãos. Não eram reflexões tiradas dos estudos de pensadores ou teólogos reconhecidos nos próprios âmbitos, mas aprofundamentos centrados no impacto que estes documentos causaram no leitor: um impacto sobretudo espiritual com um conteúdo profundo.
Aprofundaram-se, com uma visão diferente da habitual, os textos da espiritualidade hebraica e os textos que fazem parte do patrimônio espiritual deixado por Chiara Lubich, fundadora dos Focolares.
Utilizo uma metáfora do mundo da cibernética. Já é sabido que a web 2.0, em breve, nos permitirá novas formas de comunicação em rede: o “diálogo 2.0” também significa um novo passo. Isto vai requerer deixar de lado as seguranças adquiridas até agora para integrar os elementos de sempre, de modo novo. Este tipo de diálogo permitirá a realização de formas mais profundas de encontro inter-religioso e a construção de uma sociedade mais fraterna.
Foi o que vivemos durante estes dias.
De Francisco Canzani
14 Jun 2013 | Focolare Worldwide

«Parece que foi ontem que começamos a colaborar no projeto Fraternidade com a África – conta um grupo de voluntários espanhóis dos Focolares. Era abril de 2009 e para a difusão do projeto organizamos várias atividades na nossa cidade, Aljucer (Murcia), que se concluíram com um jantar beneficente. Agora já estamos na quinta edição».
O projeto nasceu em 2006 em Budapeste. Durante o Voluntarifest, evento internacional que reuniu milhares de pessoas na capital da Hungria, com o lema “A terra é um só país. Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim”, lançou-se um projeto para a promoção de bolsas de estudos em diferentes âmbitos para jovens africanos, juntamente com a ideia de fazer das próprias cidades, lugares onde “brilhe” a cultura da fraternidade. Um grupo de voluntários de Aljucer, que participou no evento, decidiu aderir à proposta.
«Sentimo-nos chamados em causa e em 2007 começamos a criar uma associação que nos ajudasse a alcançar o nosso objetivo: Aljucer, uma cidade que promova a cultura da fraternidade. Desde então, foram muitas as atividades realizadas, também junto com outras associações, mas a nossa atividade principal continua sendo o projeto Fraternidade com a África». Todos os anos realiza-se a distribuição de manifestos, envolvem-se estabelecimentos comerciais, que muitas vezes colaboram na difusão do projeto doando produtos para o sorteio no jantar beneficente, onde recolhem-se fundos para as bolsas de estudos.
«O jantar anual para o projeto Fraternidade com a África é muito esperado e sempre unem-se a nós outras pessoas. Nunca tínhamos superado as 90 pessoas, mas este ano éramos 125, um número “importante” para uma cidade como a nossa, que, como muitas outras, é atingida pela crise». Nesta ocasião, explica-se o funcionamento do projeto: o número das bolsas de estudos atribuídas, os fundos recolhidos, os âmbitos educativos promovidos e as experiências dos estudantes. No fim, em um clima de festa, faz-se o sorteio dos prêmios e a conclusão com a colaboração artística de alguns artistas locais. Este ano houve uma novidade: a presença de Carlos Piñana de Cartagena, músico “flamenco” e professor do Conservatório Superior de Murcia, que junto com quatro dos seus alunos fez um recital de música “flamenca”.
«Estamos contentes – continuam os protagonistas – porque acreditamos que estes eventos sirvam para promover a cultura da fraternidade, que nos faz iguais, como irmãos, motivo mais do que suficiente para trabalharmos uns pelos outros, uns com os outros.»
Fonte: www.amu-it.eu
Aljucer, un paese che promuove la cultura della fraternità
13 Jun 2013 | Focolare Worldwide
“Enquanto em Jerusalém aconteciam os eventos da Semana Mundo Unido, nós também preparávamos algumas atividades aqui em Manila”, escrevem os Jovens por um Mundo Unido (JMU) das Filipinas. Para eles a conexão com a Terra Santa foi o início da programação prevista para a Semana, repleta de atividades: dez “fragmentos de fraternidade” (denominação das ações dos Jovens por um Mundo Unido recolhidas no Projeto Mundo Unido (United World Project) simultaneamente, no dia 4 de maio, em Manila, no norte, em Baguio e em outras cidades.
A Semana começou com uma festa pela unidade, intitulada Ponte (Bridge) na qual aconteceu a conexão com Jerusalém e com os JMU de outras cidades das Filipinas e, depois, todos estavam dispostos a começar as diversas atividades previstas: arte culinária, ações a favor do meio ambiente, visitas nos hospitais e aos pobres e necessitados. Só em Manila haviam 379 jovens inscritos.
Foram a Sulyap ng Pag-asa, localidade na qual o Movimento dos Focolares promove ações nos bairros mais precários e populosos de Quezon City. Os JMU promovem atividades regulares de apoio alimentar. No Sinag Hospital, que oferece tratamentos e serviços aos pacientes em resposta ao convite que Jesus nos deixou no Evangelho, de amar sobretudo os mais pobres, os jovens se deram conta de que, dedicando tempo àquelas pessoas os próprios problemas tornavam-se bem menores.
Outra atividade foi realizada na Cidade das Crianças, uma casa para centenas de meninos de rua, administrada pelo Departamento de Welfare. Os jovens se encontraram com 147, entre crianças e adolescentes com a idade de 8 a 17 anos, e durante a visita ajudaram a cuidar de todos, cantaram e dançaram. Tiveram também a oportunidade de compartilhar com eles o próprio segredo: a “arte de amar!”. As crianças, por sua vez, apresentaram também algumas músicas e danças. O Munting Tahanan ng Nazareth, ao invés, abriga pessoas portadoras de deficiência física e mental. “Com a nossa visita – escrevem os JMU – queríamos partilhar o amor de Deus presente no nosso coração, quem quer que sejamos!” Jovens mulheres, vítimas de abusos, vivem no Marillac Hills onde, há muito tempo, as jovens do Focolare vão visitá-las. Pela confiança que se instaurou, para aquela ocasião a administração do Centro permitiu que também os jovens pudessem participar da visita.
E ainda as ações nos Centros Bukas Palad (de mãos abertas), expressões sociais dos Focolares nascidas em resposta à grande pobreza e que, com o slogan “Gratuitamente receberam, gratuitamente doem”, oferecem serviços no setor da saúde, educação e edificação da comunidade. Os jovens visitaram tanto o Centro Social de Tramo, Pasay, Tambo e Paranaque quanto a La Union, no norte. No primeiro Centro, com os jovens que o frequentam, foi feita uma ação pela ecologia e limparam a região próxima a um riacho, felizes por fazer com que Tramo, o bairro deles, torne-se mais bonito! No segundo, os jovens do norte das Filipinas realizaram seis diferentes workshops desde a culinária a jogos de basquete, com 55 crianças. Outra atividade, sempre no norte, foi a ação ecológica para limpar Pagudpud, um ponto turístico muito frequentado. E ainda a Fazenda U-Day, em Masbate, onde convidaram os amigos a passar juntos algumas horas com músicas e experiências de como viver e promover a fraternidade!
Para concluir a Semana Mundo Unido todos os jovens que dela participaram se reencontraram para a Jornada “Bridge, 2.0, um projeto pela unidade!”. Ao término das atividades era o momento de assumir um compromisso para o futuro: assinando em um grande mural, todos podiam escolher onde empenhar-se para ser uma ponte do Mundo Unido. E, para evidenciar este empenho, tomaram em consideração as palavras de Maria Voce que, no dia 1° de maio, aos jovens reunidos em Loppiano (Itália), disse: “Ao terminar a construção de uma ponte, se esta não é usada, se ninguém passa por esta ponte, permanece um material inerte, um material que não serve a nada! Portanto, a ponte serve somente para unir. Serve exatamente para encorajar todos a atravessá-la para encontrar-se. Não desanimem! A ponte existe para isso! Dar o primeiro passo significa encaminhar-se aos jovens que estão ao lado de vocês e dizer-lhes, se for possível, ou demonstrar-lhes que, realmente vocês estão dispostos a fazer qualquer coisa por eles e com eles!”