Movimento dos Focolares
Sociólogos italianos e brasileiros, um intercâmbio por novas perspectivas

Sociólogos italianos e brasileiros, um intercâmbio por novas perspectivas

É o primeiro seminário promovido pelos pesquisadores de Social-One fora da Europa, em diálogo com o grupo latino-americano do Movimento Anti-utilitarista nas Ciências Sociais (M.A.U.S.S.). Estamos em Olinda, no nordeste do Brasil, onde, nos dias 6 e 7 de julho, reuniram-se cerca de 50 pessoas, entre professores, pesquisadores e estudantes de várias partes do Brasil, e uma representação italiana. Tema central do encontro foi o “Agir Agápico”, isto é, ações movidas pelo amor fraterno e desinteressado, que constitui o núcleo principal das reflexões, evidentemente não comuns em âmbito sociológico, do grupo de pesquisadores ligados a Social-One.

“Dádiva e agir agápico: rumo às novas perspectivas para as Ciências Sociais” foi o título do seminário, aberto pela Dra. Vera Araújo, brasileira e membro de Social-One, que salientou a necessidade de novas ideias – como a ágape e a dádiva – para interpretar e inspirar comportamentos e dinâmicas coletivas.

Seguiram-se 12 horas de trabalho intenso: quatro conferências e quatro sessões paralelas, enriquecidas pelo diálogo com todos os participantes.

Entre os palestrantes italianos, o prof. Michele Colasanto, da Universidade Católica de Milão, que evidenciou a função dos conceitos de ágape e dádiva em relação à construção do bem comum; o prof. Gennaro Iorio, membro do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade de Salerno, que após ter apresentado a reflexão sobre o tema do “agir agápico” desenvolvido por Social-One, falou da relação entre ágape e conflito; a Dra. Licia Paglione, membro do Departamento de Ciências Sociais e da Comunicação do Instituto Universitário Sophia de Loppiano (Itália), que propôs a leitura da relação entre os conceitos de dádiva e amor, a partir do trabalho do sociólogo russo P. A. Sorokin (1889-1968).

Foram apresentados ainda, durante as sessões paralelas, cinco trabalhos elaborados por grupos de professores e estudantes brasileiros, de várias universidades, que imergiam os temas tratados na realidade acadêmica e social brasileira.

A estudante Maria Júlia Izidoro falou de um grande horizonte aberto, da possibilidade de “falar de amor também nas classes universitárias”. Para Maria Eduarda Couto “rompeu-se um muro entre nós, jovens, e os ‘dinossauros’ das ciências sociais. Cientistas maduros que escutaram-nos com atenção”, ela afirmou. E o jovem estudante Lucas Francisco da Silva Jr. declarou-se “impressionado pela proposta, dado que a sociedade precisa de mudanças e a introdução do conceito de ‘agir agápico’ nas relações sociais tornará o mundo melhor”. Saulo Miranda relevou a “presença de jovens interessados e capazes de aprofundar estes temas nos próprios ambientes acadêmicos”. E muito interessante o comentário de uma das participantes, Simone Alves: “Adquiri uma bagagem teórica importante, mas o fundamental foi justamente a experiência do amor, daquele Agir Agápico que encontrei nas relações entre as pessoas que estão aqui”.

“Este seminário deixa como herança – declarou o coordenador do seminário, Lucas Galindo, na conclusão – a abertura de mente, de coração e de alma para um diálogo fecundo, que nos faz esperar que o agir agápico (o amor), incida com força na vida social”.

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Crescem jovens empresários: escolas no Chile e no Brasil

Idealismo e ação. Aprofundamento cultural. Elementos sempre presentes no projeto de uma Economia de Comunhão (EdC), uma realidade viva, que tem futuro porque eles existem: “Quando uma realidade não tem jovens não tem nada, porque sem eles falta o entusiasmo, a criatividade, o otimismo, a gratuidade. Os jovens devem ser os protagonistas”. Palavras do economista Luigino Bruni, coordenador internacional da EdC e um dos professores na escola realizada em Recife, a última em ordem de tempo. As “escolas da EdC” acontecem já há alguns anos, em várias partes do mundo, e estão se multiplicando: Itália, França, Argentina, Brasil, em 2011 uma escola pan-africana no Quênia, e proximamente em Portugal. Nas últimas semanas foi a vez do Chile e ainda do Brasil. Sabor de um novo caminho aberto, em Santiago. Entusiasmo e consolidação de um projeto em Recife. Mas o DNA é o mesmo.

“Tendo concluído a escola podemos pensar que realmente ela foi um ponto de partida para o nascimento de empresas EdC no Chile”, afirmou o professor Benedetto Gui, representante do Instituto Universitário Sophia, parceiro da escola EdC chilena, a primeira a ser realizada neste país andino. Os estudantes da Universidade Católica Silva Henriquez, de Santiago do Chile e da Universidade La Santissima  Conceptión, de Conceptión, que se reuniram de 5 a 8 de julho, escutavam falar da EdC pela primeira vez. O ceticismo inicial deu lugar à adesão ao projeto, se dessa forma eles se dirigiram aos jovens de Recife: “Convidamos vocês a viveram uma experiência onde os valores tem uma função importante. Esta economia não é uma loucura, é algo admirável e possível de viver, que rompe com os esquemas tradicionais de empresa e de consumismo”.

E o que convenceu estes futuros engenheiros comerciais e contabilistas, mais do que outra coisa, foram os testemunhos dos empresários, como o de Bernardo Ramirez, dirigente de indústria e presidente da Sociedade Foco, nascida como uma cooperativa de poupança, única empresa EdC do Chile. E o depoimento de Bettina Gonzales, proprietária de uma agência de viagens em Buenos Aires. Partindo da sua experiência ela falou de um modo de gerenciar decididamente contracorrente: clientes a quem sugeriu adiar a viagem para um momento mais tranquilo para a família; lucrativos pacotes de visita às cataratas nos fins de semana aos quais renunciou porque soube que um número excessivo de turistas no mesmo período traz o risco de afastar a fauna, etc.

E em Recife, de 12 a 15 de julho, falou-se de uma “nova primavera” da EdC, entre os 200 participantes, a maior parte jovens. E foram anunciadas as novidades: criação de um grupo de consultoria gratuita para a planificação de novas empresas EdC; abertura de uma marcenaria para a formação ao trabalho de jovens em situação de risco, que junta-se às três empresas já presentes no Pólo Empresarial Ginetta, em Igarassu (PE), região metropolitana de Recife, entre outras. O tema dos “pólos” da Economia de Comunhão foi objeto de estudos num dos dias da escola, assim como a luta contra a pobreza para a qual a EdC contribui.

“O que faz a diferença entre a EdC e outras propostas econômicas – explicou um dos jovens na conclusão – é que o empresário coloca-se no mesmo nível do trabalhador, que é seu irmão. Ele renuncia a muitas coisas. É uma escolha radical. Vejo um horizonte muito amplo, muito trabalho duro pela frente… mas isso não é um problema para mim”. Como diria Bruni, economia por vocação.

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Juntos, em Portugal, pela Europa

Um sinal concreto como resposta aos desafios que a Europa enfrenta, também em tempos de crise. Foi a mensagem lançada pelos representantes de movimentos e comunidades da Europa e personalidades do panorama político e institucional reunidos em Bruxelas dia 12 de maio passado. Na internet ou via satélite outras 115 cidades do Velho Continentes coligaram-se com o Square Meeting Center de Bruxelas para o encontro “Juntos pela Europa”, que reuniu 300 entre movimentos e comunidades de várias Igrejas. Entre todos esses são muitas as histórias vividas, e os seus reflexos. Experiências do Evangelho vivido e de incidência no social. Um zoom sobre Portugal, para conhecer melhor este país que de 15 a 22 de agosto próximo receberá a visita da presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, e do copresidente, Giancarlo Faletti. Cinco cidades lusitanas estão envolvidas para projetar e trabalhar juntos, iniciando por conhecer-se e estabelecer relacionamentos de amizade e respeito recíprocos.

As comunidades contam.

Lisboa. Nos pontos turísticos da cidade, 110 jovens distribuíram panfletos com os “7 Sim” e as iniciativas para construir uma Europa mais solidária, uma ação feita com sete Movimentos: Schöenstatt, Emmanuel, Cursilhos, Equipes de Nossa Senhora, Verbum Dei, Metanoia e Focolares. À tarde, um encontro com 350 pessoas, para um diálogo com várias personalidades e testemunhos sobre o percurso feito até agora.

Porto. Um ano de preparação, no qual o trabalho lado a lado foi uma verdadeira experiência de fraternidade. Tocante o depoimento do bispo do Porto, D. Clemente: “A melhor garantia para o futuro é esta inspiração cristã, da qual nós, com outros homens e mulheres de boa vontade, podemos ser protagonistas”.

Coimbra. A família, protagonista na unidade europeia. Cerca de 250 pessoas, de todas as idades, das criancinhas aos avós, participaram da caminhada do Parque Verde à Universidade, que concluiu-se com a transmissão direta de Bruxelas. Uma característica desta edição foi a premiação do concurso “Nas raízes cristãs da Europa”, dirigido às escolas, nas categorias música, fotografia, poesia, filmagens e desenho.

Funchal, Ilha da Madeira. A cidade de Funchal participou pela primeira vez do projeto Juntos pela Europa. Nove movimentos católicos estiveram envolvidos: ACI, ACR, Cursilhos, Equipes de Nossa Senhora, Equipes Jovens de Nossa Senhora, Focolares, Renovação Carismática, Schöenstatt, Verbum Dei. Conexão com Bruxelas, da Universidade de Madeira e, simultaneamente, coleta de alimentos de primeira necessidade para a Cáritas Diocesana, no âmbito da campanha “Funchal, uma cidade solidária”.

Faro, no Algarve. Situada na região mais ao sul de Portugal, Faro é caracterizada por uma grande presença multiétnica e pouca prática religiosa. O percurso dos seis movimentos – Cursilhos, Renovação Carismática, Convívios Fraternos, Escoteiros, Liga de Ação Missionária e Focolares – teve, portanto, uma importância particular. No momento de oração com católicos e ortodoxos estavam presentes mais de 150 pessoas. No dia 12 de maio foram feitas a corrida para os adolescentes e uma coleta de alimentos, e na abertura as palavras do bispo, D. Quintas.

Após uma semana, os primeiros e inesperados efeitos: o convite feito ao grupo de Juntos pela Europa para um dos programas mais ouvidos da TV nacional, “Prós e Contras”, para participar de um debate com o tema “O que fazem as associações civis pela crise em Portugal?”. Um passo importante para a comunhão e a unidade entre os movimentos e comunidades dessa região, a fim de que sejam expressões de experiências evangélicas concretas, sinais de esperança em tempo de crise.

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Crise & esperança. A Comissão Finanças de Roma

A grande crise financeira e econômica que explodiu em 2008 teve consequências muito sérias para empresas, famílias e associações, até hoje bem visíveis aos olhos de todos. Se a situação não deixa muitas saídas, também essa, como toda crise, sacode as consciências e, junto com o desespero e a expectativa, move também as ideias, criando novas possibilidades.

Foi o que percebeu um grupo de profissionais do mundo bancário e financeiro de Roma: Dária, Domenico, Paola, Rosapina, Sandro, Gabriele e Assunta. Todos juntos partilham de uma longa amizade, no mundo profissional, mas principalmente acreditam que os valores do Evangelho podem ser vividos no banco, nos correios, nas seguradoras e nos serviços ao crédito, enfim, em seus ambientes de trabalho. Com o desencadeamento da crise cada um deles recebeu um pedido de ajuda, para renegociar uma hipoteca, para entender um documento bancário, para fazer um investimento mais satisfatório.

Com o tempo o grupo assumiu um nome, “Comissão Finanças”, ligando-se ao Movimento Humanidade Nova, dos Focolares, presente em Roma. As reuniões tornaram-se uma ocasião de intercâmbio de várias experiências, com a possibilidade de um confronto sobre as problemáticas e as crises de consciência que todos os dias os membros do grupo deviam enfrentar, dando um sentido novo ao empenho profissional, em ambientes muitas vezes difíceis.

Este diálogo produziu um fruto significativo, já há alguns anos: o boletim “Economia & Finanças”, cujo objetivo é colocar à disposição dos cidadãos o “profissionalismo” em campo econômico e financeiro, como um patrimônio que deve circular, principalmente para ajudar quem é menos competente ao enfrentar esses problemas.

Cada boletim traz um olhar sobre a atualidade financeira, sem tecnicismos, propõe um aprofundamento sobre a Doutrina Social da Igreja, anuncia as novidades no mercado e nos produtos financeiros. «Mas, antes de tudo, o boletim é uma ocasião de diálogo através de um endereço eletrônico. Com este trabalho percebemos que a partilha dos problemas ou das escolhas a serem feitas é fundamental, porque frequentemente no nosso trabalho perde-se o senso do “bem comum” naquilo que nos é solicitado».

A ampla difusão de cada número, através da internet e das redes sociais, consentiu alargar essa experiência, numa troca com outros operadores do setor, em várias regiões italianas. «Estamos criando uma rede na qual percebe-se a forte exigência de experimentar uma relação verdadeira, onde a comunhão é um método de trabalho concreto, que acolhe o outro com todas as suas problemáticas, e que depois nos faz encontrar as soluções mais apropriadas».

Um exemplo foi dado por Giovanna e Carlo, de Roma: «Graças a essa rede, nestes anos ajudamos várias pessoas em necessidade, com pequenos empréstimos, sem juros, que sempre, pontualmente, nos foram pagos. O mais bonito é que quando nós precisamos nos ofereceram a quantia de que necessitávamos: tratava-se de 20 mil euros, que pudemos pagar com toda a tranquilidade e economizando tempo e burocracia, necessários quando se deve recorrer a um banco. Na nossa pequena medida podemos garantir que o “dai e vos será dado”, do Evangelho, é realmente verdadeiro e que a providência não se faz esperar».

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Evangelizar, nós mesmos e os outros

«Em 1978 parti em missão para o Congo. Para mim foi um momento duro. A África, a floresta equatorial, um mundo totalmente novo a ser descoberto e amado». Assim inicia a narrativa da irmã Valeria, da Ordem de São José de Cuneo. A ocasião foi o congresso “Carismas para a nova Evangelização”, realizado no dia 17 de março passado, em Turim. A história da irmã Valéria entrelaça-se com a da irmã Nicoletta, da mesma ordem. Ao chegar em Lolo – pequena diocese às margens da floresta equatorial da República Democrática do Congo – também irmã Nicoletta descobriu «um lugar habitado por gente simples», principalmente pescadores e agricultores.

Do outro lado do rio, irmã Valeria havia iniciado, há algum tempo, uma série de encontros com o grupo de Famílias Novas, do Movimento dos Focolares. Ao vê-los tão «serenos, comprometidos e unidos», irmã Nicoletta ficou fascinada e decidiu convidá-los a ir a Lolo – irmã Valeria e as famílias – para que contassem a própria experiência. «Eu também senti fortemente o convite a viver o Ideal da unidade», contou irmã Nicoletta. As famílias de Lolo começaram a reunir-se, a Palavra de Vida começou a ser traduzida e a potência que trazia era mais forte do que qualquer tradição ancestral, que separa a vida do homem da vida da mulher.

Não obstante as dificuldades, as duas religiosas conseguiam encontrar momentos de partilha, para comunicar uma à outra os frutos da vida do Evangelho. O bispo e a superiora geral as encorajavam a prosseguir. Em 1988 realizou-se a primeira Mariápolis em Lolo, com cerca de 100 pessoas.

Até hoje, embora a missão tenha terminado, o bispo comunica que muitas daquelas famílias continuam ativas na diocese.

Há poucos meses as duas religiosas encontram-se na mesma comunidade, na Itália. «Nós nos ajudamos a viver o Ideal da unidade, que traz uma luz nova ao carisma do nosso fundador, Jean Pierre Médaille, que ainda em 1650 convidava a viver a comunhão com Deus, entre nós e com o próximo, fundamentada na palavra de Jesus “que todos sejam um” (Jo 17,21)».

«Isto é nova evangelização: amar, e dizer, com a nossa vida: “Deus o ama!”», acrescentou irmã Valeria. E contou sobre «um grupo de jovens do ensino médio com as quais reúne-se uma vez por mês, para seguirem juntas um caminho de vida cristã baseado na Palavra de Deus». O grupo é conduzido por ela, Irmã de São José, por uma Filha de Maria Auxiliadora e por uma irmã do Cotolengo. «Existe muita comunhão entre nós – concluiu – e vem em evidência a beleza de cada carisma».

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«Café Alzheimer»

Há algum tempo eu aceitei a proposta de tornar-me “caregiver” de minha tia que sofre de mal de Alzheimer. Caregiver é um termo inglês para “cuidador”, e indica aqueles que prestam cuidados e assistência a uma pessoa doente ou com dificuldades. Comecei a ocupar-me dela todos os dias, para ajudar e fazer companhia. Nesse encontro pessoal com o sofrimento senti solidão e medo, experimentando “o vazio” das instituições. O que me deu forças foi pensar em Jesus Crucificado e abandonado que, mesmo na dor, não parou de amar.

Um dia pedi ao especialista em Alzheimer que cuidava de minha tia para que juntos enfrentássemos a doença de um modo diferente. Para criar sinergias entre doentes, famílias, sociedade e instituições, criamos, junto com alguns amigos, a Associação “Humanidade Nova – A casa dos sonhos”. De fato, é preciso sonhar.  E se sonhamos sozinhos é fácil que tudo fique só no sonho, mas se somos muitos, então pode tornar-se uma realidade. A primeira atividade foi um curso de informação para voluntários e familiares. Realizado com a contribuição gratuita de médicos, psicólogos e voluntários do serviço hospitalar, teve a participação de quase trinta pessoas, na maioria parentes dos doentes.

No final do curso surgiu a ideia do “Café Alzheimer”, para viver momentos de família com os doentes, em um bar, símbolo da vida social, onde fomos para tomar juntos um chocolate quente ou um suco de frutas. É uma ação que continua e atualmente chegam a ir até 35! Um deles não saía de casa fazia três anos, outro não queria ir porque não tinha sapatos mas aceitou o convite quando entendeu que podia ir de chinelos! A Assessoria de Serviços Sociais interessou-se pela atividade e por vários meses dispôs de um carro com o motorista, para transportar os doentes até o Café Alzheimer.

Organizamos, com os doentes e suas famílias, uma visita às escuderias e às carruagens de época do Instituto de Incremento Hípico de Foggia. A iniciativa foi um sucesso e a repetimos, adotando alguns jumentinhos (destinados ao abatedouro), para estimular a capacidade relacional dos doentes.

A associação organiza cursos anuais para a formação dos agentes sanitários e de sustento para os familiares dos doentes. Na nossa cidade muitas pessoas nos conhecem e colocam-se à disposição quando necessitamos. Para festejar o nosso primeiro aniversário tivemos a visita do bispo, D. Lucio Angelo Renna.

A partir de janeiro de 2012 a experiência chegou também à cidade próxima, Torremaggiore (Província de Foggia – Itália). E lá segue-se o mesmo esquema: toda quinta-feira um chocolate quente ou um sorvete no Bar Plaza, com cerca de dez amigos. Entre todos há um bonito clima de solidariedade.

Para saber mais: Associação “A casa dos sonhos” – San Severo (Foggia) – Itália – www.lacasadeisogni.biz

Antonella De Litteris