Movimento dos Focolares

AFAGO

Associação de Apoio à Família, ao Grupo e à Comunidade O que é o Programa Solidariedade à Distância? É uma iniciativa através da qual pessoas individualmente, famílias, grupos de amigos e associações de diversos países ajudam financeiramente a melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes pobres, com investimentos em projetos sociais e de promoção humana, mantendo-as nas próprias famílias e nos próprios ambientes. Como funciona? No Distrito Federal, o Programa Solidariedade à Distância atua por meio da Afago-DF (Associação de Apoio à Família ao Grupo e à Comunidade), na cidade do Gama, assegurando às crianças e aos adolescentes da comunidade alguns de seus direitos fundamentais como alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, cidadania, além do direito de crescer na família e no próprio ambiente. Hoje são atendidas 109 crianças, com a possibilidade de expansão para 200. Que atividades são desenvolvidas? A Afago-DF presta atendimento de apoio sócio- educativo, proporciona atividades pedagógicas, lúdicas, culturais e esportivas, iniciação à informática, assistência social, atendimento psicológico, inclusão digital e profissionalização, além de oferecer cursos de geração de renda aos pais. Com o dinheiro doado pelos padrinhos as crianças recebem duas refeições por período (almoço ou jantar e um lanche), totalmente preparadas no local. Os recursos também custeiam a compra de materiais pedagógicos, o pagamento dos monitores e funcionários e a infra-estrutura necessária ao atendimento.

Como surgiu o Programa Solidariedade à Distância? Em 1993, durante o FamilyFest (Congresso Internacional de Famílias em Preparação ao Ano Internacional da Família da ONU) foi lançada a idéia da “Adoção à Distância”, atualmente Solidariedade à Distância (por não retirar a criança de sua família), iniciativa das Famílias Novas do Movimento dos Focolares. O que se espera com o Programa? Investir na família e na comunidade, ajudando crianças a crescerem e se desenvolverem como pessoas íntegras. O Programa torna-se, portanto, uma alternativa aos problemas da criminalidade e da droga. Para saber mais: http://afagodf.blogspot.com/

Agradecimento da família de Marisa Baù

Agradecimento da família de Marisa Baù

O grande número de pessoas que de várias maneiras desejaram exprimir os seus sentimentos de participação pelo falecimento da nossa amada Marisa, coloca-nos na impossibilidade de agradecer pessoalmente a todos. O fazemos com este meio, para expressar, além do agradecimento, o nosso profundo sentimento de gratidão por tanto afeto demonstrado, a Marisa e a nós todos. Família Baù

Agradecimento da família de Marisa Baù

A Economia de Comunhão na ONU

Luta contra a pobreza e Economia de Comunhão. Um binômio apresentado sob vários ângulos no evento do dia 3 de fevereiro, na sede da ONU. Um momento esperado, para o qual foi reservada uma sala de reuniões espaçosa e equipada com duas telas para projeções.

Estavam presentes relatores internacionais, como é natural neste contexto: Burundi, Brasil, Filipinas e alguns estados dos Estados Unidos (Boston, Indianapolis e Nova Iorque). Cerca de 50 pessoas entre as quais representantes de ONGs e delegados da ONU em vários países da África, Europa, Caraíbas e América do Norte.

O evento foi organizado por New Humanity (ONG do Movimento dos Focolares, reconhecida no Conselho Econômico e Social UNO – ECOSOC, com o Status Consultivo Geral) e pela Missão do Observador Permanente da Santa Sé na ONU. Na sua introdução, referindo-se à encíclica Caritas in Veritate, o núncio apostólico, D. Chullikatt, salientou a importância da promoção integral do homem, na atualidade.

A Economia de Comunhão pode oferecer elementos inovadores no atual contexto de crise econômica, evidenciou John Mundell, presidente da Mundell & Associates e membro da Comissão EdC/USA em seu discurso. Juntamente com Elizabeth Garlow, de Boston, apresentaram o estilo que caracteriza a gestão de uma empresa EdC e alguns depoimentos de empresas que aderem ao projeto, em várias partes do mundo. De modo especial emergiu a rede de relações virtuosas tecida entre as várias empresas.

Futuro e raízes. Foram exatamente alguns dos jovens presentes – Cláudia Herrero Martins Menegassi e John Paul Dominic Flores Yumul, provenientes respectivamente do Brasil e das Filipinas – que focalizaram o contexto no qual a EdC nasceu: Brasil, 1991, uma inspiração de Chiara Lubich. Sublinharam a necessidade de desenvolver a “cultura da partilha”, em contraposição à cultura do “possuir”, e a função ativa de quem é necessitado, típica do projeto. Foi este o ponto principal da 50ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social, com foco na erradicação da pobreza, da qual a apresentação da EdC constituiu um evento paralelo.

Alexis Nsabimana, jovem burundiano, falou sobre a experiência que se está fazendo em muitos pontos da África, onde a EdC encontra um terreno fértil pelos fortes valores comunitários próprios deste continente. Significativa a leitura da “Mensagem dos Jovens de São Paulo ao mundo”, apresentada por ocasião dos 20 anos da EdC, no Brasil, em maio de 2011. Essa mensagem, juntamente com a experiência da Economia de Comunhão sobre como “Erradicar a pobreza através da fraternidade”, e algumas propostas sobre a tributação das transações financeiras, encontram-se no documento preparatório, disponível no site da ONU, em várias línguas.

Hugh Timothy Duggan, consultor da representação dos Estados Unidos na ONU, pediu a adesão da EDC ao programa das Nações Unidas “Global compact” (com os seus 8.700 aderentes, de 130 nações, é a maior iniciativa de caráter voluntário relativa à responsabilidade social das empresas). O diálogo conclusivo demonstrou a adesão positiva de todos os participantes.

Fonte: EdC online

Agradecimento da família de Marisa Baù

Chega de perder tempo, vou mudar de rota

«Por causa de uma leucemia fulminante perdi minha irmã, Maria Assunta. Fui tomado por um sentimento de incapacidade. Que sentido tem a vida – eu me perguntava – se a morte leva consigo os sonhos, desejos, conquistas…? Tudo perdeu o sentido. Não queria mais viver. Relembrei os últimos instantes de vida de Maria Assunta. Ela já não tinha mais forças, até levantar as pálpebras era uma enorme fadiga que poderia custar-lhe a vida. Todavia, quando a levaram de volta para casa, enquanto saía da ambulância, em cima de uma maca, teve um sobressalto ao escutar as vozes dos parentes e amigos, vindos para lhe dar a última saudação. Improvisamente vi o seu rosto mudar, ela não só abriu os olhos, mas levantou a cabeça e sorriu a cada um. E não parou mais de sorrir, enquanto não cumprimentou todos. Só quando escutou a porta de casa fechando atrás de si deixou a cabeça cair no travesseiro, e logo entrou em coma. Por que havia feito aquilo? Enquanto refletia sobre este absurdo tive a impressão de compreender o porquê. Aquele amor, que a levava a preocupar-se com todos, menos que consigo mesma, tinha permitido que ela, num certo sentido, vencesse a morte, e os seus olhos eram a mais clara evidência disso, não transpareciam o medo de morrer, mas uma serenidade que parecia querer consolar as pessoas ao seu lado, quase dizer: “fiquem tranquilos porque eu estou feliz”. Um pensamento atravessou a minha mente, como um relâmpago: “Antônio, o morto é você, Assunta está viva!”. Disse a mim mesmo: “Chega de perder tempo! A única direção que posso dar à minha vida é o amor”. Comecei pelas pequenas coisas, a amar as pessoas que tinha ao meu lado, com muita simplicidade. Mas, com o tempo, aquela pequena chama estava se apagando, porque amar sempre era muito comprometedor, e nem sempre havia um retorno pelo meu modo de agir, ao contrário, às vezes recebia o desprezo. Naquele período tive a ocasião de escutar uma gravação, na qual Chiara Lubich fala do sofrimento de Jesus na cruz, quando grita “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Foi como se tivesse sido libertado. Em poucos minutos Chiara havia desatado os meus nós. Embora não soubesse nada sobre mim, lá estava ela, explicando-me a vida. Ela me fez entender que nenhum sofrimento devia ser desprezado, mas amado, porque tudo está contido no sofrimento de Jesus. A palavra “absurdo” podia descrever perfeitamente o meu estado de alma diante da morte de minha irmã. É absurdo morrer aos 20 anos! Mas quando aceitei aquele absurdo reencontrei o sentido da minha existência e entendi, como acontecera com ela, que a morte pode ser vencida». Antonio (Teramo – Itália)

Agradecimento da família de Marisa Baù

“… soubemos que a ilha chama-se Malta”

A República de Malta é formada por três ilhas principais: Malta, Gozo e Comino. A sua posição estratégica no Mediterrâneo, entre Europa e África, tornou-a uma fortaleza perfeita para muitos: fenícios, romanos, árabes, aragões, os Cavaleiros de São João, franceses e ingleses…os primeiros vestígios da presença de humanos na ilha são de 5200 a.C. Com uma extensão de 316 km², Malta é um dos estados menores e um dos mais populosos do mundo. A população atingiu os 400 mil habitantes. O setor turístico é um elemento fundamental da economia maltesa. Malta foi uma das primeiras colônias romanas a abraçar o cristianismo levado por São Paulo, por volta do ano 60 d.C, como lê-se nos Atos dos Apóstolos. A grande maioria dos malteses é católica e existem mais de 360 igrejas, entre Malta, Gozo e Comino. Há também a presença de outras denominações cristãs, entre as quais, anglicanos, luteranos, ortodoxos, a Igreja da Escócia, metodistas, e outras religiões, como judeus e muçulmanos. Desde 2004 Malta faz parte da União Europeia. As primeiras sementes da espiritualidade da unidade foram lançadas ainda na década de 1960. Em 1975 havia cerca de 70 pessoas que aderiam e começava a formar-se a primeira comunidade. Surgiram as primeiras vocações ao focolare e era grande o desejo de ter um focolare e de realizar uma Mariápolis na ilha. Foi em 1979 que, finalmente, aconteceu a primeira Mariápolis em Malta, com mil participantes. E no início da década de 1980 estabeleceram-se dois centros do Movimento. A vida continuou a crescer e aprofundar suas raízes. O ano de 1999 foi uma etapa fundamental deste caminho. Chiara Lubich recebeu da Universidade de Malta o doutorado honoris causa em Psicologia, motivado pela contribuição dada pelo seu carisma em “cultivar uma visão integral da pessoa humana no campo da psicologia”. A partir desta perspectiva de reflexão teve início Psicologia e Comunhão, uma rede internacional de agentes, com o objetivo de aprofundar esta abordagem psicológica original. Para relembrar os 10 anos da entrega do doutorado a Chiara, foi realizado em Malta um seminário especializado sobre o significado do paradigma relacional que emerge da espiritualidade da unidade. Ainda hoje, em Malta, a comunidade dos Focolares é florescente, com vários milhares de pessoas empenhadas, em várias maneiras, com a sua espiritualidade. Muito vivas as relações estabelecidas com a Igreja local e com outros Movimentos e comunidades eclesiais. Um fruto concreto é visto no trabalho que está sendo realizado atualmente, no caminho de Juntos pela Europa 2012. Existe um trabalho em estreita relação com pessoas de outras denominações cristãs, no Conselho Ecumênico maltês, e também com a Igreja local, na comissão ecumênica diocesana. Frequentes e muito amigáveis os contatos com a comunidade muçulmana, especialmente em alguns eventos onde há uma colaboração nas atividades com adolescentes. Um dos desenvolvimentos mais recentes é no âmbito cultural, sobretudo no campo médico, pedagógico, esportivo, e também no ambiente político e jurídico, onde membros do Movimento dos Focolares, pertencentes aos dois principais partidos políticos, procuram dar o próprio testemunho de fraternidade. Entre as várias iniciativas de adesão à Economia de Comunhão, em 1992 foi inaugurada a escola de inglês The Voice, que tem o reconhecimento do Ministério da Educação, pelo profissionalismo do seu trabalho e pelo clima cordial e acolhedor. Uma acolhida que o próprio São Paulo experimentou, quando naufragou na ilha (At 27,26), e ali ficou por três meses, deixando – como recordou Bento XVI na sua viagem de 2010 – “um sinal indelével na história do vosso país”. E, naquela ocasião, o Papa recordou ainda como, graças à presença de Paulo entre os malteses, o Evangelho de Jesus enraizou-se solidamente e trouxe “muito fruto, não apenas na vida dos indivíduos, das famílias e das comunidades, mas também na formação da identidade nacional de Malta, como também na sua cultura vibrante e peculiar”.