9 Fev 2018 | Focolare Worldwide
A minha família é composta por mim, minha irmã e minha mãe que nos criou sozinha. Passamos momentos muito críticos: minha mãe se esforçava para encontrar trabalho. Além do mais, havia atritos com a dona da casa, porque não tínhamos dinheiro para o aluguel. Para minha mãe era realmente um calvário administrar o pouco dinheiro que ganhava. Por isso, foi muito importante o apoio que tivemos através da associação Ação por Famílias Novas onlus (AFN) do Movimento dos Focolares. Dali a pouco, depois, se abriu na região sul da nossa cidade, Cochabamba, o Centro Rincón de Luz, no qual se oferece apoio escolar e uma refeição por dia às crianças e aos adolescentes que frequentam as escolas do bairro. O Centro foi outra grande ajuda para mim, me devolveu o sorriso e permitiu importantes momentos de formação. No Centro, éramos como uma grande família na qual os professores frequentemente faziam o papel de nossos “segundos pais”.
Graças às pessoas que confiaram em mim, hoje posso contar com orgulho que terminei o meu curso de estudos com bons resultados e estou seguindo o primeiro semestre na universidade. Logo serei uma profissional. Vou procurar fazer com que chegue a ajuda recebida às pessoas que tenho ao meu redor, iniciando, por exemplo, pelo Centro para transmitir os meus conhecimentos às crianças. Gostaria também de abrir um lugar para as pessoas que vivem pela rua, oferecendo a elas um modo de ir em frente. Entendi que se pode mudar a vida de uma criança e lhe indicar o caminho para um futuro melhor. Por isso convido todas as pessoas a ajudarem: todos podemos! Para mim, a coisa mais importante não foi só a ajuda econômica, mas a confiança que me deram: ela é uma semente de esperança, é uma luz que se acende não só no adolescente, mas também nos seus pais. Vê o video Fonte: Teens (nossa tradução)
7 Fev 2018 | Focolare Worldwide
O que impele um grupo de jovens, dos 18 aos 34 anos, provenientes das três regiões linguísticas da Suíça, a passar alguns dias na montanha, juntos com oito focolarinos e focolarinas, um casal de focolarinos casados e um sacerdote? “Os bastidores do focolare”, um fim de semana na esplêndida moldura dos Alpes do Valais, não só para desfrutar da natureza, mas também para, num ambiente ideal, se pôr uma série de perguntas essenciais sobre a vida passada e aquela futura, quando a primeira é muito mais breve do que a segunda. E entre estas: Qual é a minha estrada? Uma pergunta geralmente de não fácil resposta, se formulada quando existe a extraordinária e frequentemente irrepetível possibilidade de escolher a 360 graus, entre todas as estradas possíveis. Para empreender conscientemente uma – pensaram os organizadores – serve de ajuda abaixar o volume do estrondo quotidiano e encontrar um espaço onde seja mais fácil ouvir uma sugestão, em geral sussurrada ao ouvido do coração. «Daqui a ideia de passar um final de semana juntos, onde possamos nos expressar com liberdade e sinceridade, e onde Jesus – se quiser – possa falar intimamente a cada um. Um mix de aprofundamento e vida em comum, feito de passeios, jogos, limpezas, cozinha, oração, para exprimir, da melhor forma, a beleza e também a “normalidade” de segui-Lo inclusive hoje».
“Nos bastidores” da vida do focolare existe um chamado pessoal de Deus a realizar uma convivência de leigos, virgens e casados (segundo o próprio estado de vida), plenamente imersos no mundo, mas fortalecidos pela presença espiritual de Jesus entre eles, fruto do amor recíproco. Uma “presença” que querem levar por toda a parte, com o objetivo e o horizonte da unidade entre as pessoas e os povos, num mundo mais fraterno e unido, no respeito pelas diversidades. Alguns dos jovens presentes nunca tinham aprofundado esta possibilidade, outros já tinham decidido formar uma família, outros ainda nunca tinham se posto a pergunta. Mas, comum a todos, era o desejo de aprofundar um relacionamento pessoal com Deus e conhecer as características específicas desta particular forma de convivência segundo o modelo da família de Nazaré, nascida do carisma de Chiara Lubich. “Vocês estão no meio de todos, não têm um convento que os proteja, mas como fazem?” “É bonito, mas não é cansativo demais?” “O que significa, hoje, seguir Jesus?”. Muitas as perguntas espontâneas e muitas as respostas, a partir das experiências pessoais e dos escritos, meditados juntos, sobre a espiritualidade evangélica da unidade.
Kati e Istvan, casados, compartilharam as próprias alegrias, dificuldades e as escolhas fundamentais da família deles. «Fiquei muito impressionado pela profundidade dos temas que tocamos embora não nos conhecendo» disse um jovem. «Vim com muitas perguntas e recebi muitas respostas», concluiu uma garota, voltando à cidade. Peter, sacerdote, comentou: «Um final de semana inesperado. Alguns dos jovens expressaram o desejo de continuarmos a nos confrontar também depois. Esta, a meu ver, foi a mensagem mais bonita dos dois dias passados juntos: vivemos por vocês e com vocês, na incerteza sobre a escolha da própria estrada, mas na certeza de não estar mais procurando sozinhos».
2 Fev 2018 | Focolare Worldwide
Colhe-nos de surpresa a notícia da visita do papa Francisco a Loppiano, cidadezinha de testemunho do Movimento dos Focolares, prevista para o dia 10 de maio de 2018. A presidente Maria Voce o receberá junto com o superior eclesiástico local, dom Mario Meini, bispo de Fiesole. “Esta notícia me surpreendeu e me deu uma profunda alegria”, comentou imediatamente Maria Voce. “É uma grande honra para o Movimento dos Focolares receber, entre nós, a visita de um papa, em uma das nossas cidadezinhas. Mas é sobretudo um impulso para intensificar o empenho em viver o amor e a unidade, enraizados no Evangelho. Desejamos que o papa Francisco encontre um sopro de evangelho vivido, quando chegar em Loppiano. E agora que a notícia começa a difundir-se nas comunidades do Movimento, esta alegria e este empenho serão compartilhados no mundo inteiro”. Loppiano é a primeira das cidadezinhas dos Focolares. Surgiu perto de Florença, em 1964, nas colinas toscanas (Italia). Atualmente conta com cerca de 850 habitantes: homens e mulheres, famílias, jovens e adolescentes, sacerdotes e religiosos, de 65 países dos cinco continentes. Mais da metade de seus habitantes reside ali permanentemente e os demais frequentam uma das 12 escolas internacionais que preveem um período de 6 a 18 meses. A composição internacional e multicultural de seus habitantes, que vivenciam a lei do amor mútuo, faz de Loppiano um laboratório de convivência entre pessoas de diversas idades, condições sociais, tradição, cultura e crença religiosa.
2 Fev 2018 | Focolare Worldwide
«Estou passando um período na Itália para trabalhar, com outros jovens da minha idade, para o próximo Genfest 2018, em Manila». Fervem os preparativos para o primeiro Genfest fora da Europa. Nelson se juntou ao grupo internacional de jovens que trabalham com esse objetivo. Ele chegou à Itália em 2017; primeiro esteve em Loppiano (Florença) e agora está no Centro Internacional Gen 2, nos arredores de Roma, onde o entrevistamos. «Venho de El Salvador, o menor país, mas o mais populoso, da América Central continental. Um país lindo, mas atingido nos anos recentes por uma guerra civil que durou 12 anos e terminou em 1992, e que o deixou destruído». Nelson explica: «Após o fim da guerra, muitas famílias se depararam com a necessidade de buscar em outro lugar um meio de sustento e muitos pais emigraram, confiando os filhos a parentes ou a quem podia cuidar deles. Mas, no clima de desolação geral, isso acarretou que uma geração de crianças e adolescentes ficou sem um direcionamento, ou simplesmente com a falta de quem verdadeiramente se interessasse por eles. Acrescentou-se a isso a dificuldade de fazer com que o dinheiro ganho no exterior chegasse ao seu destino, no país de origem, e muitos desses adolescentes ficaram sem nada, começaram a deixar a escola, a viver na rua, a buscar na delinquência a atenção que não recebiam de ninguém. Em breve tempo, recrutando adolescentes e até crianças, formaram-se muitos grupos criminosos, cada vez mais radicais e perigosos, cada um com um nome e uma identidade definida por símbolos, rituais de iniciação e gestos próprios». Cada grupo é identificado por uma tatuagem que marca, para sempre, a pertença dos membros, que ficam impossibilitados de sair a não ser terminando mortos, ou presos, ou fugindo do país. «Para acabar com aquele, que de início parecia um problema simples de resolver – continua Nelson- o governo lançou um projeto, por sua vez também violento, levando para a prisão, por exemplo, qualquer pessoa que tivesse uma tatuagem. O resultado foi uma escalada de violência sem precedentes, com uma resposta exasperada das gangs que começaram a matar sem motivos, a ameaçar adolescentes sempre mais jovens, obrigando-os a entrarem no grupo». «Antes de chegar à Itália eu trabalhava em São Miguel, numa escola salesiana que se dedica, com verdadeiro espírito de acolhida, a mais de mil estudantes que vêm toda semana, de fora da cidade. Muitos deles têm graves problemas familiares ou parentes ligados aos grupos criminosos, ou pior ainda, eles mesmos estão prestes a entrar. Eu ensinava educação física. Um dia, durante a aula de natação, um garoto queria entrar na piscina sem tirar a camiseta, mesmo se isso era contra as regras. Estava nervoso e amedrontado. Então eu o chamei à parte e conversando perguntei o motivo. Disse-me que havia feito uma tatuagem com o símbolo de um grupo e não queria que ninguém o soubesse. Eu dei a permissão para que ele entrasse na água de camiseta, mas depois, na sala de aula, voltei ao assunto e começamos a falar sobre modos alternativos à criminalidade. Assim aconteceu, até o final do ano, e procuramos explicar a eles, todos juntos, que há sempre uma saída, um outro modo de viver, longe da violência. Dois meses depois eu o revi, vestia orgulhosamente um uniforme de trabalho. Tinha conseguido sair do grupo que, graças a Deus, o tinha deixado em paz. Agora estava ajudando a sua família. “Obrigado prof! Foi graças a vocês que eu entendi que podia me tornar uma pessoa diferente daquela que eu começava a ser. E mudar a rota da minha vida.”». Chiara Favotti
31 Jan 2018 | Focolare Worldwide
A República dos Camarões, na região equatorial da África ocidental, se compõe, em seguida a duas histórias coloniais paralelas, de dois grupos de regiões que falam respectivamente francês e inglês. As diferenças não se limitam à língua, mas incluem também aspectos da administração pública. Uma escalation de violência está ameaçando o país, ao todo 23 milhões de habitantes num território de 475 mil quilômetros quadrados. Raphaël Takougang, advogado camaronense, membro dos Focolares, agora na Itália, explica: «A parte francófona se tornou independente no dia 1º de janeiro de 1960. Para a parte anglófona houve um referendum, no dia 1º de outubro de 1961, para decidir se unir-se à vizinha Nigéria (já anglófona) ou permanecer com a Rep. dos Camarões. O norte desta região escolheu unir-se à Nigéria, o sul preferiu permanecer com a Rep. dos Camarões. Nasceu assim uma República Federal com dois estados, o Cameroun Oriental e o Southern Cameroon, cada um com próprias instituições (Parlamento, governo, sistema jurídico, etc.) e outras em nível federal. No dia 20 de maio de 1972, outro referendum deu à luz a República Unida dos Camarões. Em 1984, uma simples modificação da constituição tirou a palavra “unida” e, desde então, o país tomou o nome de República dos Camarões. De 1972 em diante o mal-estar dos anglófonos, em forte minoria no país, foi cada vez mais aumentando e tomou o nome de “anglophone problem”».
Desde 2016, esta situação de crise na parte anglófona desencadeou uma série de greves, inicialmente dos professores, depois dos advogados. Os habitantes da cidadezinha dos Focolares de Fontem, no coração da floresta camaronense, explicam: «Se de um lado os bispos sempre encorajaram o diálogo, o boicote das instituições incumbidas da educação e da justiça deram uma reviravolta inesperada à crise, que se agravou com a escalation de greves também das atividades comerciais e dos sistemas de transporte, segundo uma estratégia definida “Cidade Morta”. No início do ano escolar, em setembro passado, nenhum estudante se apresentou. Apesar das ameaças de represálias para os transgressores, aqui e ali, corajosamente, algumas escolas reabriram e outras estão seguindo o seu exemplo. Inclusive o nosso colégio em Fontem retomou as atividades». A cidadezinha nasceu do testemunho de amor concreto de alguns médicos, que chegaram lá em 1966, após um apelo do bispo local a Chiara Lubich, para cuidar do povo Bangwa, afetado por uma altíssima mortalidade infantil que estava causando a sua extinção. Em breve tempo, graças à contribuição de pessoas de toda parte do mundo, Fontem se dotou de escolas, de um hospital e de outras estruturas de serviço. Desde então, o povo Bangwa e diversos outros povos confinantes se encaminharam pela estrada da fraternidade, visível agora também em outras cidadezinhas nascidas nestes anos no continente africano. Com os seus 80 mil habitantes, Fontem é um centro de encontro e formação para pessoas que chegam de toda parte da África e do mundo. Aqui descobrem como o intercâmbio e a colaboração entre homens e mulheres de raças, culturas e tradições diferentes possa dar frutos de fraternidade até em regiões martirizadas por conflitos.
«O Colégio de Fontem sofreu um ataque – ainda explicam os habitantes –, mas muitas pessoas da aldeia acorreram para ajudar estudantes e professores, inclusive arriscando a própria vida. Com a aproximação do dia 1º de outubro, data histórica para a Rep. dos Camarões anglófono, na recorrência do referendum citado, se temiam manifestações violentas, e a comunidade dos Focolares organizou uma corrente de orações à qual aderiram pessoas também de outras regiões do país e do exterior. Até agora em Fontem ninguém perdeu a vida. Cada ocasião é propícia para cultivar relacionamentos com as várias autoridades civis, tradicionais e eclesiais. Procuramos ajudar aqueles de quem nos aproximamos a irem além dos medos, a criarem momentos de família, começando por aqueles mais próximos, frequentemente confusos por muitas vozes e pelos meios de comunicação. Os jovens organizaram noites de “talent show” e o evento “Sports for peace” para promover um espírito positivo». «Em todo este período, embora no meio das dificuldades – concluem – a vida da comunidade dos Focolares foi para a frente também aqui. Desejamos que este desafio de amor para com todos obtenha para nós a capacidade de discernir e agir para o bem do nosso país».
31 Jan 2018 | Focolare Worldwide
Promulgado o decreto vaticano do martírio para os 7 monges de Tibhirine, para d. Pierre Claverie, bispo de Orã, e para outros 11 religiosos e religiosas, todos mortos entre 1994 e 1996 durante a guerra civil argelina, que causou a morte de milhares de pessoas inocentes, entre as quais jornalistas, escritores, imãs e gente comum. À aventura dos 7 monges, sequestrados do seu mosteiro de Nossa Senhora do Atlas (a 80 km de Argel) e massacrados em circunstâncias ainda obscuras, foi dedicado o filme “Homens e Deuses”. A violência chegou ao ápice em agosto de 1996, quando o bispo dominicano de Orã, férvido defensor da reaproximação entre islâmicos e cristãos, foi morto por uma bomba na entrada da sua casa junto com o motorista muçulmano. «São mártires do amor – disse o porta-voz da Conferência episcopal francesa – porque amaram até o fim, dando a vida pelos seus amigos argelinos. Para nós é um sinal de que o amor não é em vão e triunfará». «A nossa Igreja está na alegria» comentaram os bispos argelinos, associando à sua homenagem «os milhares de pessoas que não temeram arriscar a própria vida por fidelidade à fé em Deus, ao seu país e à sua consciência».