Movimento dos Focolares

[:it]Testimonianza dei giovani da New York

Una risposta testimoniata proprio dai giovani più colpiti, quelli di New York: da loro innanzitutto un grazie, perché attraverso e-mails e fax hanno sentito condiviso con i coetanei di tutto il mondo "il grande dolore di questo tragico momento per il nostro Paese". Toccante la loro esperienza: “Mentre guardavamo il World Trade Centre cadere in fiamme e cenere, abbiamo subito pensato agli inizi del Movimento a quelle parole della nostra storia: “Erano i tempi di guerra e tutto crollava. Solo Dio e il Suo amore rimangono”.

Questo e’ apparso chiaro non solo a noi Giovani per un Mondo Unito, ma anche a tanta altra gente nel nostro Paese che si sono unite in questo momento di dolore. Infatti, subito dopo abbiamo visto come l’amore è più forte dell’odio, l’amore sta già vincendo perché le barriere dell’indifferenza crollano e ci si aiuta l’un l’altro concretamente sostenendosi a vicenda. Molti gli atti concreti per le squadre di soccorso, i sopravvissuti, le famiglie in lutto. Gli aiuti e le offerte di volontariato hanno superato la domanda.

Che cosa possiamo fare noi di concreto, ci siamo chiesti, che non sia già stato dato? Abbiamo capito che abbiamo un dono unico, immenso da offrire in questo momento di shock e smarrimento: quella comprensione di questo grande dolore illuminata dal mistero di Gesù che sulla croce giunge a gridare l’abbandono del Padre. Siamo certi più che mai dell’amore di Dio e che questa sofferenza porterà frutti."

Una certezza che si imprime in tanti: "Tutto crolla… Oggi ho sentito in modo più forte che anche se tutto crolla… l’amore di Dio resta" (Francesca 17 a. Scicli). Da Los Angeles: "Ci impegniamo ad amare tutti, specialmente quelli che soffrono per questa tragedia. Vediamo, nonostante tutto, segni di quel mondo nuovo per cui vogliamo vivere".

Chiara Luce Badano é bem-aventurada – 25 mil pessoas na celebração

Chiara Luce Badano é bem-aventurada – 25 mil pessoas na celebração

Audio mp3 – Ringraziamento finale di Maria Voce alla Cerimonia per la Beatificazione, Santuario del Divino Amore, 25 settembre 2010

Com a cerimônia de beatificação, realizada na tarde do dia 25 de setembro no Santuário do Divino Amor, em Roma, tiveram início as celebrações em honra de Chiara Luce Badano, uma jovem nascida em Sasselo (Savona – Itália), em 1971 e falecida em 1990, vítima de um osteosarcoma, concluindo uma vida marcada por uma fé luminosa e pela adesão à espiritualidade do Movimento dos Focolares.

A cerimônia de beatificação, profunda e alegre, foi presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, V. Ema. Dom Angelo Amato, como representante do Papa Bento XVI. “Uma jovem com um coração cristalino”, assim d. Amato definiu Chiara Luce na sua homilia. “Uma jovem moderna, esportiva, positiva – continuou – que num mundo rico de bem-estar, mas frequentemente doente de tristeza e de infelicidade nos transmite uma mensagem de otimismo e de esperança”.

Participaram cerca de 25 mil pessoas, na maioria jovens, provenientes de 57 países, dos cinco continentes. Na área externa do Santuário, super lotada, foram colocados telões. Entre os presentes o prefeito de Roma, Gianni Alemanno.

Mas a festa não terminou ali, prolongou-se até domingo, dia 26, com eventos dedicados especialmente aos jovens, sempre com a presença dos pais da beata, um caso não só raro, mas único, devido à jovem idade de Chiara Badano e à duração da causa de beatificação, muito breve.

No sábado à noite, na Sala Paulo VI, no Vaticano, foi feita uma festa com música e testemunhos, e milhares de pessoas a assistiram também na Praça de São Pedro, ainda graças a vários telões.

No domingo de manhã o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, celebrou uma Missa de Ação de Graças, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Durante o Angelus, ao meio-dia, o Papa saudou os presentes, numa conexão com a residência de Castelgandolfo onde se encontrava. Em vários países do mundo foram feitos encontros simultâneos, com conexões internet ou pela televisão. No Brasil os dois eventos de sábado foram transmitidos ao vivo pela Rede Canção Nova, e pela Rede Nazaré, para toda a região norte.

Na conclusão da Santa Missa de Beatificação, Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, expressou o seu agradecimento com estas palavras:

Em primeiro lugar, em nome do Movimento dos Focolares, aqui representado por pessoas de 57 Países dos cinco continentes, agradeço a dom Amato que, em nome do Papa presidiu esta solene e comovente cerimônia.

Agradeço e saúdo todas as autoridades religiosas e civis, todas as pessoas presentes neste santuário ou no jardim que o circunda, e também todos aqueles que seguem este momento pela mídia. Um agradecimento especial justamente a todos os que trabalharam para que este evento tivesse uma dimensão planetária.

Para mim, é uma profunda emoção ver realizado o esplêndido e luminoso projeto de Deus para esta jovem de dezoito anos, que foi se revelando para ela mesma e depois para todos nós; vê-lo reconhecido hoje pela Igreja como primeiro fruto maduro do nosso Movimento. É um momento histórico, uma confirmação, por parte da Igreja, de que a espiritualidade da unidade vivida conduz à santidade.

Quanta gratidão a Deus pelo Carisma que Ele mandou à Terra através de Chiara Lubich e quanta alegria nos nossos corações por esta dádiva que hoje a Igreja nos concede!

Também o Céu vai festejar!

É um novo compromisso. Chiara Luce nos estimula a ir em frente, aliás, a ‘correr’ no caminho da santidade.

Que o seu exemplo seja de luz para a maior número de pessoas possível, e contagie muitos e muitos.

Comunicato Stampa Servizio Informazione – Celebrazione al Santuario del Divino Amore 25.9.2010 Comunicato Stampa Servizio Informazione – Serata di Festa in Aula Paolo VI (Vaticano) 25.9.2010

Chiara Luce Badano é bem-aventurada – 25 mil pessoas na celebração

“Fazer história”

“Faço votos que de LoppianoLab surjam muitas ideias que, com um forte impulso espiritual, coloquem em ação as qualidades que tornaram grandes os italianos: a criatividade e a sagacidade, a acolhida e a solidariedade, a cultura e a arte”, assim Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares dirigiu-se ao evento recém concluído na Mariápolis permanente de Loppiano, nos arredores de Florença (Itália).

Os seus votos foram recebidos por um auditório super lotado (mais de 1500 pessoas, e mais as numerosas conectadas com a internet), curiosas e atraídas por um evento organizado por entidades que se ocupam de temáticas muito diferentes entre si. A própria presidente antecipou, em sua mensagem que “a novidade surge da própria impostação dos promotores da iniciativa: ligar em rede propostas e experiências de mundos diferentes, como a economia, a cultura, a formação, que aliados querem promover um projeto cultural que respeite a dignidade e a grandeza do ser humano, de um ponto de vista do país; a comunhão de várias entidades que atuam em campos diversos, como o Pólo Lionello Bonfanti, da Economia de Comunhão, o Instituto Universitário Sophia, o Grupo Editorial Città Nuova e a própria Mariápolis de Loppiano, para ajudar a explorar novos caminhos e percorrê-los juntos.

Quem participou e acompanhou os vários momentos, durante quatro dias intensos, neste multiforme “laboratório experimental de fraternidade”, poderá concordar com Maria Voce, que tratou-se de “uma contribuição original, unânime e qualificada, ao bem comum da Itália – quando contam-se 150 anos da sua unificação – sobre os rastros do carisma de Chiara Lubich”, que tem como núcleo central exatamente a unidade.

“A nossa amada Itália – afirmou Maria Voce – necessita de um impulso de idealismo e de concretização para revitalizar o seu corpo social”. E ao girar pelos estandes do Pólo Lionello Bonfanti todos deparavam-se com empresários cheios de idealismo! De fato, na exposição permanente estavam presentes, além das cerca de vinte empresas estáveis do Pólo, outras 72 empresas que representavam as mais de 200 que aderem ao projeto da Economia de Comunhão em todo o território nacional. Mas caminhando também pelas ruelas da Mariápolis, mergulhadas no verde, ou trocando qualquer palavra com alguns dos seus 900 habitantes provenientes do mundo inteiro, ou escutando os recém formados alunos do Instituto Sophia (no seu terceiro ano de vida), em todos ganhava força uma convicção, expressa por Maria Emmaus Voce na conclusão de sua mensagem: “sustentados pelo amor de Deus e entre nós, este encontro poderá ser um momento que demonstra que o Evangelho de Jesus, relido com a chave da unidade, é capaz de ‘fazer história’ ainda hoje”.

Talvez tenha sido justamente esta interação de sujeitos diferentes, a força da unidade atuada, que tenha gerado uma semente vital – é o que esperamos – capaz de “fazer história”.

Chiara Luce Badano é bem-aventurada – 25 mil pessoas na celebração

Brasil – diário de viagem 2

Diário de viagem «Tomamos novamente o avião. Três horas de voo, 2500 quilômetros, e chegamos a Recife. Nos arredores desta grande cidade do nordeste do Brasil encontra-se a Mariápolis Santa Maria, do Movimento dos Focolares, a segunda etapa da nossa aventura. Foi lá que os dois grupos, o de S. Paulo e o de Recife, se reuniram para os últimos dias do projeto e para um balanço do trabalho feito. Cada um de nós deixou atrás de si 15 dias intensos de trabalho social, num clima de grande fraternidade, imersos numa cultura desconhecida, em diversos projetos, partilhando todos os dias, com muitas pessoas que vivem naqueles lugares, a mesma maravilhosa experiência. Marta, italiana, no final da experiência, conclui: “durante estes dias eu aprendi que devemos ser simples, não pessoas construídas. Na nossa terra há muitos imigrantes… As pessoas aqui, na sua simplicidade, nos dão muito. Agora vejo com outros olhos os imigrantes que estão na minha terra”. Michael, da Alemanha, trabalhou na pintura de uma casa. O seu colega de trabalho foi um garoto que no início “não queria ajudar. Mas eu lhe dei um sorriso e pus uma espátula na sua mão. Ele mudou de atitude e ajudou-me. Mesmo se eu teria feito o trabalho três vezes mais depressa se estivesse sozinho, ter trabalhado com ele deu-me uma grande felicidade”. Nasceram novos propósitos e decisões, como o de Emanuel, do Paraguai: “Aqui entendi como quero viver e o que quero fazer na vida. No meu país há muitos pobres, mas foi aqui que eu acordei!”. Também Lara, de nacionalidade argentina, se exprimiu assim: “entendi que a linguagem do coração não é a da razão. É uma linguagem diferente que nos leva a superar os limites de língua e as barreiras sociais, e põe em jogo a alma. Esta aventura de ser de países diferentes, de culturas variadas, e conseguir sempre construir relações verdadeiras, fez-me acreditar que o mundo unido é possível, mesmo no quotidiano. Participar deste projeto abriu-me o coração. Deu-me a ocasião de descobrir uma sociedade que sofre, que tem muitas necessidades, mas também tem muito para dar. Volto com uma grande vontade de que na minha cidade possa nascer um projeto semelhante”. Para alguns foi uma ocasião de férias alternativas: “Eu podia escolher entre ir passar as férias com os amigos e vir para cá. Não tenho dúvidas de que escolhi bem!”, afirmou Adriano, de Porto Alegre, portanto, cidadão do país anfitrião. Uma sua conterrânea, Sulamita, contou: “Quando cheguei à favela era como se tivesse encontrado o meu lugar: um lugar onde podia amar todos os dias. Mas na realidade fomos amados por eles com grande sinceridade. Voltando para casa quero transmitir o que vivi para que toda esta força que eu recebi não morra”. Uma viagem sob o signo da reciprocidade, com um “obrigado”, das crianças da escola Santa Maria, de Recife: “Foi uma semana muito especial para nós!”. E há também quem não queira voltar para a sua pátria, como Pakot: “Eu tinha muitos problemas antes de chegar aqui: em casa, nos estudos… Na ilha de S. Teresinha descobri que os meus problemas são demasiado pequenos, quando comparados com os que vivem aquelas crianças… e sentia-me impotente. Durante as duas semanas que estive na Ilha recebi muitos abraços e olhares e agora sinto-me mais forte. Se fosse possível eu mudaria a data do meu regresso à Romênia…”. O projeto GLOCALCITY é realizado com o apoio do programa “Juventude em ação” da Comissão europeia. Leia também:

Jovens do “Glocalcity” no Brasil

Um projeto intercontinental, com 50 jovens provenientes de dez países.

Chiara Luce Badano é bem-aventurada – 25 mil pessoas na celebração

Politica e istruzione insieme per la Fraternità

Estudiosos vindos do Brasil, da Bolívia, do Chile, do Uruguai, da Itália e de muitas regiões da Argentina, reuniram-se para falar sobre Fraternidade e Conflito: Reflexões, debates e perspectivas, no seminário que decorreu em Tucuman (Argentina) de 25 a 27 de Agosto.

A conferência principal, intitulada “Fraternidade e Conflito no pensamento contemporâneo”, esteve a cargo do prof. António Maria Baggio do Instituto Internacional “Sophia” (com sede em Itália). O prof. Baggio, fundador da rede, é um dos teóricos que se distingue por se ter dedicado a recuperar “o princípio esquecido da fraternidade”, como ponto central do pensamento político. Juntamente com outros intelectuais pertencentes à Escola Abba, Centro de Estudos do Movimento dos Focolares, ele desenvolve pesquisas e elabora teorias que visam a consolidação do “paradigma da fraternidade”, categoria teórica que nasce na experiência de Chiara Lubich e do movimento por ela fundado. Tendo em conta esta ligação aos Focolares, tomaram parte em vários momentos do seminário, políticos e jovens pertencentes ao Movimento Político para a Unidade.

A origem do seminário provém do primeiro convênio feito pela Universidade Nacional de Córdova em 2008, intitulado A fraternidade como categoria política nas ciências jurídicas e sociais. Durante aquele primeiro seminário desenvolveram-se quatro temáticas muito vastas: História e Pensamento da América Latina; Direito; Ciências Políticas; Comunicação e Instrução. Seguiram-se trabalhos e estudos, propostos na sequência do segundo encontro, A ideia da fraternidade no pensamento político e nas ciências sociais (Universidade Nacional de La Plata, 2009). Dali partiu a proposta para encontro sucessivo: orientar os trabalhos para uma temática mais específica, centrada na realidade da América Latina, que envolvesse mais as disciplinas científicas. Este foi o desafio que se enfrentou no terceiro encontro.

A Casa Editora Argentina Ciudad Nueva publicou as intervenções dos seminários anteriores e para este evento propôs: “Estudos recentes sobre a fraternidade. Da enunciação como princípio à consolidação como perspectiva”. Foi encarregado deste trabalho o prof. Osvaldo Barrenche, diretor da cátedra livre: Sociedade, Política e Fraternidade da Universidade Nacional de La Plata, e um dos dinamizadores da RUEF.

Contemporaneamente, o governo de Tucuman convocou o II Espaço aberto “Fraternidade e Sociedade”: experiência de formação que propõe ideias e práticas, visões e intervenções no âmbito profissional, que reconsideram o conceito de fraternidade como um princípio de ação e como base para a convivência social. No contexto do Espaço Aberto desenvolveu-se um Parlamento Juvenil com o objectivo de desenvolver práticas legislativas, permitindo o aprofundamento e a aprendizagem de regras democráticas aplicáveis ao debate, às discussões e ao consenso. Durante o convênio alternaram-se testemunhos e práticas comunitárias, solidárias e fraternas, da parte de organizações e comunidades. Por fim, o Espaço Aberto incluiu atividades artísticas, para demonstrar quanto é importante construir uma cidade mais fraterna em todos os âmbitos da nossa vida social.

Para maiores informações (em português e espanhol): www.ruef.com.ar